domingo, 31 de janeiro de 2016

Checklist Comentado:Janeiro de 2016

Por:Hds

Se você está de férias agora, sorte a sua!

O ano de 2016 começou com a Panini no topo das editoras que mais anunciaram revistas e logo atras dela temos a JBC.Apesar de boa parte dessas edições terem atrasado de dezembro até agora,os títulos mostrados são ótimos e se somarmos aos que já foram prometidos para este ano temos motivos para acreditar que o ano vai ser cheio.

Sem mais conversa,vamos à lista de quadrinhos para janeiro!

DC Comics Coleção de Graphic Novels:Batman O Longo dia das Bruxas(parte 2)formato 17x26cm,154 páginas,capa dura e preço de R$34,99.


Minissérie muito elogiada de Jeff Loeb e Tim Sale publicada pela Panini em 2008.De lá pra cá uma legião de leitores do batman vinham pedindo para que fosse relançada.Jeff Loeb já escreveu coisas boas,mas muito do seu material é fraco ou passável.O longo dia das bruxas é um dos seus pontos altos e merece ser lida,só não sei se vale a pena pagar no total R$70,00 pelo acabamento dos dois volumes.

A revista conta a história do assassino serial que ameaça as principais facções de mafiosos de Gotham e que ataca programando suas ações baseadas em feriados.Se não houver algo mais urgente e essencial do homem-morcego para considerar comprar e se couber no seu orçamento,vale a compra.

DC Comics Coleção de Graphic Novels Superman O Homem de Aço-formato 17x26cm,184 páginas,capa dura e preço de R$34,99.


Ao final de Crise nas Infinitas Terras ninguém menos que John Byrne foi chamado para reformular o Super-Homem e o resultado disso é mostrado aqui nessa encadernação que trás as primeiras histórias da fase.Com desenhos e roteiros de Byrne o herói foi remodelado para o futuro e boa parte do que foi estabelecido nela perdura até hoje.O mundo de Krypton(história aclamada) está entre os arcos escritos por Byrne e talvez a Eaglemoss resolva lançá-la,mesmo não estando na lista de encadernações.

Eden It´s an Endless World 4-formato 13,5x20,5cm,450 páginas e preço de R$39,90.


Até o momento deste texto a JBC não havia divulgado a sinopse de Eden nº 4.Este título chamou a atenção quando foi lançado pela Panini,mesmo num formato ruim e leitura ocidental.E algo que chama a atenção também são as críticas ao estilo estranho de escrever de Hiroki Endou,que não dá pistas de onde o autor quer chegar e se mostra um tanto disperso.Mas Eden tem qualidade e merece uma boa olhada.Isso só não vai acontecer pelo mesmo motivo que não vou poder ler várias outras séries;o custo não encaixa na minha pobre renda mensal.

Hellsing Especial 8-formato 13,5x20,5cm,176 páginas e preço de R$16,50.


Nesta edição Hellsing enfrenta Iscariot.A revista entra na sua reta final.A história gira em torno da família do caçador de vampiros que fundou uma ordem protestante e combate criaturas sobrenaturais.Hellsing é um dos poucos mangás de terror em bancas atualmente.E sua violência e ação o tornam interessante,pelo menos para uma boa olhada.

Parasyte 5-formato 13,5x20,5cm,232 páginas e preço de R$16,90.


Parasyte é uma série de mangás curta de apenas 10 volumes.Conta a história de Shinicho Uzumi um rapaz comum que acaba hospedando uma criatura alienígena que modifica seu corpo numa bizarra
simbiose.O simbionte obriga suas vítimas a comer carne humana para sobreviver,o que leva Uzumi a reconsiderar suas convicções humanas.A impressão que tenho é que os japoneses não tem lá muita noção do que é cabível ou não de se por numa hq acabam criando tramas grotescas desse tipo.Parasyte é visualmente escroto.Não posso dizer nada sobre a qualidade dos roteiros,mas com um plot desses talvez seja melhor ler algo menos anormal.

Terra Formars 7-formato 13,5x20,5cm,210 páginas e preço de R$14,90.


Outro mangá com um conceito estranho.Em 2599 Marte já se encontra em fase de colonização e quando uma equipe de astronautas é enviada para sua superfície encontra lá uma raça de humanoides modificados com aparência e capacidades de baratas.Uma nova equipe de humanos com poderes de insetos é enviada para marte para combatê-los.Disputa de poderes entre humanos com poderes de insetos e baratas mutantes?Acho que se acabaram as boas ideias!De qualquer modo a história tem ação e lutas o suficiente para manter os fans de mangá entretidos.Eu prefiro garimpar algo mais pé no chão.

B.P.DP Origens 1946-1947 vol.1-formato 17x26cm,316 páginas e preço R$79,90.


Com roteiros do criador,Mike Mignola e Joshua Dysard e desenhos Aul Azaceta,Patric Raynolds,Fábio Moon e Gabriel Bá.Durante a segunda guerra mundial Adolf Hitler,prevendo a derrota alemã,usa de meios ocultistas para desenvolver um projeto de criação de um exército de vampiros conservados numa câmara secreta.

Hellboy é um dos personagens que mais gosto fora dos grandes universos de DC e Marvel,mesmo que às vezes as histórias mostrem uma boa dose de escapismo que lembra  as antigas histórias em quadrinhos.O próprio Hellboy não é um dos tipos mais inteligentes que você vai ver por aí.Ele costuma resolver os problemas mais com os punhos do que com pesquisa e treinamento,mas em algumas passagens é exatamente esse defeito dele que o torna engraçado e espontâneo.

Esse quadrinho merecia ser lançado cronologicamente e num formato barato para que os novos leitores pudessem aproveitá-lo.Revistas de terror são raras dentro do mainstream e o clima pesado e escuro dos desenhos de Mike Mignola fazem falta.A Mythos não está interessada em popularizar e agilizar sua presença nas bancas,o que acaba sendo um belo desperdício.

Ah!E antes que eu me esqueça;o preço da encadernação é uma verdadeira punhalada(ou machadada...)no bolso do leitor brasileiro.Como de costume na Mythos.

Juiz Dredd Guerra Total-formato 20,5x27,5cm,76 páginas e preço de R$10,90.


Esta edição foi citada num post anterior em que dei minha opinião sobre a linha editorial da Mythos e reforcei a crítica a sua total falta de vergonha em publicar quadrinhos dessa maneira.Talvez a recepção baixa que o título teve tenha ensinado uma pequena(mas não definitiva)lição à Mythos;os leitores devem ler seus quadrinhos editados do modo que bem quiserem e não do jeito que ela quer.O Juiz Dredd deveria sair desde o começo com histórias clássicas de John Wagner e Carlos Ezquerra e depois a fase de Alan Grant ENCADERNADAS!E não jogadas à esmo dentro de uma edição mix feita para "economizar" fazes boas.

Mas no entanto a editora insiste em encarecer todos os seus quadrinhos.
A última coisa que uma editora como essa pode afirmar é que tem em mente ampliar sua margem no mercado nacional,pois é óbvio que numa crise descomunal em que o país se encontra,vender um produto não-essencial ao consumidor com preços estratosféricos é um verdadeiro tiro pela   culatra.Sendo assim,tomara que a Mythos acabe se matando com os próprios tiros!

Multiverso DC nº8-formato 17x26cm136 páginas e preço de R$16,40.


O novo Superman e o velho Batman continuam enfrentando apokolipse,mas devido ao avanço do inimigo devem apelar agora para um ataque suicida contra Darkside.Além disso uma história com Vandal Savage e a origem da Caçadora.

Multiverso DC continua com sua trama tão complicada quanto montar um quebra-cabeça de 500 peças com os olhos vendados.Como nem todas elas são escritas por Grant Morrison é possível que os leitores entendam boa parte delas.Mas ainda é irritante o modo como as sagas da DC deixam uma impressão de confusão e progressão narrativa bagunçada.Eu desisti de fingir que consigo entender e aguentar toda essa salada temporal e preferi comprar revistas com histórias mais coerentes.

V de Vingança Edição Especial-formato 17x26cm,capa dura,308 páginas e preço de R$69,00.


Após sofrer abusos num campo de concentração de uma inglaterra totalitária,um desconhecido arma um plano para destruir o governo e instaurar uma anarquia.Fazendo uso da figura de Guy Fawkes,esconde sua identidade para promover ataques contra o mesmo regime que destruiu a sua liberdade

Você consegue adivinhar o que a Bíblia e V de Vingança tem em comum?Ambas serão publicadas até o infinito!Então temos mais uma reedição da saga do terrorista(não sei se você sabe,mas explodir as casas do parlamento e matar pessoas não é o mesmo que sair pra tomar um sorvete na rua.Isso é crime!)mais popular do mundo.Uma história emocionante que nos fez pensar sobre a liberdade humana e também fez com que milhões de babacas espalhados pelo mundo comprassem a mesma máscara achando que estavam sendo muito criativos.Só que não...

Eight:Forasteiro-formato 17x26cm,128 páginas e preço de R$26,90


Eight é um quadrinho feito por Rafael Albuquerque e Mike Johnson em parceria com a Panini e o Stout Club.Conta a história de um "crononauta" chamado Joshua que se está perdido numa dimensão estranha.

Pra saber sobre a qualidade da revista só lendo,mas é difícil saber quando uma edição feita por brasileiros é boa ou está somente sendo recoberta de elogios rasgados por adulação.Sabe como é,para alguns artistas nacionais bajulação é tão necessária quanto o oxigênio que respiram.Como disse não posso avaliá-la,mas admito que escolher um tema de ficção espacial foi um acerto logo de cara.

Hora de Aventura Edição Matemática-formato 17x26cm,140 páginas e preço de R$23,90.


Com o fim da década de 90 os estúdios aparentemente se esqueceram como fazer desenhos engraçados para crianças e puseram verdadeiras porcarias para exibir nas tvs.Desenhos esquisitos com diálogos saídos da boca de crianças que mais pareciam velhos chatos reclamando. Histórias controladinhas e pedantes.Qual não foi a minha surpresa ao dar chance a um desenho com estilo simples e colorido do qual ouvia falar o tempo todo,mas nunca tinha visto sequer um episódio:Hora de Aventura.

Humor absurdamente nonsense,tramas rápidas cheias de lutas e aventuras,personagens carismáticos(o rei gelado é a melhor figura de tarado desde o mestre Kame!),total desprendimento do politicamente correto e piadas sobre flatulência.Isso tudo me fez crer que há salvação para as crianças que vão crescer vendo essa pérola em meio a tantas animações certinhas e enfadonhas.Finn e Jake são a melhor dupla dos cartoons em mais de uma década!

A Panini vem lançando várias dessas histórias no Brasil e esta é uma boa oportunidade para os pais apresentarem a leitura de quadrinhos para seus filhos.O único problema é o preço que poderia ser mais baixo,do jeito que está vai acabar afastando o público infantil.

20th Century Boys nº20-formato 13,7x20cm,208 páginas e preço de R$12,90.


O mangá de Naoki Urasawa conta a história de um grupo de garotos que se reuniam para se divertir durante a infância.Depois de muito tempo um dos integrantes se torna um líder de culto religioso que
prega a morte da população da terra.Os garotos,hoje já adultos e vivendo suas vidas comuns,reconhecem algo de familiar no "Amigo",o fanático recrutador e resolvem se unir para detê-lo.

Urasawa tem fama de ser um bom mangaká e já produziu obras premiadas como Monster(iniciada pela Conrad e interrompida.Depois iniciada pela Panini e concluída)e não seria novidade se esta história me agradasse pelo seu apelo ficcional.Os desenhos do autor são mais contidos,sem tantos exageros e caricaturizações típicas dos japoneses.Infelizmente ainda não li nenhum de seus mangás,mas acredito que este quadrinho se destaque entre outros.20th Century Boys está perto de terminar e não poderia deixar de citá-la.Tomara que o fato de ter duas de suas obras finalizadas no Brasil faça com que Urasawa permita que mais material de sua autoria chegue aqui.

Como havia dito acima a Panini atrasou diversos títulos de dezembro até aqui e a Marvel ficou de fora do checklist deste mês.Caso a editora venha atualizar sua lista de lançamentos eu os incluirei no post.O checklist comentado deste mês acabou ficando curto,mas ainda assim obrigado a quem leu.Até o próximo!

Fontes:Universohq,Hotsite Panini e Guia dos Quadrinhos.

































































sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A Editora Panini acerta mais uma vez e publica Shade: O Homem-Mutável


Por:Hds



Os leitores da Vertigo mais jovens não vão reconhecer esta figura de modo algum,mesmo que ele tenha feito aparições em Flashpoint.Esse sujeito parecendo um vagabundo usando roupas largadas e um sobretudo de aspecto bizarro se trata de Shade:O Homem-Mutável.

O personagem foi criado pelo brilhante Steve Ditko(o cara que criou o homem-aranha,lembrou agora?)em junho de 1977,com uma aparência ridícula:um maiô vermelho com bolas amarelas espalhadas pelo corpo todo e chegou a figurar no esquadrão suicida.O mesmo grupo que vai estrelar um filme cujo trailer acabou de sair.


Mas o personagem somente foi se tornar algo apresentável quando Peter Milligan e Chris Bachalo reformularam o herói em julho de 1990.Milligan vindo da recém chegada invasão britânica e Bachalo um desenhista canadense novato,mas talentoso ao extremo deram o tom sofisticado que Shade precisava para ganhar forma.

A fase da dupla chegou a ser lançada no final da década de 90 pela Metal Pesado,mas como de costume com as editoras naquele período,fracassou terrivelmente deixando(pra variar)mais leitores da Vertigo a ver navios.

As histórias de Peter Milligan são totalmente destoantes do resto das séries da vertigo publicadas na época.Naquele tempo haviam diferenças gritantes entre cada uma delas e os autores se esforçavam para produzir tramas inovadoras.Os roteiros do homem-mutável são estranhos e bizarros,mas fluidos e legíveis.Nada como a confusão desconjuntada dos Invisíveis,por exemplo.

Espere pela psicodelia típica das artes originais de Steve Ditko.

Hoje em dia a Vertigo está abarrotada de séries que se limitam a emular o estilo "bad ass" do selo e poucas sagas se destacam em meio à mesmice.O Inescrito é uma delas.

Roteiro instigante,desenhos habilidosos e trabalho artístico nas capas(isso conta muito a favor!)impressionantes.A Panini acerta em cheio ao trazer uma série que eu poderia jurar que jamais teria uma chance novamente,aliás ela vem fazendo isso com cada vez mais frequência.Miraclemen,Homem-Animal e a fase do Constantine saindo completa desde o início estão aí de prova.A editora vem realizando um trabalho espetacular desencalhando várias sagas antigas dignas de atenção e corrigindo verdadeiras injustiças históricas do mercado!

A Panini lança um volume de revistas descomunal no país e é importante para os leitores seletos da Vertigo apoiar seu próprio nicho.Que a linha se torne cada vez mais robusta e fraquente nas bancas e que surjam cada vez mais quadrinhos bons,sejam eles velhos ou novos.








quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A volta do Capitão América que importa

Por:Hds



A revista Steve Roger's Capitain America nº1 trará o herói original.Após os eventos que fizeram com que o capitão perdesse o soro do super-soldado e envelhecesse,Escrita por Nick Spenser e desenhada por Jesus Saiz,o novo título do capitão traz também algumas mudanças.

A primeira coisa que podemos notar é o novo uniforme.Eu nunca gostei do uniforme original e sempre pensei que seria muito fácil mudá-lo para melhor sem o menor esforço,bastava um bom desenhista para pegar características dos trajes clássicos e torná-los mais sérios.Em grande parte,foi exatamente isso que Brian Hitch fez nos Supremos.O novo uniforme,desenhado por Daniel Acunã segue a linha "soldado" com botas militares(sem aquelas abas idiotas),linhas verticais,joelheiras e um capacete bem menos espalhafatoso que os anteriores.

Outra mudança que vai gerar um mimimi imbecil nos sites e fóruns de quadrinhos(azar de quem não tem o que fazer!)é o novo escudo.Ele pode ser dividido em duas partes e uma delas dispõe de uma lâmina de energia(!?)que pode ser usada no ataque.Viagens na maionese à parte,o novo uniforme acabou me agradando.

Novo capitão com peças desmontáveis:adquira já o seu!

Além de tudo isso,podemos notar que o capitão Sam Wilson estará presente após o retorno de Steve Rogers.É isso mesmo.A Marvel ficou em cima do muro e decidiu manter Wilson por perto para lutar em aventuras com temas políticos enquanto o original enfrentará a hidra.Um será o capitão das minorias esquecidas pelo "dragão maligno do capitalismo" e o outro será o capitão das lutas super-heroísticas.Um belo papelão aprontado pelo roteirista e pelos editores.

Nick ainda adianta que alguns eventos programados explicarão o rejuvenescimento de Rogers.Essa é a parte menos importante no caso,já que qualquer leitor deve imaginar que uma trama que vise explicar o porquê de alguém voltar a ficar jovem só pode estar encharcada do mais puro escapismo!

Notem que até agora o fator menos discutido pela equipe criativa do herói foi a qualidade das histórias.Afinal,depois de passar por mudanças e abusos de recursos de roteiro toscos (morrer/envelhecer) a dúvida que fica é:o que isso tudo trará de bom para as histórias efetivamente?Ao menos isso serve para oferecer a opção de escolher entre o verdadeiro capitão e o capitão bebezão que só sabe reclamar e bancar o agente social honorário.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Editora Mythos não desiste e lança Juiz Dredd em novo formato


Por:Hds



A editora Mythos é uma das que mais complicadas de se aturar dentro do mercado nacional de quadrinhos.Embora entender o porquê dela permanecer publicando até hoje com sua estratégia tacanha e irreal seja fácil de explicar.Afinal de contas,para saber porque ela ainda não afundou é preciso somente conhecer três letras:T.E.X!

Em agosto do ano passado a editora divulgou uma nota lamentando o cancelamento da Juiz Dredd Magazine.E na mesma época afirmou que não largaria a mão do justiceiro de Mega City.Para o azar de quem realmente gosta do personagem!

Juiz Dredd Guerra Total-formato 20,5x27,5cm,72 páginas e preço de R$10,90.roteiros de John Wagner e desenhos de Henry Flint.

A encadernação reúne o arco que já havia sido publicado da edição 1 até a 4.Só que desta vez com QUATRO páginas a mais e custando o mesmo preço!Obrigado Mythos!Eu nem mereço tanto!Eu tenho certeza que não existe dificuldade nenhuma para um leitor,independente do grau de conhecimento,de perceber que seria evidentemente benéfico aos admiradores das séries da 2000AD se a Mythos perdesse os direitos sobre elas.Outra editora que não considerasse quadrinhos um artigo de luxo poderiam trazê-las com preços baratos e formatos comuns.

Então o que temos são republicações de uma revista que falhou em se manter nas bancas e um potencial desperdiçado de materiais da 2000AD sem ver a luz do dia em bancas brasileiras.O selo inglês conta com uma longa lista de artistas de peso e sequências de histórias que por si só já enxeriam encadernados de qualidade.Mas a Mythos não pode(ou não quer)publicá-las!Essa é outra questão que não consegui esclarecer;a editora tem ou não os direitos de tudo que saiu pela 2000AD?Se tem por que não publica?

Vejam o que aconteceu com o universo Wildstorn na mão da Panini.A Devir se arrastou como uma lesma para lançar poucos encadernados de Astro City e depois que a sua sua rival de banca adquiriu os direitos acelerou todo o processo.Em um ano a Devir lançou apenas dois volumes da série,enquanto a Panini lançou de março até dezembro do ano passado CINCO volumes!

Juiz Dredd sendo entregue pela Mythos nas bancas é um desastre para os leitores do herói(já perceberam como revistas inglesas ou europeias em geral nunca se estabelecem no Brasil?) .Do mesmo jeito que a Magazine não deu certo esses edições sairão com um custo/benefício ruim.E depois a editora esticará por anos e anos reedições deploráveis como fez com Hellboy.











domingo, 17 de janeiro de 2016

Começo de ano com anúncios e lançamentos da Panini

Por:Hds



O ano de 2015 terminou  com um volume grande de anúncios e lançamentos em bancas, livrarias e comic shop pela toda poderosa editora Panini.Boa parte desses lançamentos não chegaram na região onde vivo e os atrasos continuam se intensificando.

Os Invisíveis,dois volumes do Inescrito e mais dois de Astro City que foram programados para dezembro empacaram nas distribuidoras e não deram as caras até agora.Pra não dizer que nada surgiu nas bancas,ontem comprei a terceira encadernação de Astro City;Álbum de Família.

Eu entendo que a quantidade de revistas produzidas pela editora é gigante,mas o lucro e a estrutura para comportá-las também deve ser,senão o que ela estaria fazendo no ramo de quadrinhos?Uma editora ter mais títulos que outra não deve ser usado como desculpa para esse sistema de distribuição tosco e falho.O que adianta publicar muitas e boas revistas,se você não consegue fazê-las chegar no prazo(ou mesmo não chegar...)?Ao invés de ficarmos passando a mão na cabeça de uma editora que tem em mãos uma fatia enorme do mercado,devemos cobrar qualidade dela justamente por esse fato!

Neste ano que se inicia não poderia ser diferente e a casa da Marvel,DC,Vertigo,Shonen Jump,Image entre outras despejará diversas revistas.E logo no começo deste ano temos uma nova lista de quadrinhos no cronograma de lançamentos.Segue uma lista abaixo:

Vertigo


V de Vingança-308 páginas e preço de R$69,00.Item comum entre os relançamentos e sempre constará no catálogo da editora.Só que desta vez a Panini elevou o preço,de novo!


O Inescrito:Tommy Taylor e o Navio que Afundou Duas Vezes-Já falei desta edição no checklist de dezembro,mas não me surpreenderia se ela tivesse sido citada na lista da editora pelo fato de ter sido "reprogramada"(entenda-se;atrasada)para janeiro.Tudo que vier a esta série é bem vindo.

John Constantine Hellblazer Infernal vol.7-A fase de Garth Ennis em hellblazer foi uma as mais marcantes até hoje na revista,embora lendo hoje ela soe um tanto desgastada pelo tempo.A verdade é que Ennis teve seus altos e baixos com o mago encrenqueiro.Mas a fase do roteirista irlandês está saindo rápido nas bancas e logo de ser finalizada.

DC Comics









Convergence-A grande saga que chega este ano às bancas no país é convergência.Eventos espalhafatosos e embalados em marketing apocalíptico como este são comuns tanto na DC como na Marvel.É aquilo que até os leitores menos experientes já conhecem;acontecimentos cataclísmicos que "prometem mudar tudo e não mudam nada".Não sei se Convergence tem qualidade ou não,mas não posso acompanhá-la.Tenho muitos outros títulos para comprar e seria impossível incluir algo dessa proporção em minha lista.




Superman:Lendas do Homem de Aço-Histórias do herói no excelente traço de José Luis García-Lopes.

Marvel



Novíssimos Vingadores-Fase mais recente dos vingadores que antecede as guerras secretas escrita por Mark Waid.



A Saga da Fênix-Outra grande saga que deve constar nas prateleiras.É realmente muito bom que histórias de peso estejam sempre disponíveis nas bancas e livrarias,para que não ocorra uma especulação mercenária em cima dos valores cobrados por edições antigas como havia nos anos 90.A Saga da Fênix foi publicada,até agora,nos mais variados formatos.A Panini optou por torná-la um material de luxo com acabamento dispendioso e preço de R$85,00.Acho dispensável pagar tanto numa história de apenas 280 páginas,procure pelo volume em capa cartão e papel lwc.


Novos Vingadores Tudo Morre-Arco da nova fase do grupo pelas mãos de Robert Kickman e Steve Epting.A equipe criativa garante uma boa qualidade e a editora fez certo em lançá-la num encadernado.


Novíssimos X-Men:X-men de Ontem-Com a diferença de que essa encadernação sairá em capa dura,os nomes de Brian Bendis e Stuart Immonen são motivos para dar uma conferida no volume.Pelo menos se você já estiver familiarizado com a cronologia mutante.

A Panini começa o ano com uma boa quantidade de revistas somadas àquelas que foram previamente anunciadas.Se levarmos em conta as revistas que ainda vão chegar ou as fases que foram escanteadas por décadas(como a citada e desconhecida fase de Chase:o homem mutável)teremos coisa boa vindo por aí em 2015.Esperemos por confirmações de mais quadrinhos de qualidade e com preços cabíveis.Até lá.

Fonte:site UniversoHQ.















sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O "Gênio" que virou "Fascista"

Por:Hds.




Frank Miller nasceu em 27 de janeiro de 1957 em Olney-Maryland. Filho de uma enfermeira e um carpinteiro e vindo de família católica irlandesa, Miller aprendeu a se destacar logo cedo em meio a seus outros seis irmãos.

Começou na Western Publishing, trabalhou em alguns projetos menores na DC e finalmente na Marvel em fevereiro de 1979. Após desenhar duas edições do Homem-Aranha onde havia uma participação especial do Demolidor, Miller conversou com a editora Jo Duffy para desenhar o título regular do Demolidor.

O escritor Roger Mckenzie acabou sendo demitido pelo novo editor do herói: Danny O'neil, que entregou nas mãos de Miller os roteiros e artes do personagem que o tornaria famoso.

O artista criou diversos nomes para as histórias de Matt Murdock entre eles a ninja Elektra, sua cria mais famosa. Durante os anos oitenta teve seu período mais brilhante e prolífico. Escreveu e co-roteirizou uma minissérie do Wolverine, escreveu Ronin e trouxe aos leitores do batman uma série que até hoje(quase trinta anos depois!)é considerada a melhor história do herói:Batman O Cavaleiro das Trevas.

Não bastasse o sucesso estrondoso desse quadrinho, Miller lançou ainda Batman Ano Um com David Mazzucchelli. Retornou à Marvel para escrever A queda de Murdock, também com Mazzucchelli nos desenhos entre outras minisséries e graphic novels do Demolidor e Elektra.

Fora da Marvel e DC, criou sucessos como: Hard Boiled, Martha Washington, 300 e a vasta série noir: Sin City.

Escritor excelente, desenhista talentoso e inventivo, diretor e profissional dotado de habilidades em todas etapas da produção de histórias em quadrinhos. Frank Miller é uma figura essencial na indústria.

Agora você já pode perguntar: por que de trazer todas essas informações fáceis, às quais qualquer fã do artista e leitor de hq's pode ter acesso? Porque hoje em dia existe muita gente que parece ter simplesmente se esquecido delas!

Revendo o Omeletv #314.2 "tributo à Frank Miller:gênio ou fascista?"e a matéria "Frank Miller é um fascista nos quadrinhos" do mesmo site, senti a necessidade de escrever algo para esclarecer o assunto.

O Omeletv começa com Érico Borgo dizendo que o episódio se trata de uma homenagem ao "um dos maiores quadrinhistas de todos os tempos". mas que homenagem é essa, que já começa chamando o "homenageado" de fascista no título? Ainda tenta mostrar que o tal tributo teria como motivo o estado de saúde debilitado do artista. Se a proposta é homenagear o autor, que tal trazer os pontos positivos (que não são poucos) de sua carreira?

No geral, os vídeos do site sempre foram superficiais e pouco informativos. Esse é um mal que se observa na maioria dos canais de youtube e pode acreditar que o Omelete fez escola nessa área. Conversas chatas e arrastadas, piadas auto-referenciais e informações rasas estiveram frequentes em toda a história do omeletv. Sempre com destaque para tipinhos irritantes como o próprio Érico Borgo se exibindo e bancando o "palhaço da turma". Basta dar uma olhada na lista de temas do videocast para dar risadas dos temas fúteis e sem criatividade abordados. Isso acaba resultando numa coletânea de vídeos cheios de conversa fiada e risadaria infantil, onde se perdem horas preciosas que poderiam ser usadas para aprender algo relevante.

O Omelete não tem conteúdo ou opinião, mas é visto por milhões de leitores no Brasil.

Segundo os apresentadores, Frank Miller já mostrava traços fascistas em O Cavaleiro das Trevas e em 300. E depois dos atentados de 11 de setembro Miller assumiria escancaradamente sua postura de extrema direita. A própria falta de conteúdo (característica antiga do vlog) não permite que se comente muito sobre o que foi dito, mas a intenção de tachar Miller como fascista estava lá. Aliás, já estava lá desde o review de Holy Terror, onde o título é malhado pelo resenhista Érico Assis.

O mais curioso é que até o momento em que publico este texto a palavra fascista consta somente no texto de Douglas Espadoto. A barra de pesquisa do próprio site não a mostra em nenhum outro lugar.

A qualidade de O cavaleiro das Trevas existe a despeito da opinião da imprensa "especializada".

E por falar nesse autor, seu texto (datado de 2002) é mais um dos exemplos de "bater e soprar" na linha do Omelete. Obrigatoriamente, o sujeito se vê começando a matéria com elogios ao Cavaleiro das Trevas. Recomenda o quadrinho e depois abre espaço para "ponderar" sobre as ideias políticas de Miller.

Engraçado que ninguém do Omelete "pondera" sobre as ideias de autores como Grant Morrison, Warren Ellis ou Robert Crumb (claramente voltados para discursos populistas e queixosos). Só vale apena questionar ideias se elas forem contrárias as que lhes interessam! Espadoto segue fazendo um passeio pelas obras de Miller usando o truque barato de sair catando detalhes que mostrem que o autor é "culpado" daquilo que ele o acusa.



Em Ronin, cita "sintomas" de que a orientação ideológica do roteirista já pendia para a direita. Afirma que Miller "rezava pela cartilha do American Way", afirmação essa que o autor do texto faz baseado na sua opinião e não no que Frank Miller quis realmente dizer. Ainda acusa Miller de ter por base o nacionalismo e a xenofobia. Douglas usa a citação de um livro sobre fascismo para tratar de um assunto em que, de forma alguma, cabe esse tipo de discussão. Ou será que você conhece alguém que leu livros de ciência política quando era criança antes de ler uma história de Miller? Pura forçação de barra para corroborar sua birra conspiratória.



Em 300, Douglas fala que Miller puxou a sardinha para os espartanos para mostra-los como heróis na trama. Sugeriu que o autor poderia ter lido outras passagens da história grega para entender que "nenhum conflito é tão simplista assim". É mesmo? Sendo assim, quando alguma história mostrar um conflito e, que seus heróis levem a fama, você levantará o dedo e apontará que não é tão simples como se vê quando lhe for conveniente? Eu duvido!

O texto de Douglas Espadoto é ruim, viciado e difícil de ser lido. Ele usa repetidamente as palavras: direitista/direita, fascista, autoritarismo e chega ao cúmulo da neurose ao comparar algo dos escritos do autor do cavaleiro das trevas ao Mein Kampf (livro de Adolf Hitler). Exagero e deturpação pouca é bobagem.

É preciso olhar a situação de cima para ter uma perspectiva mais ampla. Nos EUA dos dias de hoje, temos um governo hipócrita com políticas públicas assistencialistas e predomínio do senso de auto-piedade coitadista, acobertado pela legião do politicamente correto que dita "valores". Isso afetou também os quadrinhos: como já fez em outras décadas passadas.E é claro, a turma dos macacos de imitação aqui no Brasil tratou de entrar na modinha. É exatamente por isso que cotas, representação de minorias enfiada goela abaixo, discursos ideológicos podres e policiamento de opinião se tornou rotina nos meios de entretenimento em geral.

Quando algumas pessoas percebem que é difícil lutar contra os crimes de um governo arrogante como o que temos hoje, elas começam a procurar um lugar seguro onde poderão se salvar das faíscas que certamente voarão no meio da briga pela verdade. Sendo assim, não é incomum ver redatores artistas e pseudo-jornalistas mudando de opinião bruscamente, defendendo ideias que antes poderiam soar como "contraditórias" em nome de sua segurança pessoal e pelo dito de "ficar do lado de quem está ganhando". Se pra você isso parece covardia, é porque é exatamente isso!

Os Fans de Frank Miller estão divididos entre ter uma opinião própria e dar ouvidos à mídia "especializada".

Foi realmente ridículo e deplorável assistir ao espetáculo de bajulação falsa de vários canais de comunicação mirando na figura de Frank Miller durante a CCXP de 2015. "Oh, meu Deus!!! Frank Miller veio ao Brasil!!! E logo que tinham a chance de sentar na frente do computador para escrever ou publicar um vídeo o apunhalavam pelas costas. O site Omelete foi justamente um dos que tiveram acesso à Miller, com direito a espaço exclusivo. Tudo para ficar pertinho do "fascista" mais amado das HQ´s. Ora! Tomem vergonha na cara seus merdas!!!

O ataque à Frank Miller promovido pelo rasteiro site Omelete traz assuntos forçados à pauta dos leitores que somente esperam se entreter. São de uma virulência pré-fabricada através da recém adoção de ideias tendenciosas e mal-intencionadas.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Artistas convidados do Festival Angoulême fazem boicote ao evento

Por:Hds



O festival Angoulême em sua 43º edição,que acontecerá de 18 de a 31 de janeiro,já começa fazendo barulho.Mal começamos o ano de 2016 e temos a notícia de que um evento será alvo de boicote.O motivo da evasão não podia ser mais fútil e panfletário:dos trinta artistas indicados na categoria Grand Prix(a principal)não existe nenhuma mulher entre os indicados.

Entre os 30 artistas da categoria estão nomes como;Charles Burns,Brian Michael Bendis,Daniel Clowes,Alejandro Jodorowsky,Milo Manara,Frank Miller,Alan Moore,Stan Lee,Chris Ware,Bill Sienkiewicz,Naoki Urasawa entre outros.

Isso não vai soar como novidade para ninguém,mas Riad Sattouf pode ser considerado um "feminista".

O estopim do "protesto" foi o artista Riad Sattouf,que se recusou a participar pelo fato de não haver mais mulheres na premiação.Até agora 10 indicados já retiraram suas confirmações e o número deve crescer.A adesão veio por meio do grupo BD Égalité,que tem em sua agenda a nada criativa pauta de luta pela "igualdade de gênero nos quadrinhos".

Por puro medo e concordância com as exigências ideológicas fajutas dos artistas envolvidos,a organização do festival resolveu incluir Marjane Satrapi e Posy Simmonds na lista.Além disso o evento conta com a já tradicional bancada de debates sobre inclusão,que se tornou uma praga nas feiras e convenções mundo afora.Será que alguém realmente para pra ver essas coisas numa feira lotada de atrações verdadeiramente interessantes?

Por parte dos organizadores não se espera nada de diferente do que foi feito,já que esse tipo de decisão é puramente burocrática e previsível.Não é novidade nenhuma que o mercado de quadrinhos nos EUA e na Europa estão tomados pela onda de acolhimento coitadista-inclusivo. Homens adultos que deveriam ter uma opinião séria se entregando à resmungos e reinvidicações histéricas.

Se as mulheres que fazem hq's querem reconhecimento,por que não trabalham para isso?Por que ficam mendigando espaço que deveria ser conquistado e não cedido como um "agrado" ou "gentileza masculina"?O que essa gente quer afinal de contas,que se abram cotas para mulheres em eventos e no mercado?

O mais ridículo é que os próprios responsáveis pelo festival afirmam que as duas artistas incluídas de última hora receberam poucas votações em edições anteriores!Ou seja,não receberam destaque porque não produziram nada que fizesse por merecê-lo!Ainda,na palavra dos mesmos,afirmam que homens e mulheres são mais "sensíveis" à questão da ausência de mulheres nesse meio.Por isso entenda-se;choramingação por transigência barata!

Eu,de minha parte,prefiro ficar com a constatação mais simples e cabível de que mulheres não se destacam nos quadrinhos simplesmente porque não dão a mínima para eles!A porcentagem de leitoras e profissionais nesse ramo é baixíssima e não adianta dizer que isso acontece porque são barradas pelos homens.Não existem mulheres escrevendo ou desenhando hq's com regularidade no mercado,mesmo que em outras áreas estejam cheias delas.Como vemos no mercado de marketing,música,moda,design,saúde,ensino etc.Não é o machismo ou misoginia que provocam isso,é pura falta de empenho mesmo!

Você ouviu alguma vez quadrinhistas como Hiromu Arakawa reclamar de falta de reconhecimento?Sua obra mais conhecida;Fullmetal Alchemist,é extensa,bem roteirizada e ilustrada e ganhou uma animação que a tornou conhecida no mundo todo.É assim que uma mulher deve trabalhar com quadrinhos.Não se queixando da falta de oportunidades que ela talvez nem tenha feito por merecer!

Levando em consideração esses fatos,o que devemos fazer diante do ato inicial isolado de Riad Sattouf?Afetar todo um acontecimento do porte desse festival por causa de uma pessoa insatisfeita?Nos sentir culpados pela ausência das mulheres nesse mercado,que por sinal é provocada por elas mesmas?
São raros os casos de artistas femininas prolíficas.Se empresas como a Marvel e DC há muito abriram mais espaço para desenhistas e escritoras e ainda assim a presença delas nessa mídia continua medíocre.O que mais pode ser feito?

Não importa se mulheres ou homens predominam num setor.O que importa é que cada pessoa ali tenha chance de estar lá por mérito próprio e não porque alguém resolveu ter peninha dessa pessoa.É uma humilhação,não uma vitória para uma mulher "garantir" uma cadeira num evento às custas de condescendência.E,definitivamente,convenções de quadrinhos são para artistas serem prestigiados,leitores conhecerem seus ídolos e promover diversão.Não para incutir culpa nos leitores!