sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Checklist Comentado:Dezembro de 2015

Por:Hds.


Chegamos ao último checklist do ano.Como é redundante dizer,o ano de 2015 foi um ano extremamente importante para os quadrinhos.Tivemos eventos como as novas Guerras Secretas sendo anunciados,o filme dos Vingadores sugando as bilheterias,séries da Marvel fazendo barulho no Netflix e recebendo elogios rasgados,uma enxurrada de revistas novas e antigas sendo despejadas nas bancas para desespero da nossa renda mínima.Os vários meios de entretenimento populares estiveram em combustão durante boa parte desse ano.E o que dizer de um ano que,já no finalzinho,acaba com um novo filme de Star Wars no cinema?Simples,esse ano foi espetacular!

Sem mais discursos,vamos aos lançamentos de dezembro:

A Liga Extraordinária-Século Integral:formato 19x26cm,304 páginas,capa dura e preço de R$135,00.


A Devir traz de volta os volumes 1910,1969 e 2009 encadernados numa só edição.Com roteiros de Alan Moore e desenhos de Kevin O'Neill,Século Integral conta todos os eventos ocorridos no século 20 envolvendo a liga do escritor mais chato de Northampton.

Li somente o primeiro encadernado da devir,o volume em que a equipe é apresentada.Do segundo em diante não consegui acompanhar os preços salgados da série.Mesmo não tendo lido desse ponto em diante,tenho a impressão de que a liga perdeu em qualidade de roteiro e acabou se tornando irrelevante.Posso estar errado.mas Moore não conseguiu manter o ritmo dos primeiros dois volumes.

A Liga Extraordinário é mais um dos inúmeros casos de histórias que foram sabotadas pela própria estratégia de publicação das editoras no Brasil.Deveria ter sido lançada em formato acessível e concluída rapidamente.É preciso levar em conta o tempo de espera de um encadernado para outro.Ou o leitor vai abandonar facilmente o título,que já não tem fatores lá muito amigáveis para vingar em bancas como;preço alto sem necessidade,demora absurda de um volume para o outro(o que estraga e desmotiva a expectativa do leitor)e extras maçantes fazendo peso no miolo da publicação.

Esta séria merecia uma sequência de encadernados baratos em papel LWC e capa cartão,mas a Devir resolveu atropelar a lógica e vendê-las a peso de ouro.Dessa forma,a editora afastou o leitor que perdeu o interesse logo naquela época e que hoje vê menos motivos ainda para dar uma chance à história.

Saga-volume 2:formato 19x28cm,148páginas,capa dura e preço de R$65,00.


Esta série já ganhou seis Eisners e cinco Harveys,mas eu recomendo a qualquer leitor que não queira cair em truques da indústria a ignorar rapidamente essas premiações.Brian K.Vaughan é um bom escritor e os desenhos de Fiona Staples são sinuosos e versáteis.Mas dei uma olhada nos primeiros capítulos de Saga e não vi tanta coisa como falaram sobre o quadrinho.

Talvez esse título seja mais um caso de alta expectativa não-justificada.Mas eu entendo que é preciso deixar a história avançar mais para avaliá-la com mais cuidado.

Como a Devir não tem jeito,o preço da revista(pra variar)está alto.Além de todos os defeitos que ela possui,a editora parece viver dentro de uma bolha onde não existem redes sociais,blogs ou canais no youtube criticando suas políticas de publicação.

Totalmente desligada do presente no mercado atual,a Devir segue ignorando os leitores sem gerar canais que a aproximem dos consumidores.Vejam o exemplo da Panini,que foi um dos destaques da CCXP,anunciando muitos títulos e se fazendo notar numa feira daquelas proporções.A Devir tem que mudar ou sair da frente de quem quer publicar os quadrinhos que ela(infelizmente)pegou,para então lançar tudo rápido e com preços baratos.

Sin City-de Volta ao Inferno:formato 17x26cm,328 páginas e R$84,90.


Sin City é uma série quase impecável escrita e brilhantemente ilustrada por Frank Miller.É normal que esteja sempre em catálogo,por se tratar de algo atemporal e de extrema qualidade.A Devir acerta no título escolhido,na republicação e no autor em questão,mas erra estupidamente no preço absurdo de R$84,90!!!

Eu costumo ver canais de quadrinhos no youtube e é bastante raro aparecerem revistas da Devir sendo resenhadas,por que será?Não entendo como funciona o padrão de licenciatura para as grandes editoras dos EUA.Até porque temos várias editoras publicando materiais de uma só empresa e em alguns casos,editoras que parecem deter todos os direitos de certas empresas(como a Dark Horse),mas só repetem os mesmos lançamentos.

O catálogo de séries da Devir é um dos que menos avança entre todos as editoras brasileiras.E isso é um problema crônico!Há muita coisa nova que nunca teve chance de sair no país e muito material velho que não foi trazido até hoje porque as editoras parecem querer viciar os leitores em ler o mesmo tipo de quadrinho,para não correr risco de falhar com algo desconhecido.

E a ideia de  publicar títulos novos e pouco conhecidos nem de longe é ruim,sendo que estamos num ramo de entretenimento em que a maioria das pessoas ainda acha cabível escrever matérias maçantes rasgando seda para Watchmen,V de Vingança,Sandman e Cavaleiro das Trevas.

Ponto pra Devir por manter Sin City em bancas e livrarias mas,pelo amor de Deus!Mude o cardápio!

The Umbrella Academy-Suíte do APocalipse:formato 17x26cm,192 páginas e preço de R$50,00.


Não tive a oportunidade de ler este título também.A primeira vez que saiu nas bancas foi em 2009,causando pouca empolgação.Umbrella Academy,escrita por Gerard Way(que possivelmente andou tomando aulas de viagem na maionese com Grant Morrison) e desenhada por Gabriel Bá(um cara que tem um traço bem inferior ao de Ivan Reis,mas é infinitamente mais bajulado!).

A revista merece uma lida?É bem provável que sim.Mas com um preço desses eu duvido que hajam muitos corajosos partindo para as vias de fato.

All You Need is Kill-Edição Especial Completa:formato 13,5x20,5cm,432 páginas e preço de R$37,90.


Recomendo que leia este mangá,antes ver aquela droga de filme com Tom Cruise "baseado"nele.Este mangá conta uma história interessante digna de figurar entre contos bizarros de seriados de televisão como;Além da Imaginação ou Quinta Dimensão.

 Escrito por Hiroshi Sakurazaka e desenhado pelo habilidoso artista de Death Note,Takeshi Obata,o mangá conta a história de Kiriya Keiji.Keiji é um soldado da resistência humana contra a invasão dos alienígenas conhecidos como Mimics.De uma maneira que não consegue inicialmente compreender,o soldado se vê preso num looping infinito,em que precisa morrer e voltar repetidas vezes até descobrir um modo de acabar com as criaturas.

Eu comprei o título em duas partes e fiquei satisfeito com suas reviravoltas e cenas de ação bem planejadas.Bem que a JBC poderia tê-lo lançado dessa forma logo de início.Ter a chance de ler tudo num golpe só é bem mais atrativo,mas o preço acabou saindo caro demais.Páginas coloridas,papel off-set e tamanho maior não compensam tudo.A única queixa quanto à história é que ela acaba rápido demais,dando a impressão de que deveria durar,no mínimo,três volumes(da primeira versão).

Blade-A Lâmina do Imortal 1:formato 13,5x20,5cm,448 páginas,bimestral e preço R$39,90.


A Conrad deve ter batido o recorde de "editora que mais cancelou revistas e depois as viu republicadas por outras editoras".Manji é um ronin da era Tenmei que trabalha como assassino contratado.Quando descobre que estava sendo chamado para matar inocentes se volta contra seu contratante e o mata,junto com seus guarda-costas.Mortalmente ferido,acaba sendo socorrido por uma anciã que o faz beber uma kessenshu,poção contendo vermes que regeneram qualquer dano causado ao seu corpo.

O curioso sobre Blade é que a sinopse do mangá tem elementos típicos de fábulas,com lições de moral e tudo.Mas o desenrolar da série está longe de ser inocente.É mais um mangá de estilo shonen retornando às bancas e que junto com Vagabond vai pôr o gênero samurai em evidência em 2016.

Os roteiros e desenhos são de Hiroaki Samura.O mangaká tem um traço bonito,agressivo e extremamente detalhado.Cenas de ação,como de costume entre os desenhistas japoneses,são espetaculares e cheias de carga dramática.A série durou 38 volumes em meio-tanko de 130 páginas até ser,logicamente,cancelada pela fazedora de órfãos de banca do país.

Blade é,com certeza um quadrinho relevante no quadro de lançamentos finais de 2015,mas a JBC deve parar com essa estupidez de formato "BIG",tendo em vista que estamos começando a afundar numa recessão econômica(uma dica de quem tem a culpa:letra P e letra T...),lançar revistas a R$39,90,mesmo que bimestrais,é pedir pelo cancelamento!

HP Lovecraft-O Cão que Caça e outras histórias:formato 14x21cm,176 páginas e preço de R$21,90.


Quando Cassius Medauar entrou para a equipe da JBC,trouxe da Conrad consigo uma prática que eu considero essencial para o nicho dos mangás,que é a variedade de estilos.Mangás,no Japão,mostram de tudo que você puder imaginar e não faz sentido ficar limitado aos shonens.

Sendo assim,foi uma boa iniciativa da editora trazer um material sobre um dos meus escritores favoritos;Howard Phillips Lovecraft.

Sugiro a quem ler este texto que procure pelos livros do autor,que considero o pai da "ficção de terror espacial".Os contos de Lovecraft são apinhados de situações perturbadoras e bizarras que põem fogo na imaginação de quem lê.E ter a chance de apreciar essas histórias sob a visão estranha que normalmente os japoneses tem do terror é algo interessantíssimo!

Dê uma chance ao lançamento e descobra que pode haver coisas bem impressionantes fora das aventuras marciais de Dragon Ball e Naruto.

O Escultor:formato 15,5x21,5cm,496 páginas e preço(abusivo)de R$89,00.


Eu não li e talvez nunca lerei o Escultor,de Scott Mcleod.A revista fala de um escultor que após fazer sucesso acaba em decadência.Deprimido,sem fama e reconhecimento,acaba recebendo a visita de seu tio morto que lhe concede uma dádiva artística com a condição de viver somente mais 200 dias.

Se você acha que o fato de não ter lido a hq invalida a minha opinião sobre ela,vou adiantar que este texto não é sobre a qualidade dela. Quero mostrar que existe hoje uma tendência de ler quadrinhos com mensagens de baixa-estima fazendo-os passar por "existenciais" e "profundos".

Mcloud ficou famoso por seus guias sobre quadrinhos,que a meu ver são puramente pedantes e didáticos,numa tentativa de "provar" que os quadrinhos são arte.Acabou se tornando um estandarte das hq's introspectivas,onde figuram nomes como Alison Bechdel,Daniel Clowes,Brian Wood e tantos outros.Esses artistas preferem usar seus dotes para contar casos do cotidiano ou biográficos,onde são comuns histórias maçantes e abarrotadas de uma lenga-lenga chata e deprimente.

Se você leu alguma revista assim ou é um fã dessa vertente,alguma vez já parou para pensar por que esses quadrinhos sempre expõem pessoas tristes,deslocadas,insatisfeitas com a vida,anti-sociais e exageradamente solitárias?Muitas vezes as tramas tentam levar o "herói" através de uma jornada de "auto-conhecimento",mas não chegam a lugar nenhum.Que tal só pra variar mostrar alguém que,apesar de ter dificuldades grotescas na vida,não dá o maldito braço a torcer e atropela seus problemas sem baixar a cabeça?

Ao invés disso o que temos é paranoia,neurose que deixaria o diretor Wood Allen com inveja,muita(mas muita mesmo!)choradeira,metáforas delirantes,lições baratas de livro de auto-ajuda e uma pasmaceira que tem a pretensão de tratar da "condição humana".

Scott Mcloud pode até ser um bom escritor e saber brincar com as técnicas que ele mesmo ensina em seus livros,mas como disse antes não tenho certeza porque não li nenhuma graphic novel dele,li somente o Desvendando os Quadrinhos.

Mcloud levou cerca de VINTE ANOS para lançar sua primeira história!Pode parecer que é birra dizer isso,mas os autores de graphic novels costumam ser preguiçosos e letárgicos.E depois saem por aí falando mal dos desenhistas que produzem revistas mensalmente,como se isso fosse algum defeito!

E tudo bem se esses autores levam décadas para fazer um quadrinho.Existem milhares de jornalistas,acadêmicos e leitores desesperados por aceitação prontos a babar litros em cima de qualquer coisa que "corre por fora da linha de montagem americana"(ou seria "estadunidense"?).Tudo bem se essas histórias são rastejantes e depressivas,desde que sejam qualificadas como arte.

Felizmente temos(por enquanto...) uma vasta seleção de antídotos para essa epidemia:os quadrinhos da Marvel,DC,Image,Shonen Jump,Dark Horse e várias outras.Histórias maravilhosas e empolgantes são exatamente o que precisamos para nos entreter e esquecer essas lesmas melancólicas como Scott Mcloud.

Box de Luxo Conan:formato 19,5x28,5cm,de R$139,80 por R$98,00.
Box de Luxo Astros Pulp:formato 17,7x21,7,de R$269,60 por R$199,00
Box de Luxo Hellboy:formato 17,7x27,1cm R$204,60 por R$189,90


A Mythos nos dá o ar de sua graça no último checklist do ano.Se fizéssemos uma comparação usando os vilões do cinema,a editora Mythos seria o Darth Vader das editoras brasileiras.E o que seria dela,a editora dos ricos e famosos, se não fosse pelas suas encadernações de luxo?Durante a CCXP trouxe reedições em caixas com compilações de vários títulos.

Num desses boxes a editora colocou o preço de lançamento de R$269,60!!!Sério Mythos?Minha nossa!Chamem um fiscal do Guinness Book!Temos um recorde aqui!

Alguém precisa seriamente avisar aos diretores dessa empresa que quadrinhos não são relógios de marca,tv's ou celulares smart phone!Não se trata aqui de discutir qualidade,mesmo porque revistas de qualidade superior já foram lançadas com preço(logicamente)menor que esses.O fato relevante aqui é a estratégia de mercado cega e anormal da Mythos.Procure por estes títulos,mas pesquise bastante e pague o mínimo que puder.

Authority volume 1:formato 17x26cm,200 páginas e preço de R$23,90.



A Panini deu uma aula de como lançar quadrinhos em banca este ano,séries de peso com preços baratos e qualidade,alguns deles relegados ao esquecimento durante décadas(é da patrulha do destino que estou falando,sim),finalmente viram a luz do dia.

Um desses quadrinhos que estavam embolando de um lado para outro nas mãos de editoras boçais é justamente Stormwatch/Authority.Nomes precisam ser citados,certo?E aqui estão elas;Pandora Books,Devir(vulgo:tenham misericórdia do meu bolso!) e Pixel Media.

Com o fim da fase anterior o Authority surge sob o comando de Jenny Sparks.E com ela,a alternância dos competentes;Warren Ellis e Mark Millar nos roteiros e Brian Hitch e Frank Quitely nos desenhos.Já deixem bem claro que discordo de muitas opiniões relativas à política e a noção de heroísmo torta de Ellis,mas não dá pra negar que Authority transpôs os clichês dos super-heróis de forma interessante.

Astro City volume 4-O Anjo Maculado:formato 17x26cm,192 páginas R$23,90.


Neste volume;uma história típica de um filme policial noir.

Astro City,de Kurt Busiek ,Brett Anderson e Alex Ross,foi lançada ainda nos anos 90 e teve sua publicação interrompida algumas vezes no Brasil(ora vejam!Que novidade...).A trama gigante e interligada de Busiek é uma homenagem aos heróis clássicos da Marvel e DC.

Gosto do jeito como o roteirista transita entre diversos lugares,personagens e situações.Nunca deixando o leitor entediado e soltando-o no meio de histórias que vão do simples padrão super-heroístico até o policial ou terror.

Hoje existem tantas dessas homenagens,menções e odes aos mesmos heróis,que ela pode soar irrelevante.Mas a qualidade desta revista,em média,supera muitas porcarias atuais como as inúteis histórias de Dead Pool.Então por que gastar com outra revista?

Não bastece isso,vamos ter volumes saindo um atrás do outro e com preço cabível,afinal.Prefiro ler uma boa revista do que apostar em mais uma "fase do Bendis" que,ultimamente só tem dado bola fora.

O Inescrito-Tommy Taylor e o Navio que Afundou Duas Vezes:formato 17x26cm,160 páginas,capa dura?e preço de R$28,90?


Foi só eu falar bem da Panini que ela me manda um volume de inescrito por R$28,90 em capa dura!Por que ela fez isso?Ora não é óbvio?Porque ela sabe que todos que compraram a revista até agora não tem alternativa além de comprar este volume que destoa de todo o resto!Que vigarice heim,dona Panini?

No mais,não quero deixar que esse tipo de escrotidão tire a graça de ler meu quadrinhos preferido da Vertigo.Este encadernado promete contar a origem de Tommy Taylor e revelar a ligação entre o Tommy "real".O título da história é uma paródia descarada(e engraçada)dos subtítulos de Harry Potter.Esta série continua sendo um dos motivos pelos quais vale apena tirar dinheiro da carteira.

Homem-Animal-O Evangelho do Coiote:formato 17x26cm,248 páginas e preço de R$26,90.


Depois de um longo período longe das bancas,finalmente o Homem-Animal sairá de forma decente no Brasil.Histórias como;o evangelho do coiote,a morte do máscara vermelha e aves de rapina são motivo mais do que suficiente para levar esse quadrinho pra casa.

Observação:o subtítulo desse é totalmente desnecessário,já que "o evangelho" já consta entre as histórias.

Sandman-Prelúdio 2:formato formato 18,5x27,5cm,56 páginas,capa dura e preço de R$21,90.


A caminhada de Morpheus continua pelos limites da existência,acompanhado de si próprio transfigurado num gato e uma garota.Durante a viagem também via encontrar as três que são uma.Ou que são três mesmo...Morpheus ainda verá seu pai  e terá que enfrentar criaturas extremamente poderosos,capazes de fazer frente ao seu poder.

Sandman-Prelúdio é indispensável para quem leu a série original,simples assim.Agora é aguardar o último volume.

Demlolidor por Frank Miller e Klaus Janson volume 2:formato 17x26cm,276 páginas,capa dura e preço de R$75,00
Crise nas Infinitas Terras:formato 17x26cm,464 páginas,capa dura,miolo couché e preço de R$115,00
Batman-O Cavaleiro das Trevas-Edição Definitiva:formato 18,5x27,5cm,512 páginase,capa dura
e preço de R$94,00.


Todas são republicações protocolares de clássicos que não podem e não vão sair de catálogo.Edições definitivas(pelo menos até lançarem outras mais definitivas...)bordadas a ouro,impressas em pergaminhos encontrados no túmulo do faraó Ramsés e perfumadas com chanel 5.Mas,quer saber...prefiro minhas edições pobrinhas em lwc que estão de bom tamanho.

Vinland Saga 12:formato 13,7x20cm,208 páginas e preço de R$13,90.


Até o momento em que escrevi este checklist não tive acesso à sinopse do número 12.Mas acredito que veremos Thorfinn ser arrancado de sua vida de agricultor e ter que guerrear novamente.A loucura de Knut deve avançar mais e novos conflitos na Inglaterra e Dinamarca.Não largo este mangá de jeito nenhum!Recomendo que faça igual.

Este foi o derradeiro checklist desse ano inesquecível de 2015,um ano lotado de surpresas e acontecimentos.Agradeço aos leitores do blog Quadrinhos e Comics.Obrigado por sua paciência com minhas rabugices,opiniões e brincadeiras.Para quem gosta do meu jeito de escrever,continue atento aos posts que virão.Um bom natal e ótimo final de ano!!!

Fontes:Universo HQ,Guia dos Quadrinhos e Hotsite da Panini.




























































sábado, 19 de dezembro de 2015

O que esperar do Esquadrão Suicida


Por:Hds.


Com o início de suas filmagens anunciado desde abril deste ano,o filme do esquadrão suicida colocou dúvidas na cabeça de leitores novos e(principalmente)antigos.Desde que foi dito que o filme sairia,muitos já se perguntavam porque fazer um blockbuster com uma equipe desconhecida até mesmo da maioria dos leitores da DC.


Ficou claro que depois do fracasso excruciante do filme Lanterna Verde,que a DC não aceitaria ficar para traz em relação à Marvel.Durante toda a década de 2000 a Marvel reinou absoluta nas bilheterias,enquanto os fieis fans da DC se perguntavam onde estriam os filmes dos grandes nomes da editora.

É claro que tivemos a trilogia de Christopher Nolan do Batman,mas a Warner nunca engrenou com suas franquias da mesma forma que a casa do Homem-Aranha conseguiu fazer.Também não foi capaz de criar a mínima coesão entre seus filmes da maneira como pretende no futuro.

Sendo que a empresa já havia lançado a sua meta de produção em eventos passados da ComicCon,não é difícil imaginar que teria de explorar nomes menos conhecidos de seu universo.Desse modo,além de diversos personagens que terão adaptação,veremos o estranho e pouco hypeado esquadrão suicida.

O filme terá direção de David Ayer e conta com os seguintes atores nos respectivos papéis:

Jay Courtney-capitão bumerangue.
Cara Delevingne-encantadora.
Joel Kinnaman-rick flag.
Adan Beach-amarra.
Karen Fukuhara-katana.
Jay Hernandez-el diablo.
Adewale Akinnuoye-Agbaje(êta nomezinho desgraçado!)-crocodilo.
Margot Robbie-arlequina.
Will(estraga-filmes)Smith como pistoleiro.
Scott Eastwood
Common
Viola Davis-amanda waller
e Ben (cara de bunda)Affleck.

A sinopse mostra um grupo de criminosos e desajustados residentes do presídio para super-vilões do universo dc,Belle Reve e que são recrutados por Amanda Waller,representante do serviço de inteligência do governo americano.A intensão do governo é ter operativos descartáveis atuando a serviço do EUA.Em um dado momento os integrantes do grupo descobrirão as intenções do mesmo e tentarão reverter a situação ao seu modo.

Desde que li pela primeira vez uma história do esquadrão suicida achei o conceito interessante.Colocar bandidos,assassinos e vilões para trabalhar para o governo contra a sua própria vontade é o tipo de trama que dá margem para situações fora do padrão comportadinho das hq's em geral. 

Dentro do atual panorama da DC nos cinemas temos;alguns filmes que se saíram bem,uma lerdeza absurda na produção dos mesmos(a dc promete acelerar isso),falta de planejamento nas referências entre um filme e outro e decisões de roteiro e trabalho gráfico erradas.

O Visual


Alguns personagens estão bons,como a arlequina,que diga-se de passagem,não é uma personagem difícil de elaborar.Will Smith poderia passar o filme inteiro com a máscara que não incomodaria ninguém,além do mais,o pistoleiro é um homem BRANCO!Que fique registrado...

Visualmente,katana está ótima,enquanto os demais personagens estão um tanto sem graça,genéricos.O crocodilo,por exemplo está parecendo um orc qualquer dos senhor dos anéis.Talvez os designers da warner devessem ter caprichado mais nas pequenas diferenças e características deles.E somente eu estou achando isso ou o coringa está parecendo mais o Ozzy Osbourne?


A História

Pelo que vi no trailer oficial o filme terá alguns daqueles momentos emotivos que os roteiristas previsíveis de estúdios acham que sempre tem lugar garantido.É claro,porque é muito lógico que bandidos e assassinos parem para chorar e lamentar seus problemas de vez em quando!Outra questão é como eles vão lidar com as sacanagens que o governo aprontou.Vão simplesmente fugir e cuidar de suas vidas,ou vão partir para uma vingança retaliativa?De qualquer modo,pelo trailer,posso notar que o filme pode mostrar eventos chamativos o bastante para prender a atenção.E também pode sofrer dos típicos vícios dos filmes de super-heróis atuais,como as piadinhas bestas e fora de hora.

Um bom sinal de que o diretor,David Ayer,tem o mínimo de bom senso,foi a sua declaração de que;“Bem, nós sobrevivemos às ruas. Agora é hora de ir para as sombras. Lembre-se, apenas uma pequena parte foi exposta. Nossas surpresas estão intactas”.Ou seja,nada de contar o filme todo na droga do trailer!!!

E falando nele,aproveite para dar uma boa olhada;


video


Apesar de ficar assistir a maioria dos filmes de heróis que saem,confesso que não procuro saber muito sobre eles até finalmente vê-los.Até porque não adianta tentar formar uma opinião numa época em que os trailers são usados para enganar o tempo todo!Tomara que seja diferente com esse aqui e que a warner acerte a mão de vez,estabelecendo uma coerência dentro de seus lançamentos no cinema.













quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Anúncios da Panini na CCXP

Por:Hds.


Miyamoto Musashi terá sua terceira chance nas bancas brasileiras




Durante o último final de semana(do dia 3 até o domingo dia 6)aconteceu a CCXP 2015.Além de inúmeras outras atrações,os visitantes contaram com a presença das principais editoras.A Panini foi a que anunciou mais títulos importantes.Veja a lista abaixo:



  • Vagabond de Takehiko Inoue
  • One Punch Man de Akira Toriyama
  • Face Oculta continuação do título paralizado desde 2013
  • O Cavaleiro das Trevas 3 no começo de 2016
  • A Saga Convergence
  • A Guerra de Darkside
  • A nova Guerras Secretas
  • Miss Marvel
  • Jupiter's Legacy e Starlight de Mark Millar
  • Homem-Animal de Morrison e Peter Milligan em seguida
  • Patrulha do Destino continua
  • Suiciders
  • The Kitchen e The Royals,que parecem mais nomes de bandas de rock ruins!
  • Eight de Rafael Albuquerque
  • A conclusão de Miracleman(acaba logo!),uma história do miolo-mole,Grant Morrison e a fase de Neil Gaiman
Percebam que no topo da lista está nada mais,nada menos que VAGABOND!!!

Ainda em setembro escrevi um texto esclarecendo a real situação de Vagabond no Brasil,onde o editor Douglas Souza anunciou durante o Anime Friends que a revista seria "suspensa" por tempo indeterminado.O que aconteceu de verdade(notem a mentira por parte do editor,ou da Nova Sampa)é que ela foi,logicamente,cancelada.

Mas agora,felizmente e depois de muito pouco tempo,a Panini competentemente trás o mangá de Inoue de volta!Só tenho a comemorar!

Isto é,caso a Panini não seja burra e resolva lançá-lo num formato prejudicial ao leitor...

Eu sei que deveria falar mais sobre os outros quadrinhos divulgados no evento,mas o fato mais relevante é evidentemente o retorno,em condições tão rápidas,de um título que se arrasta há um bom tempo como esse.Devido a nada menos que a total INCOMPETÊNCIA das editoras pregressas que tiveram os direitos de publicá-la,mas só fizeram besteira!

Talvez eu esteja sonhando alto,mas imagino que a editora deva lançar Vagabond no formato de Berserk(off-set de qualidade,formato13,7x20cm,224 pgs,preço de R$16,90 e MENSAL,por favor!ao invés de bimestral),o que seria de uma inteligência decisiva para que,dessa vez,o mangá não afunde nas bancas.

Vou ficar na torcida para que a Panini faça a coisa certa.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O Terra Zero e a Era do "Vamos Cagar Regra Anticonsumista?"

Por:Hds.


Quadro de Sergio Aragonés sobre o prazer de ler quadrinhos.

Há muito tempo estamos vivendo numa época de policiamento do comportamento alheio.Todos querem dizer uns aos outros o que pensar,fazer e dizer sobre todos os assuntos possíveis,sejam eles relevantes ou não.

O perigo em considerar a "opinião vigilante" em cima de temas como entretenimento como algo passável(afinal de contas estamos falando do que fazemos com o tempo livre e não sobre coisas sérias como religião,não é mesmo?)é que o entretenimento está situado no nível cultural.Por isso mesmo influenciar as pessoas nesse nível acaba sendo mais eficaz do que num nível pouco visitado pela grande maioria da população.

Se ainda não me fiz por entender reafirmo agora;a cultura de qualquer indivíduo é também  a sua mais profunda influência comportamental em vida!Independente de ter crescido lendo histórias dos irmãos Grimm,ou assistindo seriados japoneses nas tvs abertas,sua cultura vai ter sido estabelecida,mais por esses produtos,do que por algo que você considere mais "elevado".

Foi com essa ideia em mente que resolvi escrever um texto em resposta a uma renovada tendência no mercado de quadrinhos;a de criticar os hábitos de consumo dos leitores e fazê-los se envergonhar por quererem comprar de maneira livre e consciente.

Já há algum tempo foi publicado um texto no blog Terra Zero chamado "A era do fica bonito na estante".

O post faz parte de uma coluna que tem a pouco honesta intensão de induzir o leitor a pensar numa agenda de temas que somente interessam aos redatores do blog.O nome dessa coluna é "Pitaco".Algo bem apropriado para quem não quer aparentar ambição nenhuma,mas pretende justamente isso!

Redigido por Pablo Sarmento,um dos contribuintes do blog,que como os leitores mais atentos devem ter percebido,trocou a  pauta informativa pela divulgação de agendas ideológicas caducas.Alguém precisa dizer para a população produtora de conteúdo para internet que ninguém quer ler ou ver mais nada sendo estragado por pretensos assuntos "sérios",estamos aqui para nos divertir(parece que essa gente não anda tendo  muito disso ultimamente...)e trocar ideias com pessoas que gostam do mesmo que nós.

Ler sobre quadrinhos,jogos,filmes e outros meios de diversão em sites como;Omelete,Terra Zero,Judão está virando uma sessão de horário político babaca e tendenciosa!

Antes de ler este texto tenho que,a contragosto,recomendar que leiam antes o próprio texto do Terra Zero.Eu sei que é duro ter que fazer isso,mas é preciso!

Pablo inicia o texto expondo "o novo conflito editorial da moda,estética versus qualidade".Conflito esse que só existe na cabeça dele e de seus amiguinhos de blog.Outro detalhe é que não são os leitores que fornecem essas tais "modas editoriais" com seus hábitos de consumo,eles estão mais ocupados lendo o que gostam.Quem faz isso são justamente os "formadores" de opinião de sites e canais de vídeo.A frase "fica bonito na estante" é uma forma fácil e medíocre de desqualificar o gosto do leitor no Brasil e também lá fora.Um termo que foi criado para ser um alvo e justificar uma crítica mal-elaborada e mesquinha.

Apesar de esquecer de alguns exemplos,no segundo parágrafo,o redator reúne vários motivos pelos quais é melhor ler em encadernados de que nas malditas edições mix.

De acordo com Pablo o problema é que os leitores começaram a adquirir encadernados e ficaram mal-acostumados,pedindo cada vez mais e sugerindo o fim do formato mix.Em primeiro lugar,é comum para ele e outros milhares de leitores esquecerem que durante DÉCADAS o formato mix reinou absoluto no mercado.A editora Abril(sempre ela!)obrigava os leitores a colecionar trocentas edições para acompanhar uma saga.Dispondo de manobras desonestas como pôr histórias em revistas diferentes,de uma mesma saga,para forçar o consumidor a levar o que não queria para casa.As graphic novels eram repartidas em seis ou oito edições para renderem mais dinheiro.E tirando o fato de que você não tinha a menor forma de protestar contra isso e que o padrão da editora era empurrado goela abaixo do leitor sem direito à opinião,ainda temos motivos de sobra para detestar essas decisões editoriais burras tomadas "pensando no leitor".

Prosseguindo,o texto enfatiza que o público de revistas está se perdendo e acusa a atual geração de ter "como hino o imediatismo".Outra falácia conveniente,se temos um público menor de leitores de mensais é porque eles estão migrando para os encadernados!Pergunte aos editores se houve um tempo em que se vendesse tanto quadrinho como hoje,com as bancas lotadas de edições,comic shops e livrarias dentro do mercado ampliando a distribuição?E não dê ouvidos aos editores chorões que dizem o contrário,estes estão aí se queixando desde que eu comecei a ler quando era criança!E termina o parágrafo tachando os leitores de "imediatistas".

Entendo que é preciso dar espaço para que crianças comecem a ler quadrinhos,boa parte dos mercados de entretenimento se esqueceram disso(jogos são feitos somente para adultos com dinheiro suficiente,são tecnicamente inacessíveis,caros e desse jeito barram a entrada de crianças e impedem que o público se renove com mais rapidez),mas seria melhor publicar revistas com preço baixo e de qualidade fora do formato mix,vejam o exemplo de algumas edições da Abril do Batman ou a JBC.

Mais uma vez o autor do texto cita um bom exemplo de encadernados como opção de leitura;os volumes da Salvat.E afirma que "o leitor não pode desmerecer o material que sai em revistas mix".O leitor tem TODO o direito de desmerecer o formato que ELE julgar ruim ou inapropriado para ler.Somos nós,apesar das editoras não agirem levando isso em conta,que sustentamos o mercado.Sem os consumidores não haveria mix,encadernados ou qualquer outra coisa sendo feita.

"Explico:muitas vezes,essas revistas são a porta de entrada para muitas pessoas conhecerem os títulos".

Claro,claro.Mas bem que o pedágio para atravessar essa porta poderia ser mais barato!A revista mix com heróis da Panini mais barata custa R$7,20.A mesma Panini lança todo mês uma edição de Batman Eterno com 28 páginas por agradáveis R$3,50!Bem melhor do ser obrigado a ler o que não quer,não é mesmo?

Pablo segue contando sua experiência com a edição Dark,que reuniu os novos Homem-Animal e Monstro do Pântano e serviram de motivo para que,ele próprio,reclamasse por um encadernado.Mas que depois se mostrou ideal ao apresentar uma série da qual acabou gostando;Vampiro Americano.O redator só se esquece de dizer que fatos assim são isolados(os leitores mais experientes sabem disso...)e que a grande maioria dos mixes são feitos com restos de histórias que somente servem para "encorpar" a edição(pra não dizer estragar)e irritar o leitor.

O parágrafo seguinte é uma coletânea de forçações de barra que devem ter soado bem na cabeça do redator,mas que na prática são um artifício barato para convencer o consumidor de ele está errado e incutir culpa.

Ele afirma que o "opinador" usa o  "fica bonito na estante' para qualificar uma revista e por isso está errado.Mas isso não passa de generalização maldosa e arrogante.Diz que isso não valida a compra de revistas de qualidade questionável,mas quem foi que disse que os leitores fazem isso?Duvido que sequer 30% dos leitores comprem todas os volumes da Salvat somente por causa da lombada.E se o fizesse qual seria o problema?Não é o seu dinheiro,Pablo,que estão gastando.

Continua dizendo que;a primeira coisa a ser notada é o valor da revista e se vale a pena a compra.O engraçado aqui é que foi exatamente os leitores do sudeste(Rio,São Paulo e Minas,onde estão situados os principais sites e vlogs que atiçam o leitor a comprar porcarias)que mais incentivou o aumento do valor dos quadrinhos do início da década de 2000 pra cá.Eles foram aceitando o padrão de luxo cada vez mais até chegarmos na atual situação,em que temos encadernações ultrapassando os 150 reais.E pra finalizar "sugere" ao leitor que a prioridade é o prazer da leitura e não a ostentação com o intuito de se exibir para suas visitas e amigos "nerds".Aposto que um sujeito como esse adoraria ter o poder de Jesse Custer da série Preacher para ordenar ao leitor o que deve ou não fazer!


Outro "problema" citado foi o pedido de obras inéditas no Brasil.Que problema é esse?Vamos supor que O Inescrito tivesse sido publicada em edições avulsas,ela custaria menos e não teria começado aqui no país dividindo espaço com títulos inferiores.Quem comprasse a edição com vinte e poucas páginas,possivelmente,nem iria atrás dos encadernados.Do mesmo jeito que aconteceu com Sandman na editora Globo.E quem quisesse esperar pelos encadernados faria isso sem problema.

E as citadas Starman e LJA não deram certo por que a Panini deu um passo maior que a perna e desnecessariamente as lançou em livros de luxo,acabando coma chance delas serem concluídas.E ainda saiu botando a culpa no leitor!Pura cara de pau!O argumento que algumas revistas não vão bem das pernas nem nos EUA acaba se voltando contra o próprio redator do texto.Pois,a maios parte desse material que "não vai bem das pernas" é precisamente aquele que é usado para abarrotar o miolo das edições mix das editoras!

Agora chegamos no que parece ser o ápice de um show de comédia stand up!Pablo Sarmento usa Miracleman como exemplo de seu ponto de vista torto!Justamente o PIOR caso de picaretagem editorial dos últimos tempos!E não adianta aplicar qualquer desculpa imaginável.O motivo da Panini lançá-la do jeito que lançou foi pura e simplesmente ganância.Não sei se é verdade,mas se ela não está vendendo culpem a Panini por isso,e não os leitores!

Prestem bem atenção nessa frase;"que segurança a Panini teria para algo nesse formato,quando nem as mensais com os extras do criador Mike Anglo, não estão vendendo bem?"A revista estaria vendendo bem se o preço de capa fosse baixo,se não tivesse cheia de historinhas velhas e datadas de Anglo postas ali para encarecer e com todo aqueles extras dispensáveis,que somados fazem MAIS PÁGINAS que a história curta de Alan Moore!

Alguém dotado de incrível cinismo pode atacar com;"mas você está menosprezando Mike Anglo e as artes extras do próprio desenhista?".Se elas são tão boas ou importantes assim para estarem lá,por que a Panini não experimenta lançá-las separadas?Seria um fracasso estrondoso!E pra derrubar a baboseira de que "esse título é o mais comentado e requisitado no mercado "estadunidense"(pode chamar de americano mesmo,meu caro,é isso que eles são!)nos últimos vinte anos",basta dizer que foi exatamente em cima dessa expectativa que a Panini teve a coragem de cobrar o preço de R$7,50 na capa.Por confiar no impulso irracional de compra que ela acredita que o leitor tem.

No parágrafo seguinte,se trocarmos os termos bonito na estante e equilíbrio(em relação aos hábitos de compra),por;"termo pejorativo que adoraríamos que vingasse" e "auto-flagelação pelo consumo" estaremos mais próximos da verdade.As tais edições da Valiant e Juiz Dredd são péssimos exemplos também.As da Valiant saíram com preço de R$8,90 por apenas quatro histórias e depois de um tempo subiram para R$12,90.Sendo que as páginas caíram de 100 para 84!E ainda tem gente querendo saber porque elas não deram certo!E não se esqueçam que todas elas(incluindo Juiz Dredd)eram mixes.

O redator do Terra Zero termina(ainda bem!)o texto lembrando do tal "equilíbrio" como consumidor.E lança mais uma ou duas(entre milhares de)hashitags;#menosostentaçãonaestante #maishistóriaboasnoarmário.Mais hashitags que são lançadas e ignoradas pelo fato de todos saberem que ninguém dá a mínima para essas campanhas bestas.

Quanto mais ouço tipos como esses do Terra Zero tentando ditar o modo como consumo meus quadrinhos,mais tenho motivos para cuspir em cima de toda essa maldita cagação de regra imbecil!Eu trabalho,ganho meu dinheiro,compro o que me der na telha,me divirto dentro de um vasto catálogo de opções de entretenimento puro e livre e ora!vejam só!Me orgulho completamente disso!!!

Ignorem toda essa vigarice pretensamente "argumentativa" e "intelectual" e faça o que bem quiser!Até o próximo texto.
































domingo, 29 de novembro de 2015

Checklist Comentado:Novembro de 2015

Por:Hds.



Estamos no final de novembro e os nossos interesses se voltam para assuntos mais relevantes do que os quadrinhos.O Natal e Ano Novo estão quase chegando,e por isso mesmo,o mercado de hq's prepara-se para concluir o ano de 2015 com seus últimos lançamentos.É uma época realmente empolgante,na qual pensamos mais nas festas do que nos solitários momentos de leitura.Mas nem por isso devemos deixar de fechar o ano com chave de ouro,certo?Vamos aos títulos do mês!

O Livro dos Domingos de Preguiça de Calvin e Haroldo:formato 21,5x27,5cm,128 páginas e R$39,00.

Calvin e Haroldo é uma tira conhecida no mundo todo e foi publicada em milhares de jornais.Eu li somente algumas delas em ocasiões dispersas.Nunca achei as histórias de Bill Watterson lá muito atrativas ou engraçadas.São estranhas e possuem um senso de humor esquisito.Apesar disso,são amplamente elogiadas por editores aqui no país.O que não é nenhuma novidade levando em conta a "bondade" gratuita com que certos quadrinhos são tratados por esses jornalistas.

O traço de Watterson é bem natural,tem uma desenvoltura pouco vista e as histórias são variadas de acordo com a imaginação de Calvin.A tira vem sendo encadernada em volumes pela editora Conrad(isso mesmo,ela ainda não morreu)desde 2007.Até certo ponto gosto de tiras,mesmo porque se forem bem escritas e ilustradas divertem como qualquer série.Mas não gosto tanto de enredos curtos e desligados de cronologia.Se você é um apreciador deste estilo fique à vontade.

DC Comics-Coleção de Graphic Novels:Batman-Silêncio nº2 ,Superman O Último Filho e Liga da Justiça Torre de Babel:páginas ?formato 17x26cm,capa dura e R$34,90.


Escrevi no blog sobre como é positiva a entrada de mais uma editora no nicho de quadrinhos.A Eaglemoss traz uma coleção de 60 volumes contendo histórias memoráveis(e outras nem tanto!)com preços aceitáveis e bom acabamento.É verdade que não há tantos títulos peso-pesados,mas são arcos chamativos,tanto para novatos como veteranos de bancas.

Assim como no caso da Salvat,é ótimo saber que as opções de compra estão sendo ampliadas.Que o leitor tem cada vez mais chance de ser apresentado à histórias em franca concorrência com um número maior de empresas dentro do mercado.Mas é importante que a editora respeite a proposta de não aumentar os preços e não fazer o que a Salvat fez.Dê seu apoio a essa iniciativa da Eaglemoss  escolhendo bem seus volumes e que venham mais concorrentes.

Eden It's an Endless World nº3:formato 13,5x20,5cm,450 páginas e preço de R$39,90



Neste terceiro volume é revelado mais sobre o passado de Sophia,Elijah vai descobrir onde estão a mãe de Hanna e sua irmã Mana capturadas pela Propater.Elijah então parte para Agnosia para o resgate.

É realmente uma pena que a JBC tenha escolhido um formato mais luxuoso para Eden,pois isso dificulta a compra da revista,considerando a despesa que se tem hoje para sustentar o hobby de ler quadrinhos.Entendo que assim a série acabará logo e com a qualidade dos volumes em alta,mas não é fácil encaixá-la no orçamento.Talvez consiga correr atrás dela mais tarde e recuperar em livrarias os encadernados.Eden me chamou atenção desde que li uma edição tosca da Panini alguns anos antes  e,com certeza, ainda está na minha mira!

YU YU Hakusho nº14:formato 13,5x20,5cm,200 páginas e preço de R$14,90.


Faltando 5 edições para que se volte a concluir o mangá de Yoshihiro Togashi nas bancas eu finalmente vou citá-la no checklist.Como milhões de brasileiros em idade escolar,eu fui um dos que ficou vidrado na frente da televisão assistindo essa história.Foi muito bom ver na Rede Manchete os melhores animes que um moleque poderia ver,representando os quadrinhos shonen mais famosos do Japão.

Estilo esse que muitas vezes é visto como superficial pelos mesmos leitores que cresceram lendo esses mangás.Na tentativa de aparentar um amadurecimento forçado afirmam;"eu não compro mais shonens,é coisa de criança!Só leio mangás adultos agora!"Bela tentativa,mas esse baboseira não me impressiona.

A verdade é que o estilo shonen nos rendeu até agora as séries mais empolgantes e memoráveis já vistas no mercado nacional.E dentro dela cabem todos os aspectos aprofundados,que são normalmente cobrados por leitores chatos que querem usá-lo como bode expiatório para uma falsa noção de "refinamento" para leituras adultas.

 Basta ver exemplos como Death Note,que está mais para o policial e ainda assim pertence ao shonen.Ou um desenho como Avatar com seus roteiros bem amarrados e cheios de ação,que garantem que você não fique cochilando na frente da televisão.

O mangá está sendo publicado desde outubro de 2014 e apesar das histórias serem engraçadas e bastante agitadas,os desenhos de Togashi caem frequentemente de qualidade e prejudicam um pouco o resultado final.A JBC acertou no formato de publicação,com papel off-set e preço razoável para o mercado atual.Yu Yu Hakusho é um bom mangá para quem quer uma aventura sem grandes pretensões.

Heróis da Resistência-Uma História dos Quadrinhos Paraibanos:formato 14x20cm,60 páginas e preço de R$15,00(somente no site da editora.)


Esta é uma publicação em forma de pesquisa histórica sobre a "produção periférica"(entenda-se;fracassada)de quadrinhos nacionais de várias regiões.Feito na parceria entre autores e sabichões de faculdade,que se ocupam mais em ditar o que é bom ou não para se ler(hq's nacionais são obras de gênios oprimidos pelo sistema e os americanos são "lixo mainstream" feito em linhas de montagem)do que ler e gostar de verdade de quadrinhos.

Apoiado pelo:Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade e São Paulo e pelo Observatório de Histórias em Quadrinhos da ECA-USP.Troque todos esses nomes longos e siglas bestas por;"Departamento de Cagação de Regras Intrometido em Assuntos nos quais não foi Chamado" e você terá uma noção melhor de como isso funciona.

Ainda é dito no site da editora que se trata de um trabalho de pós-doutorado.Não sei quanto aos demais leitores,mas eu detestaria ouvir uma palestra ou ler um trabalho de faculdade chato sobre quadrinhos.Pra quê se é melhor ocupar o tempo LENDO quadrinhos?Sem falar no fato de que,quando os quadrinhos estão sendo avaliados por um "observatório de histórias em quadrinhos" já dá pra ter uma boa noção de que tipo de gente deprimente está por trás disso.

O texto da edição afirma que a produção de quadrinhos no país sempre foi possível graças ao "esforço e idealismo dos artistas".Isso explica porque os quadrinhos brasileiros sempre foram,em sua maioria,um monte de merda.Se tivessem substituído o esforço e idealismo por noções básicas de administração,marketing e logística,pra variar,teriam tido sucesso!

Quadrinhistas no Brasil pensam que podem trocar cultura de leitura e estudos por senso de humor forçado.Competência por auto-piedade.Trabalho pesado por "carona" em dinheiro público através do governo.Quantas vezes você já viu uma revista nordestina com alguma história imbecil sobre cangaceiros e o sertão sofrido?O regionalismo é uma doença nos quadrinhos!

O texto segue pelo coitadismo reclamando da pouca condição das hq's de regiões mais pobres em comparação com estados do sudeste.Esqueceram de por uma música de violino enquanto se lê o texto da editora...São tão tacanhos e atrasados que ainda põem a culpa da "concorrência desleal" nos quadrinhos da Disney!Quem lê quadrinhos da Disney em massa no Brasil?Vocês estão uns vinte anos atrasados suas antas!E é claro,aproveitam para pisotear mais uma vez os quadrinhos da DC e Marvel.
Mas copiam as mesmas Marvel e DC o tempo inteiro.

Sempre enaltecendo o atraso burro,falam da valorização dos quadrinhos Paraibanos(os próprios paraibanos não leem essa merda!)que todos sabemos é completamente invisível ao mercado nacional.A questão econômica é posta em pauta quando dito que é preciso entender a situação das "regiões economicamente vulneráveis " do país.

Se é assim os autores já tem uma desculpa perfeita para explicar porque seus quadrinhos horríveis não vendem em lugar nenhum,é culpa da economia!O pior de tudo são as queixas cínicas sobre a falta de in$entivo do governo.Quer dizer que essa turminha acha aceitável pagarmos para que eles lancem esses papéis higiênicos usados nas bancas?

Aos leitores que ainda tem saúde mental intacta;fiquem bem longe desse excremento covarde e auto-piedoso.Pelo seu próprio bem!

American Flagg!:formato 17x26cm,392 páginas,capa dura e preço de R$99,90.


Não posso negar uma ansiedade em relação ao lançamento desse revista aqui no Brasil,ainda mais em encadernações.American Flagg! é uma das últimas revistas que faltavam ser trazidas às bancas e livrarias,para compensar o atraso de mais de uma década e corrigir uma falha na bibliografia das editoras.

Reuben Flagg é um mercenário que percorrerá uma américa decadente e sem valores para restaurar a confiança do povo nos EUA.Acompanhado de sua amante e um gato,Flagg nos mostrará nesta edição como se faziam histórias corajosas de verdade em contraste aos quadrinhos certinhos e didáticos de hoje!

Façam um sacrifício(não-irresponsável)para adquirir esses volumes da série de Howard Chaykin e saibam como os quadrinhos dos anos oitenta eram abençoadamente livres da censura covarde das revistas da Marvel e seu capitão américa chorão com crise de identidade.Aproveite!

Stormwatch nº4:formato 17x26cm,172 páginas e preço de R$22,90.


Stormwatch entra numa fase cada vez mais próxima de se tornar o Authority.Warren Ellis apresenta uma equipe de super-heróis interventores,que atuam em conflitos no exterior e na própria política dos EUA.Ellis tem ideias sobre esses temas com as quais eu definitivamente não concordo,mas o real motivo de acompanhar o título está nas tiradas engraçadas e no comportamento politicamente incorretos dos personagens.A partir dessa edição os desenhos de Brian Hitch serão constantes e ajudam a motivar a compra da revista.Depois daqueles desenhos ruins de Tom Raney fica mais fácil ler a série.

O Inescrito Apocalipse 2-A Jornada:formato 17x26cm,180 páginas e preço de R$22,90.


Posso afirmar que é triste ter que chegar ao fim de uma revista como O Inescrito.Fazia um bom tempo que eu não desejava que uma série continuasse com tanta vontade como fiz com essa!E pode por na conta sagas mais antigas como Ex-Machina ou Os invisíveis,nenhuma das duas me agradou tanto como a história de Mike Carey e Peter Gross.

O Inescrito não sofre dessa esperteza maliciosa e pose artificial de arrogância desses e de  outros títulos da vertigo.Sabe aquela sensação boa quando você sente satisfação só de ver o nome dos autores na capa da revista?

Não tenha dúvida que o que me atraiu nela foi o fato não padecer dos vícios comuns de várias outras hq's da linha vertigo como;tipos desonestos e sacanas,traições,violência mal-justificada,palavrões adolescentes e aquela postura badass de alguns dos "heróis" da linha.

Ao invés disso tive o prazer de ler tramas suaves e bem-fundamentadas,com personagens interessantes em ambientes que atravessavam contos de literatura.Nada do mal-estar pestilento que temos ao ler história como Escalpo ou mesmo fases de Hellblazer,onde boa parte dos escritores parece ter esquecido quem constantine é para transformá-lo num escroto criminoso.

O Inescrito vai fazer falta sim,tomara que algo como ela surja logo à frente para que eu não fique tanto tempo sem ler um material tão agradável como esse.Sem mais delongas;corra atrás dos volumes!

Patrulha do Destino-Rastejando dos Escombros:formato 17x26cm,196 páginas e preço de R$22,90.


A patrulha do Destino se encaixa perfeitamente no caso "é impossível de sair no Brasil",pois ela não faz parte dessa geração de quadrinhos atuais.Por se tratar de uma série antiga do início da segunda fase da invasão britanica e por ter sido feita no final da década de oitenta,a expectativa de que fosse lançada era baixíssima.

A Panini acertadamente resolveu publicá-la agora.

O começo da fase de Morrison gira em torno da reestruturação da equipe após alguns eventos que envolveram a morte de integrantes.Novos membros surgirão e as histórias contarão com elementos de surrealismo e metalinguagem típicos do autor.Mas no caso da patrulha,Morrison estava bem mais contido,escrevendo um roteiro coeso e com bem menos experimentações(que diga´se de passagem são o motivo para as histórias atuais dele estarem tão ruins e panfletárias)e quebras narrativas.

Assim como American Flagg!,a Patrulha do Destino é uma daquelas séries que foram escanteadas por um tempo inacreditavelmente longo,fruto mais da falta de planejamento e competência dos editores,do que por barreiras para sua publicação.

Promethea-Edição Definitiva-volume 1:formato 18,5x27,5cm,464 páginas e preço de R115,00.


Depois de ter uma tradicional publicação desastrosa e sofrer cancelamento(o destino comum de séries da vertigo no país)pela editora Pixel,a Panini resolveu lançar Promethea.Mas como é de costume a editora condenar algumas séries à elitização burra,ela põe a revista em livrarias e comic shops numa edição de luxo.

A revista de Alan Moore nem de longe está entre as melhores que o barbudo pé-no-saco escreveu.Não se justifica o luxo,a ansiedade e com certeza o preço!Não vejo a menor necessidade de comprar esse título,assim como não vi em comprar Demolidor-Revelado que foi publicada no mesmo formato caro,somente para sacanear o leitor depois de esperar muito pela "esplendorosa fase do Bendis no demolidor".Pura chantagem cara de pau!

Antes que eu me esqueça;a capa está uma bosta!Parece uma montagem barata da época da editora Abril.

Miracleman nº12:formato 17x26cm,52 páginas(boa parte delas de pura enrolação...)e preço detestável de R$7,50.


Neste número a filha de Miracleman está crescida e teremos então uma "família miracleman"!Talvez até um miracleção...O que importa é que essa nova fase abre diversas possibilidades para o herói,embora eu não imagine o que a cabeça dura de Alan Moore planeja para o futuro.(de uma história velha,é claro)

De resto deixo um aviso:não comprem esse título agora,esperem que a Panini lance os encadernados(caso eles não sejam de luxo,porque se forem não vai adiantar porra nenhuma esperar!)e esqueça dessa revistinha besta feita para trollar os leitores com extras imbecis.

Demolidor nº9:formato 17x26cm,146 páginas e preço de R$16,90.


Existe uma boa chance de eu me arrepender por não ter incluído esta revista entre as que compro regularmente.Levando em conta o custo geral para se manter um passa-tempo caro como hq's não é tão absurdo assim deixá-la de fora,mas o demolidor vem de uma longa fase de bons roteiristas e parece tentador ir atrás dos volumes antigos.Continuam as histórias de Mark Waid com Matt Murdock vivendo em São Francisco e combatendo ao lado de um ajudante.

Flash Gordon no Planeta Mongo:formato 28x25,3cm,capadura,208 páginas e preço de R$89,90.


A editora Pixel resolveu sair do ócio este mês e lançou uma coletânea do herói espacial.Os desenhos de Alex Raymond se tornaram lendários,o autor inseria um detalhismo em suas tiras que deveria fazer com que os artistas medíocres e hoje se sentissem envergonhados por se apoiarem em tantos efeitos e truques de computação.São histórias de pura ação e ficção científica como os quadrinhos de hoje deveriam ser e não são!

Editoras como a Pixel ou qualquer outra deveriam considerar lançar clássicos como esse da maneira mais acessível pois,mesmo eu,que separei um espaço aqui para falar dela não comprarei por causa do preço nada agradável de R$89,90.Como a Mythos,a Devir,a Nemo ou qualquer outra editora espera que esse material se torne conhecido?E não me venham com essa de "isso é para fans mais velhos e por isso fizemos uma tiragem pequena".

Imageria -O Nascimento das Histórias em Quadrinhos:formato 23x30cm,360 páginas e preço de R$149,90.

O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015:formato 19,5x25cm,304 páginas,capa dura e preço de R$97,00.

O Primeiro lançamento é uma coletânea de histórias editadas pelo próprio fundador da editora Veneta;Rogério de Campos.Retratam a história dos quadrinhos desde o século 17 até hoje.É uma boa ideia atualizar e ampliar a bibliografia histórica dos quadrinhos.Quem sabe dessa maneira os leitores de hq's aprendem algo além do que é dito em vlogs e blogs na internet.Mas eu desconfio que a veia "revolucionária" de rogério vai acabar por tornar o conteúdo do livro tendencioso.

Já o fabuloso quadrinho brasileiro é bem mais ambicioso,visa se tornar uma publicação anual para destacar os principais materiais nacionais a cada edição.Ainda acho que é preciso ter uma boa dose de boa vontade para enxergar toda essa qualidade deslumbrante nos quadrinhos nacionais.É verdade que estamos vivendo uma época prolífica,mas ainda temos quadrinhos em one shots,roteiros mal-acabados e excesso de bajulação na hora de avaliar a qualidade real que os revistas brasileiras tem.Me respondam;quando é que teremos um quadrinhos daqui com longa duração(que tal uma série de 60 números?)ao invés desses livretos curtos e com tramas pretensiosas?

Snowden-Um Herói de Nosso Tempo:formato18x13cm,224 páginas e preço de R$39,90


Biografia do fugitivo vigarista preferido de dez entre onze jornalistas brasileiros produzida pelo cartunista,jornalista(não diga!)e escritor Ted Rall.Conta a vida do ex-técnico da Agencia de Segurança dos Estados Unidos.Pra quem está mais preocupado em saber quem ganharia uma luta entre o super-homem e o hulk,ou qual será o próximo jutsu que naruto vai aprender eu dou uma breve explicação:

Snowden divulgou nos jornais The Guardian e The Washington Post documentos sobre a vigilância dos povo americano e de outros países pela na NSA(agência de segurança dos EUA)em que trabalhava.Isso gerou um estrondoso escândalo em todo o mundo e colocou o técnico como "herói " dentro da mídia marrom internacional.

Mesmo que Snowden tenha feito uma denúncia séria sobre coleta de informações de civis,o que foi feito não exclui o fato de que ele espionou e divulgou dados sem autorização.Isso constitui um crime contra a o povo americano e o transforma naquilo que seus defensores não querem acusá-lo;um traidor criminoso!O sujeito ainda teve a cara de pau de se exilar na Rússia!

Várias obras grosseiras e mentirosas já foram publicadas no Brasil defendendo figuras tão ou mais repulsivas como Snowden.Biografias de guerrilheiros assassinos,de Gabriel Garcia(canalha agraciado com o nobel de literatura e amigo de Fidel Castro)Zapata,Che Guevera(o garoto propaganda mais sanguinolento que você verá)o próprio crápula em pessoa Fidel Castro e tantos outros excrementos em forma de gente.

E como essa gentinha de maliciosa não acha que precisa saber desenhar,temos uma capa pavorosa com um Edward Snowden parecendo um babuíno retardado!Os leitores brasileiros devem fugir cada vez mais desse caldo de lixo doutrinador e ler exatamente aquilo que o satisfaz.

Nunca se sinta culpado por ler super-heróis.Essa gente estúpida e ciumenta vai fazer o possível para fazer com que você se sinta culpado por se divertir e falar que "quadrinhos 'estadunidenses' são lixo de linha de montagem".Vão querer fazer você ter vergonha de ler seus mangás preferidos para que os troque pelas suas porcarias mal-desenhadas e cheias de sermões escrotos!

O entretenimento puro e simples não é superficial,pois serve ao propósito claro de passar cultura e divertir!Deixe que esses lambe-botas de "revolucionários" publiquem sua bosta tosca e rabugenta e divirta-se lendo o que você tem liberdade para ler!

Obrigado pela atenção e até o próximo mês!!!

Fontes:UniversoHQ,Guia dos Quadrinhos,Panini Comics e wikipédia.










































sábado, 21 de novembro de 2015

Salvat anuncia expansão da Coleção de Graphic Novels


Por:Hds.

até agora essa foi a única imagem de divulgação liberada.
Próximo ao final da publicação de sua famosa coleção de encadernados,a editora Salvat anuncia agora a tão comentada expansão de mais 60 títulos.A coleção de Graphic Novels da Marvel fez um barulho gigantesco no mercado nacional.Muitos leitores ficaram divididos,falou-se até em uma rivalidade entre as duas editoras(a Panini e a Salvat atravessavam o caminho uma da outra lançando revistas nas bancas e livrarias,apesar da Panini negar dizendo que as duas são parceiras de vendas).

A coleção começou custando R$9,90.O segundo volume R$19,90 e do terceiro em diante variando de R$29,90 à R$34,90.Para alguns leitores ela foi proveitosa,pois se mostrou uma boa chance de ler materiais antigos fora de catálogo da Panini.Para outros leitores mais estrategistas não fez tanta diferença,já que em alguns casos compensava mais comprar os volumes de luxo da Panini(mais completos e mais bem acabados).

A tal expansão começará com Vingadores Primordiais e seguirá trazendo histórias antigas do período Stan e Kirby nos anos 60 e arcos mais recentes.É preciso,de certa forma,apoiar a iniciativa da Salvat.Quanto mais editoras atuarem nas bancas,livrarias e comic shops,mais concorrência e variedade teremos. Que venham sempre mais opções baratas e acessíveis como essas!

Escolha seus volumes com cuidado(estamos em tempos de falta de dinheiro!),mande a especulação de sites de vendas oportunistas e mercenários para o inferno e boa leitura!

Nota:confira a lista de encadernados na página "The Official Marvel Graphic Novels Collection" na Wikipedia. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

American Flagg!pela Mythos

Por:Hds.



"Que espécie de herói sobreviverá à corrupção do século XXI?"

A frase na capa da primeira edição de American Flagg! publicada na década de 80 pela editora Cedibra pode não ser a tradução fiel,mas evoca o caráter profético da obra de Howard Chaykin perfeitamente.

A editora carioca foi a primeira a trazer o herói para o Brasil em edições mensais de 36 páginas,que duraram apenas quatro números(de outubro de 1987 a janeiro de 1988).Posteriormente foi relançada pela editora Abril(mensal,36 páginas e novamente cancelada!)até o número 6.A Abril,que costuma ser lembrada com carinho pelos leitores mais velhos,fez mais besteiras que a Cedibra,que dentro do mercado de quadrinhos sempre foi de menor importância nas bancas.Os números 1 a 5 saíram na ordem mensal(de dezembro de 1990 a abril de 1991).Mas o sexta edição só saiu 13 MESES depois do 5º número!A editora ainda lançou a revista na linha Graphic Album com 100 páginas e depois disso mais nada.


Agora,depois de "somente" 24 ANINHOS de espera,American Flagg! vai ser finalmente encadernada pela luxuosa editora Mythos.É inacreditável como uma revista tão citada e elogiada ficou tanto tempo sendo escanteada pela grandes como;Abril,Globo,Conrad,Panini e etc.Qual teria sido o motivo para essa negligência grotesca?O autor não liberou os direitos?Proibição por censura?Eu aposto que não teve nada a ver com nada disso.Foi incompetência pura mesmo!

A edição da Mythos trará os primeiros 12 números e conta a aventura de Reuben Flagg;um ranger que sobrevive numa america totalmente decadente e dominada por complexos corporativos.Flagg vai enfrentar personagens pitorescos em ambientes dos mais variados e tentar recuperar a antiga confiança nos valores americanos.Howard Chaykin coloca o personagem em histórias recheadas de política,crítica aos costumes,erotismo e antecipações futurísticas,no mínimo, curiosas.

American Flagg! Edição Definitiva já está à venda a partir deste mês com 392 páginas,formato 17x26cm e preço de R$99,00.

Quem conhece o blog deve saber que normalmente critico a Mythos pelos preços absurdos que ela cobra em seus volumes,mas neste caso o preço de American Flagg! está relativamente compatível com a situação do mercado de hq's nos dias de hoje.Num período como aquele da década de 80 ou mesmo 90(com crise econômica e inflação que faria os dados econômicos atuais parecerem um conto de fadas!)não seria possível lançar uma obra desse calibre.

Mesmo em épocas de elitização dos quadrinhos no brasil(que começou no início dos anos 2000 e hoje se encontra aceita pelo público em geral)a revista está dentro dos padrões que os "leitores ostentação" normalmente suplicam para que as editoras publiquem,é só se lembrar que Demolidor Revelado saiu por R$92,00 e tinha 40 páginas a menos.

Ameriacn Flagg! é uma daquelas histórias que faltavam ser "justiçadas" aqui no brasil.Uma obra tão importante que influenciou Frank Miller entre vários outros autores nos anos 80,quando nem se pensava em trazer temas adultos da forma como foi trazido nela.

A série inteira tem um total de 50 edições e durou de outubro de 1983 a março de 1988,então tomara que essa edição consiga vingar para que os outros volumes prossigam sendo lançados.É até estranho eu ter que dizer isso,mas vamos torcer para que a publicação da Mythos dê certo e seja concluída finalmente.







quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Devir lança mais encadernados de Liga Extraordinária e Saga

Por:Hds.




Mesmo antigamente quando não havia internet e o mundo do entretenimento não contava com toda essa superexposição,eu sempre pensei que o pior problema dos veículos que cobriam quadrinhos no Brasil não podia ser outro,se não a falta de senso crítico.

É comum que profissionais do ramo editorial circulem por diversas editoras.Afinal de contas o mercado é pequeno e se você quer sobreviver nele terá que fazer o máximo de "amizades" que conseguir.

Isso acaba criando as viciosas "panelinhas" dentro das redações.Existem vários sites feitos por ex-redatores das editoras Abril,Globo,Conrad e por aí vai.Muitos dessas pessoas tem amigos dentro das editoras.Sendo assim,na grande maioria das vezes que esse povo vai fazer uma resenha ou notícia de lançamento,acabam fazendo vista grossa para todas as atrocidades que seus "amiguinhos" de redação cometem.

E um desses casos está justamente aqui:a letárgica e dispendiosa editora Devir.

Eu não me canso de dizer que é sempre uma tragédia ver que um título bom vai ser lançado pela Devir.Pois as chances de ele ser totalmente prejudicado são grandes.

A Liga Extraordinária vem sendo lançada pela Devir desde 2003,e de lá pra cá já se foram 12 anos.É preciso dizer que tivesse sido feita no padrão da Panini teria avançado muito mais rápido?


Saga teve seu primeiro volume lançado em novembro de 2014.Isto é,há um ano atrás.Por que tanta demora?E principalmente,por que esse preço abusivo na capa?(R$65,00 por sete histórias de 24 páginas no primeiro volume)

Muita gente ainda deve se lembrar de Grandes Clássicos DC nº9,encadernação lançada em 2006 pela Panini.A revista reunia várias histórias de Alan Moore escritas durante seu período na DC,tinha 304 páginas e custava R$36,90.O encadernado 30 Dias de Noite,de Steve Niles,publicado pela Devir no mesmo ano custou R$35,00.E olhem que ele só tinha 148 páginas(156 páginas à menos!)

A completa ausência de opiniões contrárias às práticas de algumas editoras no Brasil tornam impossível a avaliação das mesmas.Dinheiro é sempre um assunto sagrado para as editoras no país e quem tocar nele corre o risco de perder amizades.

Não se fala em qualidade de impressão,acabamento,páginas escaneadas,traduções imbecis,manobras para dividir em vários números uma edição que deveria ser lançada num só volume,atrasos,lentidão,falta de compromisso na conclusão dos títulos(alguém aí lembra da Conrad?)e o pior de tudo;os preços.Que da década passada pra cá foram elevados à patamares exorbitantes!

A Devir poderia reverter toda sua fama pregressa de barbeiragens,mas isso eu acho difícil de acontecer.Afinal,ela não demonstrou intenção nenhuma de corrigir seus problemas nos quadrinhos que vem lançando até hoje.

Com o surgimento de mais editoras publicando Marvel,DC,Image e Dark Horse,aumentando as opções dos leitores,quem vai escolher comprar pela Devir?

Se você tem algum título nos planos de compra e descobriu que ele sairá pela Devir,só posso lamentar por você,meus pêsames.