sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Checklist Comentado:Dezembro de 2015

Por:Hds.


Chegamos ao último checklist do ano.Como é redundante dizer,o ano de 2015 foi um ano extremamente importante para os quadrinhos.Tivemos eventos como as novas Guerras Secretas sendo anunciados,o filme dos Vingadores sugando as bilheterias,séries da Marvel fazendo barulho no Netflix e recebendo elogios rasgados,uma enxurrada de revistas novas e antigas sendo despejadas nas bancas para desespero da nossa renda mínima.Os vários meios de entretenimento populares estiveram em combustão durante boa parte desse ano.E o que dizer de um ano que,já no finalzinho,acaba com um novo filme de Star Wars no cinema?Simples,esse ano foi espetacular!

Sem mais discursos,vamos aos lançamentos de dezembro:

A Liga Extraordinária-Século Integral:formato 19x26cm,304 páginas,capa dura e preço de R$135,00.


A Devir traz de volta os volumes 1910,1969 e 2009 encadernados numa só edição.Com roteiros de Alan Moore e desenhos de Kevin O'Neill,Século Integral conta todos os eventos ocorridos no século 20 envolvendo a liga do escritor mais chato de Northampton.

Li somente o primeiro encadernado da devir,o volume em que a equipe é apresentada.Do segundo em diante não consegui acompanhar os preços salgados da série.Mesmo não tendo lido desse ponto em diante,tenho a impressão de que a liga perdeu em qualidade de roteiro e acabou se tornando irrelevante.Posso estar errado.mas Moore não conseguiu manter o ritmo dos primeiros dois volumes.

A Liga Extraordinário é mais um dos inúmeros casos de histórias que foram sabotadas pela própria estratégia de publicação das editoras no Brasil.Deveria ter sido lançada em formato acessível e concluída rapidamente.É preciso levar em conta o tempo de espera de um encadernado para outro.Ou o leitor vai abandonar facilmente o título,que já não tem fatores lá muito amigáveis para vingar em bancas como;preço alto sem necessidade,demora absurda de um volume para o outro(o que estraga e desmotiva a expectativa do leitor)e extras maçantes fazendo peso no miolo da publicação.

Esta séria merecia uma sequência de encadernados baratos em papel LWC e capa cartão,mas a Devir resolveu atropelar a lógica e vendê-las a peso de ouro.Dessa forma,a editora afastou o leitor que perdeu o interesse logo naquela época e que hoje vê menos motivos ainda para dar uma chance à história.

Saga-volume 2:formato 19x28cm,148páginas,capa dura e preço de R$65,00.


Esta série já ganhou seis Eisners e cinco Harveys,mas eu recomendo a qualquer leitor que não queira cair em truques da indústria a ignorar rapidamente essas premiações.Brian K.Vaughan é um bom escritor e os desenhos de Fiona Staples são sinuosos e versáteis.Mas dei uma olhada nos primeiros capítulos de Saga e não vi tanta coisa como falaram sobre o quadrinho.

Talvez esse título seja mais um caso de alta expectativa não-justificada.Mas eu entendo que é preciso deixar a história avançar mais para avaliá-la com mais cuidado.

Como a Devir não tem jeito,o preço da revista(pra variar)está alto.Além de todos os defeitos que ela possui,a editora parece viver dentro de uma bolha onde não existem redes sociais,blogs ou canais no youtube criticando suas políticas de publicação.

Totalmente desligada do presente no mercado atual,a Devir segue ignorando os leitores sem gerar canais que a aproximem dos consumidores.Vejam o exemplo da Panini,que foi um dos destaques da CCXP,anunciando muitos títulos e se fazendo notar numa feira daquelas proporções.A Devir tem que mudar ou sair da frente de quem quer publicar os quadrinhos que ela(infelizmente)pegou,para então lançar tudo rápido e com preços baratos.

Sin City-de Volta ao Inferno:formato 17x26cm,328 páginas e R$84,90.


Sin City é uma série quase impecável escrita e brilhantemente ilustrada por Frank Miller.É normal que esteja sempre em catálogo,por se tratar de algo atemporal e de extrema qualidade.A Devir acerta no título escolhido,na republicação e no autor em questão,mas erra estupidamente no preço absurdo de R$84,90!!!

Eu costumo ver canais de quadrinhos no youtube e é bastante raro aparecerem revistas da Devir sendo resenhadas,por que será?Não entendo como funciona o padrão de licenciatura para as grandes editoras dos EUA.Até porque temos várias editoras publicando materiais de uma só empresa e em alguns casos,editoras que parecem deter todos os direitos de certas empresas(como a Dark Horse),mas só repetem os mesmos lançamentos.

O catálogo de séries da Devir é um dos que menos avança entre todos as editoras brasileiras.E isso é um problema crônico!Há muita coisa nova que nunca teve chance de sair no país e muito material velho que não foi trazido até hoje porque as editoras parecem querer viciar os leitores em ler o mesmo tipo de quadrinho,para não correr risco de falhar com algo desconhecido.

E a ideia de  publicar títulos novos e pouco conhecidos nem de longe é ruim,sendo que estamos num ramo de entretenimento em que a maioria das pessoas ainda acha cabível escrever matérias maçantes rasgando seda para Watchmen,V de Vingança,Sandman e Cavaleiro das Trevas.

Ponto pra Devir por manter Sin City em bancas e livrarias mas,pelo amor de Deus!Mude o cardápio!

The Umbrella Academy-Suíte do APocalipse:formato 17x26cm,192 páginas e preço de R$50,00.


Não tive a oportunidade de ler este título também.A primeira vez que saiu nas bancas foi em 2009,causando pouca empolgação.Umbrella Academy,escrita por Gerard Way(que possivelmente andou tomando aulas de viagem na maionese com Grant Morrison) e desenhada por Gabriel Bá(um cara que tem um traço bem inferior ao de Ivan Reis,mas é infinitamente mais bajulado!).

A revista merece uma lida?É bem provável que sim.Mas com um preço desses eu duvido que hajam muitos corajosos partindo para as vias de fato.

All You Need is Kill-Edição Especial Completa:formato 13,5x20,5cm,432 páginas e preço de R$37,90.


Recomendo que leia este mangá,antes ver aquela droga de filme com Tom Cruise "baseado"nele.Este mangá conta uma história interessante digna de figurar entre contos bizarros de seriados de televisão como;Além da Imaginação ou Quinta Dimensão.

 Escrito por Hiroshi Sakurazaka e desenhado pelo habilidoso artista de Death Note,Takeshi Obata,o mangá conta a história de Kiriya Keiji.Keiji é um soldado da resistência humana contra a invasão dos alienígenas conhecidos como Mimics.De uma maneira que não consegue inicialmente compreender,o soldado se vê preso num looping infinito,em que precisa morrer e voltar repetidas vezes até descobrir um modo de acabar com as criaturas.

Eu comprei o título em duas partes e fiquei satisfeito com suas reviravoltas e cenas de ação bem planejadas.Bem que a JBC poderia tê-lo lançado dessa forma logo de início.Ter a chance de ler tudo num golpe só é bem mais atrativo,mas o preço acabou saindo caro demais.Páginas coloridas,papel off-set e tamanho maior não compensam tudo.A única queixa quanto à história é que ela acaba rápido demais,dando a impressão de que deveria durar,no mínimo,três volumes(da primeira versão).

Blade-A Lâmina do Imortal 1:formato 13,5x20,5cm,448 páginas,bimestral e preço R$39,90.


A Conrad deve ter batido o recorde de "editora que mais cancelou revistas e depois as viu republicadas por outras editoras".Manji é um ronin da era Tenmei que trabalha como assassino contratado.Quando descobre que estava sendo chamado para matar inocentes se volta contra seu contratante e o mata,junto com seus guarda-costas.Mortalmente ferido,acaba sendo socorrido por uma anciã que o faz beber uma kessenshu,poção contendo vermes que regeneram qualquer dano causado ao seu corpo.

O curioso sobre Blade é que a sinopse do mangá tem elementos típicos de fábulas,com lições de moral e tudo.Mas o desenrolar da série está longe de ser inocente.É mais um mangá de estilo shonen retornando às bancas e que junto com Vagabond vai pôr o gênero samurai em evidência em 2016.

Os roteiros e desenhos são de Hiroaki Samura.O mangaká tem um traço bonito,agressivo e extremamente detalhado.Cenas de ação,como de costume entre os desenhistas japoneses,são espetaculares e cheias de carga dramática.A série durou 38 volumes em meio-tanko de 130 páginas até ser,logicamente,cancelada pela fazedora de órfãos de banca do país.

Blade é,com certeza um quadrinho relevante no quadro de lançamentos finais de 2015,mas a JBC deve parar com essa estupidez de formato "BIG",tendo em vista que estamos começando a afundar numa recessão econômica(uma dica de quem tem a culpa:letra P e letra T...),lançar revistas a R$39,90,mesmo que bimestrais,é pedir pelo cancelamento!

HP Lovecraft-O Cão que Caça e outras histórias:formato 14x21cm,176 páginas e preço de R$21,90.


Quando Cassius Medauar entrou para a equipe da JBC,trouxe da Conrad consigo uma prática que eu considero essencial para o nicho dos mangás,que é a variedade de estilos.Mangás,no Japão,mostram de tudo que você puder imaginar e não faz sentido ficar limitado aos shonens.

Sendo assim,foi uma boa iniciativa da editora trazer um material sobre um dos meus escritores favoritos;Howard Phillips Lovecraft.

Sugiro a quem ler este texto que procure pelos livros do autor,que considero o pai da "ficção de terror espacial".Os contos de Lovecraft são apinhados de situações perturbadoras e bizarras que põem fogo na imaginação de quem lê.E ter a chance de apreciar essas histórias sob a visão estranha que normalmente os japoneses tem do terror é algo interessantíssimo!

Dê uma chance ao lançamento e descobra que pode haver coisas bem impressionantes fora das aventuras marciais de Dragon Ball e Naruto.

O Escultor:formato 15,5x21,5cm,496 páginas e preço(abusivo)de R$89,00.


Eu não li e talvez nunca lerei o Escultor,de Scott Mcleod.A revista fala de um escultor que após fazer sucesso acaba em decadência.Deprimido,sem fama e reconhecimento,acaba recebendo a visita de seu tio morto que lhe concede uma dádiva artística com a condição de viver somente mais 200 dias.

Se você acha que o fato de não ter lido a hq invalida a minha opinião sobre ela,vou adiantar que este texto não é sobre a qualidade dela. Quero mostrar que existe hoje uma tendência de ler quadrinhos com mensagens de baixa-estima fazendo-os passar por "existenciais" e "profundos".

Mcloud ficou famoso por seus guias sobre quadrinhos,que a meu ver são puramente pedantes e didáticos,numa tentativa de "provar" que os quadrinhos são arte.Acabou se tornando um estandarte das hq's introspectivas,onde figuram nomes como Alison Bechdel,Daniel Clowes,Brian Wood e tantos outros.Esses artistas preferem usar seus dotes para contar casos do cotidiano ou biográficos,onde são comuns histórias maçantes e abarrotadas de uma lenga-lenga chata e deprimente.

Se você leu alguma revista assim ou é um fã dessa vertente,alguma vez já parou para pensar por que esses quadrinhos sempre expõem pessoas tristes,deslocadas,insatisfeitas com a vida,anti-sociais e exageradamente solitárias?Muitas vezes as tramas tentam levar o "herói" através de uma jornada de "auto-conhecimento",mas não chegam a lugar nenhum.Que tal só pra variar mostrar alguém que,apesar de ter dificuldades grotescas na vida,não dá o maldito braço a torcer e atropela seus problemas sem baixar a cabeça?

Ao invés disso o que temos é paranoia,neurose que deixaria o diretor Wood Allen com inveja,muita(mas muita mesmo!)choradeira,metáforas delirantes,lições baratas de livro de auto-ajuda e uma pasmaceira que tem a pretensão de tratar da "condição humana".

Scott Mcloud pode até ser um bom escritor e saber brincar com as técnicas que ele mesmo ensina em seus livros,mas como disse antes não tenho certeza porque não li nenhuma graphic novel dele,li somente o Desvendando os Quadrinhos.

Mcloud levou cerca de VINTE ANOS para lançar sua primeira história!Pode parecer que é birra dizer isso,mas os autores de graphic novels costumam ser preguiçosos e letárgicos.E depois saem por aí falando mal dos desenhistas que produzem revistas mensalmente,como se isso fosse algum defeito!

E tudo bem se esses autores levam décadas para fazer um quadrinho.Existem milhares de jornalistas,acadêmicos e leitores desesperados por aceitação prontos a babar litros em cima de qualquer coisa que "corre por fora da linha de montagem americana"(ou seria "estadunidense"?).Tudo bem se essas histórias são rastejantes e depressivas,desde que sejam qualificadas como arte.

Felizmente temos(por enquanto...) uma vasta seleção de antídotos para essa epidemia:os quadrinhos da Marvel,DC,Image,Shonen Jump,Dark Horse e várias outras.Histórias maravilhosas e empolgantes são exatamente o que precisamos para nos entreter e esquecer essas lesmas melancólicas como Scott Mcloud.

Box de Luxo Conan:formato 19,5x28,5cm,de R$139,80 por R$98,00.
Box de Luxo Astros Pulp:formato 17,7x21,7,de R$269,60 por R$199,00
Box de Luxo Hellboy:formato 17,7x27,1cm R$204,60 por R$189,90


A Mythos nos dá o ar de sua graça no último checklist do ano.Se fizéssemos uma comparação usando os vilões do cinema,a editora Mythos seria o Darth Vader das editoras brasileiras.E o que seria dela,a editora dos ricos e famosos, se não fosse pelas suas encadernações de luxo?Durante a CCXP trouxe reedições em caixas com compilações de vários títulos.

Num desses boxes a editora colocou o preço de lançamento de R$269,60!!!Sério Mythos?Minha nossa!Chamem um fiscal do Guinness Book!Temos um recorde aqui!

Alguém precisa seriamente avisar aos diretores dessa empresa que quadrinhos não são relógios de marca,tv's ou celulares smart phone!Não se trata aqui de discutir qualidade,mesmo porque revistas de qualidade superior já foram lançadas com preço(logicamente)menor que esses.O fato relevante aqui é a estratégia de mercado cega e anormal da Mythos.Procure por estes títulos,mas pesquise bastante e pague o mínimo que puder.

Authority volume 1:formato 17x26cm,200 páginas e preço de R$23,90.



A Panini deu uma aula de como lançar quadrinhos em banca este ano,séries de peso com preços baratos e qualidade,alguns deles relegados ao esquecimento durante décadas(é da patrulha do destino que estou falando,sim),finalmente viram a luz do dia.

Um desses quadrinhos que estavam embolando de um lado para outro nas mãos de editoras boçais é justamente Stormwatch/Authority.Nomes precisam ser citados,certo?E aqui estão elas;Pandora Books,Devir(vulgo:tenham misericórdia do meu bolso!) e Pixel Media.

Com o fim da fase anterior o Authority surge sob o comando de Jenny Sparks.E com ela,a alternância dos competentes;Warren Ellis e Mark Millar nos roteiros e Brian Hitch e Frank Quitely nos desenhos.Já deixem bem claro que discordo de muitas opiniões relativas à política e a noção de heroísmo torta de Ellis,mas não dá pra negar que Authority transpôs os clichês dos super-heróis de forma interessante.

Astro City volume 4-O Anjo Maculado:formato 17x26cm,192 páginas R$23,90.


Neste volume;uma história típica de um filme policial noir.

Astro City,de Kurt Busiek ,Brett Anderson e Alex Ross,foi lançada ainda nos anos 90 e teve sua publicação interrompida algumas vezes no Brasil(ora vejam!Que novidade...).A trama gigante e interligada de Busiek é uma homenagem aos heróis clássicos da Marvel e DC.

Gosto do jeito como o roteirista transita entre diversos lugares,personagens e situações.Nunca deixando o leitor entediado e soltando-o no meio de histórias que vão do simples padrão super-heroístico até o policial ou terror.

Hoje existem tantas dessas homenagens,menções e odes aos mesmos heróis,que ela pode soar irrelevante.Mas a qualidade desta revista,em média,supera muitas porcarias atuais como as inúteis histórias de Dead Pool.Então por que gastar com outra revista?

Não bastece isso,vamos ter volumes saindo um atrás do outro e com preço cabível,afinal.Prefiro ler uma boa revista do que apostar em mais uma "fase do Bendis" que,ultimamente só tem dado bola fora.

O Inescrito-Tommy Taylor e o Navio que Afundou Duas Vezes:formato 17x26cm,160 páginas,capa dura?e preço de R$28,90?


Foi só eu falar bem da Panini que ela me manda um volume de inescrito por R$28,90 em capa dura!Por que ela fez isso?Ora não é óbvio?Porque ela sabe que todos que compraram a revista até agora não tem alternativa além de comprar este volume que destoa de todo o resto!Que vigarice heim,dona Panini?

No mais,não quero deixar que esse tipo de escrotidão tire a graça de ler meu quadrinhos preferido da Vertigo.Este encadernado promete contar a origem de Tommy Taylor e revelar a ligação entre o Tommy "real".O título da história é uma paródia descarada(e engraçada)dos subtítulos de Harry Potter.Esta série continua sendo um dos motivos pelos quais vale apena tirar dinheiro da carteira.

Homem-Animal-O Evangelho do Coiote:formato 17x26cm,248 páginas e preço de R$26,90.


Depois de um longo período longe das bancas,finalmente o Homem-Animal sairá de forma decente no Brasil.Histórias como;o evangelho do coiote,a morte do máscara vermelha e aves de rapina são motivo mais do que suficiente para levar esse quadrinho pra casa.

Observação:o subtítulo desse é totalmente desnecessário,já que "o evangelho" já consta entre as histórias.

Sandman-Prelúdio 2:formato formato 18,5x27,5cm,56 páginas,capa dura e preço de R$21,90.


A caminhada de Morpheus continua pelos limites da existência,acompanhado de si próprio transfigurado num gato e uma garota.Durante a viagem também via encontrar as três que são uma.Ou que são três mesmo...Morpheus ainda verá seu pai  e terá que enfrentar criaturas extremamente poderosos,capazes de fazer frente ao seu poder.

Sandman-Prelúdio é indispensável para quem leu a série original,simples assim.Agora é aguardar o último volume.

Demlolidor por Frank Miller e Klaus Janson volume 2:formato 17x26cm,276 páginas,capa dura e preço de R$75,00
Crise nas Infinitas Terras:formato 17x26cm,464 páginas,capa dura,miolo couché e preço de R$115,00
Batman-O Cavaleiro das Trevas-Edição Definitiva:formato 18,5x27,5cm,512 páginase,capa dura
e preço de R$94,00.


Todas são republicações protocolares de clássicos que não podem e não vão sair de catálogo.Edições definitivas(pelo menos até lançarem outras mais definitivas...)bordadas a ouro,impressas em pergaminhos encontrados no túmulo do faraó Ramsés e perfumadas com chanel 5.Mas,quer saber...prefiro minhas edições pobrinhas em lwc que estão de bom tamanho.

Vinland Saga 12:formato 13,7x20cm,208 páginas e preço de R$13,90.


Até o momento em que escrevi este checklist não tive acesso à sinopse do número 12.Mas acredito que veremos Thorfinn ser arrancado de sua vida de agricultor e ter que guerrear novamente.A loucura de Knut deve avançar mais e novos conflitos na Inglaterra e Dinamarca.Não largo este mangá de jeito nenhum!Recomendo que faça igual.

Este foi o derradeiro checklist desse ano inesquecível de 2015,um ano lotado de surpresas e acontecimentos.Agradeço aos leitores do blog Quadrinhos e Comics.Obrigado por sua paciência com minhas rabugices,opiniões e brincadeiras.Para quem gosta do meu jeito de escrever,continue atento aos posts que virão.Um bom natal e ótimo final de ano!!!

Fontes:Universo HQ,Guia dos Quadrinhos e Hotsite da Panini.




























































sábado, 19 de dezembro de 2015

O que esperar do Esquadrão Suicida


Por:Hds.


Com o início de suas filmagens anunciado desde abril deste ano,o filme do esquadrão suicida colocou dúvidas na cabeça de leitores novos e(principalmente)antigos.Desde que foi dito que o filme sairia,muitos já se perguntavam porque fazer um blockbuster com uma equipe desconhecida até mesmo da maioria dos leitores da DC.


Ficou claro que depois do fracasso excruciante do filme Lanterna Verde,que a DC não aceitaria ficar para traz em relação à Marvel.Durante toda a década de 2000 a Marvel reinou absoluta nas bilheterias,enquanto os fieis fans da DC se perguntavam onde estriam os filmes dos grandes nomes da editora.

É claro que tivemos a trilogia de Christopher Nolan do Batman,mas a Warner nunca engrenou com suas franquias da mesma forma que a casa do Homem-Aranha conseguiu fazer.Também não foi capaz de criar a mínima coesão entre seus filmes da maneira como pretende no futuro.

Sendo que a empresa já havia lançado a sua meta de produção em eventos passados da ComicCon,não é difícil imaginar que teria de explorar nomes menos conhecidos de seu universo.Desse modo,além de diversos personagens que terão adaptação,veremos o estranho e pouco hypeado esquadrão suicida.

O filme terá direção de David Ayer e conta com os seguintes atores nos respectivos papéis:

Jay Courtney-capitão bumerangue.
Cara Delevingne-encantadora.
Joel Kinnaman-rick flag.
Adan Beach-amarra.
Karen Fukuhara-katana.
Jay Hernandez-el diablo.
Adewale Akinnuoye-Agbaje(êta nomezinho desgraçado!)-crocodilo.
Margot Robbie-arlequina.
Will(estraga-filmes)Smith como pistoleiro.
Scott Eastwood
Common
Viola Davis-amanda waller
e Ben (cara de bunda)Affleck.

A sinopse mostra um grupo de criminosos e desajustados residentes do presídio para super-vilões do universo dc,Belle Reve e que são recrutados por Amanda Waller,representante do serviço de inteligência do governo americano.A intensão do governo é ter operativos descartáveis atuando a serviço do EUA.Em um dado momento os integrantes do grupo descobrirão as intenções do mesmo e tentarão reverter a situação ao seu modo.

Desde que li pela primeira vez uma história do esquadrão suicida achei o conceito interessante.Colocar bandidos,assassinos e vilões para trabalhar para o governo contra a sua própria vontade é o tipo de trama que dá margem para situações fora do padrão comportadinho das hq's em geral. 

Dentro do atual panorama da DC nos cinemas temos;alguns filmes que se saíram bem,uma lerdeza absurda na produção dos mesmos(a dc promete acelerar isso),falta de planejamento nas referências entre um filme e outro e decisões de roteiro e trabalho gráfico erradas.

O Visual


Alguns personagens estão bons,como a arlequina,que diga-se de passagem,não é uma personagem difícil de elaborar.Will Smith poderia passar o filme inteiro com a máscara que não incomodaria ninguém,além do mais,o pistoleiro é um homem BRANCO!Que fique registrado...

Visualmente,katana está ótima,enquanto os demais personagens estão um tanto sem graça,genéricos.O crocodilo,por exemplo está parecendo um orc qualquer dos senhor dos anéis.Talvez os designers da warner devessem ter caprichado mais nas pequenas diferenças e características deles.E somente eu estou achando isso ou o coringa está parecendo mais o Ozzy Osbourne?


A História

Pelo que vi no trailer oficial o filme terá alguns daqueles momentos emotivos que os roteiristas previsíveis de estúdios acham que sempre tem lugar garantido.É claro,porque é muito lógico que bandidos e assassinos parem para chorar e lamentar seus problemas de vez em quando!Outra questão é como eles vão lidar com as sacanagens que o governo aprontou.Vão simplesmente fugir e cuidar de suas vidas,ou vão partir para uma vingança retaliativa?De qualquer modo,pelo trailer,posso notar que o filme pode mostrar eventos chamativos o bastante para prender a atenção.E também pode sofrer dos típicos vícios dos filmes de super-heróis atuais,como as piadinhas bestas e fora de hora.

Um bom sinal de que o diretor,David Ayer,tem o mínimo de bom senso,foi a sua declaração de que;“Bem, nós sobrevivemos às ruas. Agora é hora de ir para as sombras. Lembre-se, apenas uma pequena parte foi exposta. Nossas surpresas estão intactas”.Ou seja,nada de contar o filme todo na droga do trailer!!!

E falando nele,aproveite para dar uma boa olhada;


video


Apesar de ficar assistir a maioria dos filmes de heróis que saem,confesso que não procuro saber muito sobre eles até finalmente vê-los.Até porque não adianta tentar formar uma opinião numa época em que os trailers são usados para enganar o tempo todo!Tomara que seja diferente com esse aqui e que a warner acerte a mão de vez,estabelecendo uma coerência dentro de seus lançamentos no cinema.













quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Anúncios da Panini na CCXP

Por:Hds.


Miyamoto Musashi terá sua terceira chance nas bancas brasileiras




Durante o último final de semana(do dia 3 até o domingo dia 6)aconteceu a CCXP 2015.Além de inúmeras outras atrações,os visitantes contaram com a presença das principais editoras.A Panini foi a que anunciou mais títulos importantes.Veja a lista abaixo:



  • Vagabond de Takehiko Inoue
  • One Punch Man de Akira Toriyama
  • Face Oculta continuação do título paralizado desde 2013
  • O Cavaleiro das Trevas 3 no começo de 2016
  • A Saga Convergence
  • A Guerra de Darkside
  • A nova Guerras Secretas
  • Miss Marvel
  • Jupiter's Legacy e Starlight de Mark Millar
  • Homem-Animal de Morrison e Peter Milligan em seguida
  • Patrulha do Destino continua
  • Suiciders
  • The Kitchen e The Royals,que parecem mais nomes de bandas de rock ruins!
  • Eight de Rafael Albuquerque
  • A conclusão de Miracleman(acaba logo!),uma história do miolo-mole,Grant Morrison e a fase de Neil Gaiman
Percebam que no topo da lista está nada mais,nada menos que VAGABOND!!!

Ainda em setembro escrevi um texto esclarecendo a real situação de Vagabond no Brasil,onde o editor Douglas Souza anunciou durante o Anime Friends que a revista seria "suspensa" por tempo indeterminado.O que aconteceu de verdade(notem a mentira por parte do editor,ou da Nova Sampa)é que ela foi,logicamente,cancelada.

Mas agora,felizmente e depois de muito pouco tempo,a Panini competentemente trás o mangá de Inoue de volta!Só tenho a comemorar!

Isto é,caso a Panini não seja burra e resolva lançá-lo num formato prejudicial ao leitor...

Eu sei que deveria falar mais sobre os outros quadrinhos divulgados no evento,mas o fato mais relevante é evidentemente o retorno,em condições tão rápidas,de um título que se arrasta há um bom tempo como esse.Devido a nada menos que a total INCOMPETÊNCIA das editoras pregressas que tiveram os direitos de publicá-la,mas só fizeram besteira!

Talvez eu esteja sonhando alto,mas imagino que a editora deva lançar Vagabond no formato de Berserk(off-set de qualidade,formato13,7x20cm,224 pgs,preço de R$16,90 e MENSAL,por favor!ao invés de bimestral),o que seria de uma inteligência decisiva para que,dessa vez,o mangá não afunde nas bancas.

Vou ficar na torcida para que a Panini faça a coisa certa.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Terra Zero e a Era do "Vamos Cagar Regra Anticonsumista?"

Por:Hds.


Quadro de Sergio Aragonés sobre o prazer de ler quadrinhos.

Há muito tempo estamos vivendo numa época de policiamento do comportamento alheio.Todos querem dizer uns aos outros o que pensar,fazer e dizer sobre todos os assuntos possíveis,sejam eles relevantes ou não.

O perigo em considerar a "opinião vigilante" em cima de temas como entretenimento como algo passável(afinal de contas estamos falando do que fazemos com o tempo livre e não sobre coisas sérias como religião,não é mesmo?)é que o entretenimento está situado no nível cultural.Por isso mesmo influenciar as pessoas nesse nível acaba sendo mais eficaz do que num nível pouco visitado pela grande maioria da população.

Se ainda não me fiz por entender reafirmo agora;a cultura de qualquer indivíduo é também  a sua mais profunda influência comportamental em vida!Independente de ter crescido lendo histórias dos irmãos Grimm,ou assistindo seriados japoneses nas tvs abertas,sua cultura vai ter sido estabelecida,mais por esses produtos,do que por algo que você considere mais "elevado".

Foi com essa ideia em mente que resolvi escrever um texto em resposta a uma renovada tendência no mercado de quadrinhos;a de criticar os hábitos de consumo dos leitores e fazê-los se envergonhar por quererem comprar de maneira livre e consciente.

Já há algum tempo foi publicado um texto no blog Terra Zero chamado "A era do fica bonito na estante".

O post faz parte de uma coluna que tem a pouco honesta intensão de induzir o leitor a pensar numa agenda de temas que somente interessam aos redatores do blog.O nome dessa coluna é "Pitaco".Algo bem apropriado para quem não quer aparentar ambição nenhuma,mas pretende justamente isso!

Redigido por Pablo Sarmento,um dos contribuintes do blog,que como os leitores mais atentos devem ter percebido,trocou a  pauta informativa pela divulgação de agendas ideológicas caducas.Alguém precisa dizer para a população produtora de conteúdo para internet que ninguém quer ler ou ver mais nada sendo estragado por pretensos assuntos "sérios",estamos aqui para nos divertir(parece que essa gente não anda tendo  muito disso ultimamente...)e trocar ideias com pessoas que gostam do mesmo que nós.

Ler sobre quadrinhos,jogos,filmes e outros meios de diversão em sites como;Omelete,Terra Zero,Judão está virando uma sessão de horário político babaca e tendenciosa!

Antes de ler este texto tenho que,a contragosto,recomendar que leiam antes o próprio texto do Terra Zero.Eu sei que é duro ter que fazer isso,mas é preciso!

Pablo inicia o texto expondo "o novo conflito editorial da moda,estética versus qualidade".Conflito esse que só existe na cabeça dele e de seus amiguinhos de blog.Outro detalhe é que não são os leitores que fornecem essas tais "modas editoriais" com seus hábitos de consumo,eles estão mais ocupados lendo o que gostam.Quem faz isso são justamente os "formadores" de opinião de sites e canais de vídeo.A frase "fica bonito na estante" é uma forma fácil e medíocre de desqualificar o gosto do leitor no Brasil e também lá fora.Um termo que foi criado para ser um alvo e justificar uma crítica mal-elaborada e mesquinha.

Apesar de esquecer de alguns exemplos,no segundo parágrafo,o redator reúne vários motivos pelos quais é melhor ler em encadernados de que nas malditas edições mix.

De acordo com Pablo o problema é que os leitores começaram a adquirir encadernados e ficaram mal-acostumados,pedindo cada vez mais e sugerindo o fim do formato mix.Em primeiro lugar,é comum para ele e outros milhares de leitores esquecerem que durante DÉCADAS o formato mix reinou absoluto no mercado.A editora Abril(sempre ela!)obrigava os leitores a colecionar trocentas edições para acompanhar uma saga.Dispondo de manobras desonestas como pôr histórias em revistas diferentes,de uma mesma saga,para forçar o consumidor a levar o que não queria para casa.As graphic novels eram repartidas em seis ou oito edições para renderem mais dinheiro.E tirando o fato de que você não tinha a menor forma de protestar contra isso e que o padrão da editora era empurrado goela abaixo do leitor sem direito à opinião,ainda temos motivos de sobra para detestar essas decisões editoriais burras tomadas "pensando no leitor".

Prosseguindo,o texto enfatiza que o público de revistas está se perdendo e acusa a atual geração de ter "como hino o imediatismo".Outra falácia conveniente,se temos um público menor de leitores de mensais é porque eles estão migrando para os encadernados!Pergunte aos editores se houve um tempo em que se vendesse tanto quadrinho como hoje,com as bancas lotadas de edições,comic shops e livrarias dentro do mercado ampliando a distribuição?E não dê ouvidos aos editores chorões que dizem o contrário,estes estão aí se queixando desde que eu comecei a ler quando era criança!E termina o parágrafo tachando os leitores de "imediatistas".

Entendo que é preciso dar espaço para que crianças comecem a ler quadrinhos,boa parte dos mercados de entretenimento se esqueceram disso(jogos são feitos somente para adultos com dinheiro suficiente,são tecnicamente inacessíveis,caros e desse jeito barram a entrada de crianças e impedem que o público se renove com mais rapidez),mas seria melhor publicar revistas com preço baixo e de qualidade fora do formato mix,vejam o exemplo de algumas edições da Abril do Batman ou a JBC.

Mais uma vez o autor do texto cita um bom exemplo de encadernados como opção de leitura;os volumes da Salvat.E afirma que "o leitor não pode desmerecer o material que sai em revistas mix".O leitor tem TODO o direito de desmerecer o formato que ELE julgar ruim ou inapropriado para ler.Somos nós,apesar das editoras não agirem levando isso em conta,que sustentamos o mercado.Sem os consumidores não haveria mix,encadernados ou qualquer outra coisa sendo feita.

"Explico:muitas vezes,essas revistas são a porta de entrada para muitas pessoas conhecerem os títulos".

Claro,claro.Mas bem que o pedágio para atravessar essa porta poderia ser mais barato!A revista mix com heróis da Panini mais barata custa R$7,20.A mesma Panini lança todo mês uma edição de Batman Eterno com 28 páginas por agradáveis R$3,50!Bem melhor do ser obrigado a ler o que não quer,não é mesmo?

Pablo segue contando sua experiência com a edição Dark,que reuniu os novos Homem-Animal e Monstro do Pântano e serviram de motivo para que,ele próprio,reclamasse por um encadernado.Mas que depois se mostrou ideal ao apresentar uma série da qual acabou gostando;Vampiro Americano.O redator só se esquece de dizer que fatos assim são isolados(os leitores mais experientes sabem disso...)e que a grande maioria dos mixes são feitos com restos de histórias que somente servem para "encorpar" a edição(pra não dizer estragar)e irritar o leitor.

O parágrafo seguinte é uma coletânea de forçações de barra que devem ter soado bem na cabeça do redator,mas que na prática são um artifício barato para convencer o consumidor de ele está errado e incutir culpa.

Ele afirma que o "opinador" usa o  "fica bonito na estante' para qualificar uma revista e por isso está errado.Mas isso não passa de generalização maldosa e arrogante.Diz que isso não valida a compra de revistas de qualidade questionável,mas quem foi que disse que os leitores fazem isso?Duvido que sequer 30% dos leitores comprem todas os volumes da Salvat somente por causa da lombada.E se o fizesse qual seria o problema?Não é o seu dinheiro,Pablo,que estão gastando.

Continua dizendo que;a primeira coisa a ser notada é o valor da revista e se vale a pena a compra.O engraçado aqui é que foi exatamente os leitores do sudeste(Rio,São Paulo e Minas,onde estão situados os principais sites e vlogs que atiçam o leitor a comprar porcarias)que mais incentivou o aumento do valor dos quadrinhos do início da década de 2000 pra cá.Eles foram aceitando o padrão de luxo cada vez mais até chegarmos na atual situação,em que temos encadernações ultrapassando os 150 reais.E pra finalizar "sugere" ao leitor que a prioridade é o prazer da leitura e não a ostentação com o intuito de se exibir para suas visitas e amigos "nerds".Aposto que um sujeito como esse adoraria ter o poder de Jesse Custer da série Preacher para ordenar ao leitor o que deve ou não fazer!


Outro "problema" citado foi o pedido de obras inéditas no Brasil.Que problema é esse?Vamos supor que O Inescrito tivesse sido publicada em edições avulsas,ela custaria menos e não teria começado aqui no país dividindo espaço com títulos inferiores.Quem comprasse a edição com vinte e poucas páginas,possivelmente,nem iria atrás dos encadernados.Do mesmo jeito que aconteceu com Sandman na editora Globo.E quem quisesse esperar pelos encadernados faria isso sem problema.

E as citadas Starman e LJA não deram certo por que a Panini deu um passo maior que a perna e desnecessariamente as lançou em livros de luxo,acabando coma chance delas serem concluídas.E ainda saiu botando a culpa no leitor!Pura cara de pau!O argumento que algumas revistas não vão bem das pernas nem nos EUA acaba se voltando contra o próprio redator do texto.Pois,a maios parte desse material que "não vai bem das pernas" é precisamente aquele que é usado para abarrotar o miolo das edições mix das editoras!

Agora chegamos no que parece ser o ápice de um show de comédia stand up!Pablo Sarmento usa Miracleman como exemplo de seu ponto de vista torto!Justamente o PIOR caso de picaretagem editorial dos últimos tempos!E não adianta aplicar qualquer desculpa imaginável.O motivo da Panini lançá-la do jeito que lançou foi pura e simplesmente ganância.Não sei se é verdade,mas se ela não está vendendo culpem a Panini por isso,e não os leitores!

Prestem bem atenção nessa frase;"que segurança a Panini teria para algo nesse formato,quando nem as mensais com os extras do criador Mike Anglo, não estão vendendo bem?"A revista estaria vendendo bem se o preço de capa fosse baixo,se não tivesse cheia de historinhas velhas e datadas de Anglo postas ali para encarecer e com todo aqueles extras dispensáveis,que somados fazem MAIS PÁGINAS que a história curta de Alan Moore!

Alguém dotado de incrível cinismo pode atacar com;"mas você está menosprezando Mike Anglo e as artes extras do próprio desenhista?".Se elas são tão boas ou importantes assim para estarem lá,por que a Panini não experimenta lançá-las separadas?Seria um fracasso estrondoso!E pra derrubar a baboseira de que "esse título é o mais comentado e requisitado no mercado "estadunidense"(pode chamar de americano mesmo,meu caro,é isso que eles são!)nos últimos vinte anos",basta dizer que foi exatamente em cima dessa expectativa que a Panini teve a coragem de cobrar o preço de R$7,50 na capa.Por confiar no impulso irracional de compra que ela acredita que o leitor tem.

No parágrafo seguinte,se trocarmos os termos bonito na estante e equilíbrio(em relação aos hábitos de compra),por;"termo pejorativo que adoraríamos que vingasse" e "auto-flagelação pelo consumo" estaremos mais próximos da verdade.As tais edições da Valiant e Juiz Dredd são péssimos exemplos também.As da Valiant saíram com preço de R$8,90 por apenas quatro histórias e depois de um tempo subiram para R$12,90.Sendo que as páginas caíram de 100 para 84!E ainda tem gente querendo saber porque elas não deram certo!E não se esqueçam que todas elas(incluindo Juiz Dredd)eram mixes.

O redator do Terra Zero termina(ainda bem!)o texto lembrando do tal "equilíbrio" como consumidor.E lança mais uma ou duas(entre milhares de)hashitags;#menosostentaçãonaestante #maishistóriaboasnoarmário.Mais hashitags que são lançadas e ignoradas pelo fato de todos saberem que ninguém dá a mínima para essas campanhas bestas.

Quanto mais ouço tipos como esses do Terra Zero tentando ditar o modo como consumo meus quadrinhos,mais tenho motivos para cuspir em cima de toda essa maldita cagação de regra imbecil!Eu trabalho,ganho meu dinheiro,compro o que me der na telha,me divirto dentro de um vasto catálogo de opções de entretenimento puro e livre e ora!vejam só!Me orgulho completamente disso!!!

Ignorem toda essa vigarice pretensamente "argumentativa" e "intelectual" e faça o que bem quiser!Até o próximo texto.