quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PIADA PRONTA: GAIL SIMONE NO 1º CROSS-OVER DE CONAN E MULHER MARAVILHA



Por: Hds.
O cross-over dos personagens é inédito nos quadrinhos

Em setembro, a DC Comics em parceria com a Dark Horse vai lançar uma minissérie onde o bárbaro de Robert Ervin Howard e a amazona vão atuar juntos. A série terá seis edições, roteiro assinado por Gail Simone e desenhos de Aaron Lopresti.

Conan foi criado em 1932 (85 anos) e a M. Maravilha em 1941 (76 anos), e por incrível que pareça nunca foram publicados numa mesma história. Na trama, Diana e Conan vão ser escravizados pelo vilão Dellos e abrigados a lutar em arenas.

Aposto que você viu essa imagem e pensou: "vai ter um romance entre os dois?"

É justamente pelo fato desse encontro nunca ter acontecido que é uma verdadeira desgraça ter caído logo nas mãos de Gail Simone.

Simone é conhecida pelas ideias feministas e faz questão de trazê-las para seus quadrinhos. Costuma subir em palcos de convenções mundo afora palestrando sobre "empoderamento" das heroínas nas grandes editoras. Também costuma marcar presença nas redes sociais sempre debatendo sobre o papel das mulheres nas hq's. Esse tipo de leseira pra gente que não gosta de quadrinhos de verdade e só vê nesse meio uma forma viável de fazer militância.

Apesar de ter escrito uma fase da guerreira Red Sonja, isso não gabarita a escritora a  assumir um projeto desse calibre. Simone não tem obra alguma que se destaque, ou seja listada sequer entre os melhores da década passada.

Um encontro como esse poderia render uma história muito boa, mas não pelas mãos de Gail Simone.

Qualquer leitor que tenha experimentado ler sequer um arco de Conan do Dream Team: Roy Thomas, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Alfredo Alcala, Esteban Maroto, Neal Adams, Gil Kane, Dick Giordano, Ernie Chan, Frank Brunner entre tantos talentos excepcionais, deve ter ficado abismado com a qualidade. E não esqueço de Joe Jusko com sua sequência inacreditável de capas para The Savage Sword of Conan. Sendo assim, como não pensar que a maior vítima dessa empreitada vai ser (novamente) o bárbaro?

Conan nesse nível aqui você não verá nem tão cedo...

E agora chegou a vez do personagem sofrer nos dedinhos roliços e engordurados de Gail Simone. A justiceira feminista (e por isso mesmo) totalmente avessa à visão clássica da criação de Howard. Com direito aos comentários favoráveis da turminha de pela-sacos do site Terra Zero, afirmando que Lopresti e Gail são: "duas das pessoas mais preparadas para contar uma história da M. Maravilha e do Conan". É de foder mesmo...

Esse é um daqueles casos em que nem se precisa cogitar o resultado. O máximo que teremos aqui, a despeito de qualquer otimismo caolho, é uma historinha besta, adequada às "correções" criativas broxantes feitas pela roteirista. Nem os desenhos de Aaron Lopresti parecem salvar o que aparenta ser um desastre anunciado, já que são bem leves e não possuem a atmosfera ideal para batalhas e sangue voando.

O que eu posso dizer sobre isso? Bem, eu tenho que ser curto e grosso: Fiquem bem longe dessa pilha de bosta!!!

Gail simone afia sua espada para castrar Conan.

Fontes: Comic Book Resources, Wikipedia e Guia dos quadrinhos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Akira é finalmente relançado pela JBC

Por: Hds.

Akira passou por uma das negociações mais difíceis do mercado nacional.

Há pouco mais de dois anos, no dia 10 de Abril de 2015, Cassius Medauar anunciou como editor e porta-voz da JBC o vigésimo título comemorativo dos vinte anos da editora. Esse título era Akira.O vlog de número 31 destacou os dezenove mangás anunciados até aquele momento e lançou uma bomba no mundo dos leitores que foram pegos de surpresa. Desde a entrada de Cassius como Gerente de Conteúdo os leitores acostumaram-se a receber notícias de lançamento quase que semanalmente através do canal de YouTube Henshin OnLine. Canal esse que, como eu destaquei num post antigo, foi inaugurado bem antes do programa da Panini pela mesma plataforma. Mas tão logo foi apresentado o retorno do mangá, iniciou-se um processo de aprovações que levaria um tempo absurdo para os padrões ocidentais de licenciamento. Submetendo os leitores antigos e novatos curiosos a uma espera desgastante. Pois a expectativa acabou. No episódio nº 119 do canal, Cassius finalmente anunciou a chegada do primeiro volume do mangá.


Serão seis edições especiais em formato 17,8 x 25,6 cm, 350 páginas, capa dura com proteção e preço de R$69,90. O miolo sai em preto e branco com algumas páginas coloridas. O primeiro livro já está à  venda desde junho.


A misteriosa explosão de uma bomba nuclear negra é o marco zero de Akira.


Kaneda é um delinquente membro de uma gangue de motoqueiros. Vive num futuro resultante da 3° Grande Guerra Mundial que iniciou-se após uma explosão nuclear. Durante uma corrida, Tetsuo, um de seus colegas sofre um acidente provocado por uma estranha criança com uma numeração na palma da mão. Logo depois acorda numa base e descobre poderes mentais. Passado na Tokio de 2019, Akira vai mostrar conflitos político-sociais e consequências do abuso humano de poder.

O mangá de Katsuhiro Otomo estreou no Japão em dezembro de 1982 na Young Magazine e acabou em junho de 1990. No Brasil saiu pela  Editora Globo em dezembro 1990 e finalizou em março 1998. Sofreu com uma das descontinuações mais conhecidas do mercado nacional: a edição 33 saiu em 1993 e a 34 só veio às bancas em 1997! Publicada no sentido ocidental de leitura e em cores, teve 38 edições em formato americano. 

Além de diversos produtos, o filme (OVA) lançado em 1988, condensou a história do quadrinho e ajudou-a torná-lo absurdamente conhecido no ocidente. 

Pôster americano do filme de 1988.

Desde o final do mangá pela Globo, os leitores da época se perguntavam o porquê dele nunca ter sido republicado. Mesmo após anos do chamado "Boom dos Mangás" com a Editora Conrad. O motivo, apesar de peculiar, foi bastante claro e taxativo: Otomo não queria liberar os direitos de publicação. 

Somente depois de um longo processo de aprovação e remasterização acompanhadas pelo autor, o mangá ganhou a primeira versão atualizada lançada na França. Para os leitores de mangá, relatos bizarros de negociações com autores e editoras japonesas não são novidade. Mas quem conheceu Akira nos anos 90 com certeza estranhou o imbróglio absurdo que foi a aquisição dos direitos.



A animação ficou conhecida pela qualidade e ambientação perfeitas.

O público interessado esperou pacientemente o anúncio da editora. Alguns reclamaram do autor, chamando-o de cabeça-dura. Alguns tentaram esclarecer os obstáculos impostos para o retorno do quadrinho. E, é claro! Tivemos uma avalanche de comentários, vídeos e posts ironizando as notas de lamento da JBC por todo o "vai-que-não-vai" na aprovação do mangá. Mesmo que a editora não tivesse um centímetro de culpa em relação aos adiamentos. 

Um dos que aproveitaram pra fazer graça (pois se trata de um blog de humor que faz questão de estampar de cara os dizeres: "mas não leve muito à sério".) foi o Mais de Oito Mil

Eu já havia citado o blog em textos antigos do Quadrinhos e Comics. E apesar de discordar atualmente da opinião da Mara (que escreve os textos) que anda inclinando perigosamente pra um feminismo dos mais notórios, eu não posso dizer que fiquei surpreso com o nível de birra mostrado até por quem esperava ansioso. O que dizer então de uma blogueira que se pergunta: "por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?", sendo que o nome "Shonen" pode ser traduzido como "garoto", e por isso mesmo a famosa revista é voltada para meninos fans de Dragon Ball e Naruto.

É, ideologia e razão nunca vão andar de mãos dadas mesmo...





Por sua linguagem universal, pela sugestão à reflexão e pela construção ambiental e narrativa convincentes, Akira merece ser republicada agora e sempre. É um quadrinho que reflete uma época de amadurecimento do meio e pode ser posta tranquilamente ao lado de outras obras importantes como: Watchmen, Sandman e Cavaleiro das Trevas. Um quadrinho dos anos 80, com a qualidade e características típicas daquela década.

O acabamento da edição chamada "especial" pela JBC é muito boa, apesar de sair em preto-e-branco. Isso não chega a incomodar, mesmo que a lembrança na mente dos leitores seja das cores da versão da Globo. Até por que o mangá foi originalmente feito sem cores, como é de costume no Japão. Não significa também que nunca vá ser editada em cores num futuro próximo. O leitor deve julgar se vale a pena adquiri-la neste momento ou exigir uma republicação colorida posteriormente. 

O preço de Akira, aliás, é o fator que mais influencia nessa decisão. Mesmo por que está muito alto para o padrão das hq's japonesas no Brasil. A JBC deveria ter considerado trazê-la num formato similar ao de Vagabond ou Berserk para acobertar um número maior de consumidores. Do jeito que está, os seis volumes (formato mais viável, que torna possível a conclusão da revista mais rápida, mas encarece) nos deixam limitados ao esquema de compras pela Amazon. Bom para o leitor, mas restritivo.

No mais, se você nunca leu Akira deve comprar com toda certeza. É uma história essencial de ficção. Moderna e carregada de uma atmosfera cyberpunk digna dos melhores contos de William Gibson.

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Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipédia.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O que esperar de... Mulher Maravilha

O que esperar de... Mulher Maravilha

Por: Hds.

Essa é a primeira produção de peso da heroína mais famosa dos quadrinhos.

Falta muito pouco para a estréia de Mulher Maravilha nos cinemas. Desde a liberação de materiais promocionais do filme, tivemos uma campanha até que modesta. Sem o tradicional derrame de Spoilers típico de filmes da Marvel. 

Wonder Woman (título original) tem estreia marcada para 1 de junho de 2017 no Brasil. Com direção de Patty Jenkins, o elenco principal traz Gal Gadot (Mulher Maravilha). Chris Pine (Steve Trevor), Connie Nielsen (Hipólita), David Thewlis (Ares), Lucy Davis (Etta Candy), Elena Anaya (Doutora Veneno) e Danny Huston (General Ludendorff).

O terceiro trailer, que precede a data oficial de estréia, já saiu faz um bom tempo e é nele que vou me basear para expor minhas opiniões. Sem enrolação, vamos dar uma boa olhada:




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No início do vídeo vemos Diana subindo uma escada que deve estar posicionada numa trincheira. Notei de cara que a bota da personagem tem um tipo de salto alto. Algo estranho para uma amazona acostumada com trajes de batalha. Por se tratar de uma calçado, digamos, "pouco prático".

O enquadramento destaca o escudo que, confesso, não consigo identificar nenhum tipo de simbologia nos ornamentos. A figura se assemelha a um sol, mas não reconheci nada ali que lembrasse mitologia grega. Seria algo relacionado ao deus Apolo? Isso explicaria as inscrições que se acendem como fogo dos trailers antigos.

Enquanto Hipólita passa conselhos à Diana ainda pequena, em época presente ela corre por campo e cidade enfrentando soldados e rebatendo tiros com seus braceletes. Quando rajadas de metralhadora são direcionadas a ela, finalmente faz uso do escudo.

A próxima sequência mostra, em plano aberto, Diana em pé num rochedo vendo a queda de um avião no mar. Como mostrado em outros vídeos, ela mergulha e salva a vida de Steve Trevor levando-o até uma caverna.

Trevor é trazido a um templo que nem de longe lembra a arquitetura típica grega. Ele está imobilizado pelo laço de uma das amazonas. Laço este que ficou graficamente bem representado. Trevor relata o que seria o início da primeira grande guerra mundial e pede auxílio para enfrentar certos agentes infiltrados no conflito.

Aqui vale destacar que muita gente criticou a reação da heroína ao ver um homem pela primeira vez. Sendo que Diana não se mostra acuada ou agressiva. Mas não faria sentido nada disso. Na história original, dentro da cultura das amazonas existem diversas representações em pinturas e esculturas da figura masculina. Sendo assim, a mesma figura não é de total desconhecimento das habitantes da ilha.

Steve Trevor é encontrado pela Princesa Diana.

Em seguida aparece um dos anunciados vilões do filme: A Doutora Veneno. A vilã usa uma máscara igual às usadas por soldados que sofreram algum tipo de deformação em combate durante a primeira guerra mundial. Ela atua ao lado do General Ludendorff atacando com bombas de gás.

Até a aparição da Doutora Veneno nos trailers eu nunca tinha ouvido falar da vilã.


Após receber aviso de Hipólita de que, caso deixasse a ilha jamais poderia retornar, Diana parte contra a vontade da mãe levando suas armas sem permissão. Detalhe: uma das armas, a espada, também tem inscrições. Mas nenhuma delas em alfabeto grego.

Agora temos o trecho feito pra mostrar que a DC "aprendeu" algo com a Marvel e incluiu cenas de alívio cômico no filme. Ao viajar ao mundo dos homens, Trevor e a amazona (partindo juntos da ilha, ou será que não?) vão à Inglaterra. Lá Diana vive momentos de "adaptação aos costumes" que geram as tais cenas engraçadas. Numa delas acaba conhecendo a personagem Etta Candy interpretada por Lucy Davis. Candy era um tipo de sidekick gordinha e desajeitada da mulher maravilha nos anos 40.

David Thewlis (o professor Remus Lupin de Harry Potter) é mostrado como um homem comum. O estranho é que foi confirmado em vários textos na mídia que ele faria o papel de Ares - O Deus da Guerra e da Violência. Então só posso supor que, se a transformação ocorrer, será da metade para o fim do filme. Dando o gancho para o antagonista do próximo filme.


Nos quadrinhos, Etta Candy era uma típica Sidekick incômoda e dispensável.


Intercaladas entre cenas de humor, temos várias sequências de ação. Lutas em ambientes internos da Mulher Maravilha. Um verdadeiro confronto armado no desembarque de tropas na costa da ilha das amazona e até combates aéreos. Mas o que realmente chama a atenção é o corte onde a princesa apara uma rajada de energia impressionante. Isso nos dá a clara ideia de que a real ameaça que Diana vai enfrentar está no patamar dos deuses. Talvez não se confirme, mas o mais óbvio é que se trate de Ares.

Na cena de batalha da praia dos trailers anteriores existe uma cena que me pareceu engraçada. Um soldado atira com um rifle e a bala segue entre a M. Maravilha e Steve Trevor, sem ter a menor chance de atingi-los! Enquanto isso, uma das amazonas que havia atirado uma flecha com corda vem se aproximando atrás dos dois. Possivelmente ela vai acabar sendo atingida para efeito dramático no filme. Mas o que vale a pena destacar aqui é: se o soldado pretendia acertar alguém por que diabo atirou entre os dois alvos? Das duas uma: ou o cara é uma besta quadrada ou é o melhor atirador daquele exército. Pois ele conseguiu antecipar que na trajetória da bala estaria uma das amazonas.


Várias cenas de ação e diálogos impactantes um atrás do outro e podemos ver o poder dos braceletes numa explosão. Outra imagem tão impressionante quanto esta é aquela em que Diana começa a planar, deixando evidente que naquele momento ela domina seus poderes de voo. E ainda neste ritmo veloz a personagem duela com o General (vivido pelo canastrão do Danny Huston) antes do trailer encerrar-se.

Elenco do filme incluindo a diretora.

Cabe neste momento falar um pouco sobre a escolha dos atores do filme.

Uma coisa bem óbvia, mas que precisa ser dita sobre Gal Gadot, é que ela definitivamente não tem o perfil ideal para a Mulher Maravilha. Mas é igualmente óbvio notar que quase nenhuma mulher o tem! O principal problema dos heróis da DC é que eles são ilustrados como deuses olímpicos. E no caso da princesa deThemyscera temos uma guerreira em perfeita forma física. Extremamente bonita, mas sem necessariamente apelar para sensualidade. De aparência ameaçadora. Mas com uma feição que inspira seriedade, sensatez e honra. Onde cargas d'água você encontra uma atriz que reúna tudo isso?

Também não considero a interpretação de Gadot nada que se possa dizer brilhante. Mas em algumas cenas ela consegue sobressair. A cinebiografia dela ainda é curta e não contava com papeis de peso até então. A exemplo de alguns tipos de Hollywood, a atriz israelense talvez evolua daqui pra frente.

Chris Pine  tem uma carreira relativamente longa. Atou em vários filmes menores e participou da série CSI Miami, mas ficou conhecido pelo papel do Capitão Kirk na nova saga de Star Trek. Não gostei do trabalho de Pine em Star Trek que tornou o personagem do capitão engraçadinho e prepotente demais. Mas a atuação como Steve Trevor parece bem concreta e moderada.

Atriz com uma carreira interessante e com filmes ótimos no currículo. Connie Nielsen tem um nível de atuação excelente e posso listar pelo menos dois filmes bons dos quais participou: Advogado do Diabo (ao lado de Al Pacino) e Gladiador (de Ridley Scott).

Ator experiente com uma verdadeira lista de participações em grandes produções. David Thewlis esteve em títulos como: Sete Anos no Tibet, A ilha do Doutor Moreau e na recente adaptação do livro O menino do Pijama Listrado. Mas foi o seu Professor Lupin da série Harry Potter que o tornou famoso no mundo inteiro para toda uma nova geração de espectadores.

Sobre os demais convocados para a produção podemos dizer que se encaixam bem em cada personagem. Resta avaliar o desempenho de cada separadamente. Tanto do elenco principal como dos papeis de Elena Anaya, Lucy Davis entre outros. Fica uma nota de desagrado pelo convite de Danny Huston para o General Ludendorff. Sua performance geralmente afetada, com certeza, corre o risco de transformar o militar numa caricatura. Se quiser tirar uma prova dê uma conferida no seu desempenho como o chefe dos vampiros no filme 30 Dias de Noite.




No que foi apresentado até agora as primeiras impressões que tenho de Mulher Maravilha é que o filme segue, naturalmente, a linha de mega-produções de quadrinhos. Sem nenhuma alteração na fórmula de marketing e apresentação até então. Os trailers seguem à risca a estética de videoclipe em câmera lenta de todos os filmes de orçamento similar. Desde a montagem do trailer passando pela escolha da trilha, M. Maravilha reza sobre os dez mandamentos dos Blockbusters de super-heróis que já vemos há muito tempo.

Se a estética vai vingar. Se os efeitos vão convencer. Se os atores escolhidos vão fazer jus aos nomes encarnados, isso, só saberemos depois de assistir o filme. Sabemos que ele faz parte do recente "universo compartilhado" da DC nos cinemas. Por isso mesmo fica a questão sobre os Easter Eggs que serão mostrados (ou não) na produção. Se eles serão gratuitos e aborrecerão pelo fan service, ou se trarão algo que complemente a trama.

As expectativas que tenho para Mulher Maravilha são boas. Acredito que desta vez a DC vai acertar em cheio na origem e desenvolvimento de um de seus heróis mais emblemáticos no cinema.

Fontes: Warner Bros Pictures Brasil e Wikipédia.

domingo, 23 de abril de 2017

A marvel não deve acobertar Ardian Syaf ou qualquer outro intolerante


Por: Hds.

Syaf encontrou na Marvel o terreno propício para cultivar o ódio.

O desenhista Ardian Syaf foi denunciado por leitores ao incluir mensagens antijudeus e anticristãs em páginas de um quadrinho da editora. O artista as escondeu na edição número um da revista X-men-Gold que saiu no início de abril.

Abaixo estão os detalhes em códigos:




- Referência: A personagem que aparece de costas no quadro é Kitty Pride, que é judia. E como pode ser visto, Syaf colocou a palavra "Jewelry" do lado esquerdo da cabeça dela. A pronúncia da palavra em inglês lembra "Jewry", termo pejorativo para designar judeus, ou bairros judeus.

2° - Referência: O número "212", que representa a data dos protestos em Jacarta (capital) contra o governo de Basuki Tjahaja Purnama, organizado pela maioria muçulmana no país. Basuki é cristão e foi acusado de blasfêmia pelo uso de trechos do Corão em campanhas políticas. Os número "2" e "12" são, respectivamente, o dia e o mês do ano passado quando os protestos aconteceram.




3° - Referência: É mostrada na camiseta de Colossus. Onde o "Q" significa Corão (Qu'ran) e o "S" Surah. O número 5:51 aparece no quadro de Kitty também e remetem ao capítulo 5, versículo 51 do mesmo livro. O artista tentou se explicar dizendo que eles estão lá porque ele havia participado da segunda manifestação no dia 21 de fevereiro (2017).

Através de uma mensagem no Facebook vários leitores (incluindo os da Indonésia) expuseram Syaf como um preconceituoso que esconde críticas ao judaísmo e cristianismo nos trabalhos que faz.


Ardian ainda postou as páginas de X-men Gold na sua página do FaceBook. 

A Marvel declarou que a "visão de Syaf sobre os temas inseridos, sem consentimento da redação, não reflete a política de inclusão vigente na editora. E nem a opinião de seus editores, escritores e artistas" e prometeu punir o desenhista. Ou seja: todo aquele papo burocrático típico de empresas que não querem ter o filme queimado. A editora ainda garante que as imagens serão removidas nas tiragens posteriores.


A escritora G. Willow Wilson aproveitou para chamar a atenção e afirmou que repudia a atitude de A. Syaf. Logo ela que não tem nenhuma moral para falar de intolerância. Já que há muito tempo trocou a liberdade da cultura Americana para se converter ao Islamismo, a religião que mais maltrata e executa mulheres no mundo. 


A verdade é que os quadrinhos já estão sendo usados para passar ideias intolerantes faz muito tempo. É só procurar no lugar certo...


É claro que assuntos religiosos aparecem nos quadrinhos desde a criação dos mesmos. Em inúmeras revistas podemos ver citações, passagens e histórias em que a própria religião aparece como tema principal. Um bom exemplo do uso de texto religioso é a espetacular série Kingdom Come, de Mark Waid e Alex Ross (leia!). Nela os versículos da Bíblia fazem um paralelo com a trama dos heróis de maneira angustiante e épica. 

Mas o problema no caso de Ardian Syaf, é que ele faz um uso vingativo e irracional da sua crença religiosa. Simplesmente motivado por ódio. 

Desde que a Marvel adotou a máxima de "quadrinhos inclusivos" abriu espaço para todos os tipos de discursos. Infelizmente alguns criadores tiram proveito desse suporte para transmitir ideias nocivas. Quem se lembre da personagem ""? O escritor Grant Morrison criou uma personagem islâmica e a incluiu no nos X-men pouco tempo depois dos Ataques às Torres Gêmeas. Uma provocação típica da falta de noção de autores "engajados" em debates políticos-sociais. 

A hipocrisia de Syaf está no fato de pertencer a uma religião que combate violentamente a cultura ocidental, e ganhar dinheiro trabalhando nela, para gerar o mesmo produto da cultura que sua religião condena! Faz uso do meio pelo qual se sustenta para atacar os judeus americanos. Historicamente aqueles que participaram de forma brilhante da criação da indústria de Comics. Afinal, o que seria dela sem judeus como Will Eisner, Jack Kirby ou Harvey Kurtzman?


A Marvel. apesar de se esquivar de qualquer acusação de preconceito com firmeza, tem uma boa parcela de culpa no atual panorama viciado de discussões político-sociais ou religiosas nos quadrinhos. Pois é certo que sua cruzada arrogante e intimidação através do politicamente-correto, forneceu condições para que intolerantes como Syaf se instalassem.

Fontes: UniversoHQ e Wikipédia.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Panini apresenta o DC Renascimento e destrói o pior dos tabus do mercado brasileiro


Por: Hds.

Lá fora a DC vem acertando e a Panini repete a façanha no Brasil.

A Editora Panini detalhou, ainda no início de março, como será o DC Rebirth em bancas nacionais. O primeiro título mostrado foi DC Renascimento, formato americano e 112 páginas.

As edições da DC começarão todas do número um e chegarão às bancas agora em abril. Os detalhes são: formato 17x26cm, 48 páginas, papel LWC e preço ainda indefinido (especula-se de R$7,20 a R$9,90). A princípio chegarão às bancas sete revistas da nova linha. São elas:

Action Comics - É isso mesmo! Pela primeira vez na história do mercado nacional uma editora vai lançar um título do homem-de-aço como o nome original. Os roteiros serão do veterano Dan Jurgens e os desenhos de Patrick Zircher, Tyler Kirkhan e Stephen Segovia. As histórias são de aventuras típicas do Superman.

Superman - O Super-Homem pré-52 retorna de uma linha temporal para o UniversoDC e precisa adaptar-se  ao novo mundo, com heróis que não conhece e tendo que cuidar de sua esposa e filho. Roteiros de Peter Tomasi e desenhos de Patrick Gleason.

Batman - A fase do escritor Tom King vem sendo elogiada nos EUA e aqui no Brasil (pra quem já leu através de "meios não oficiais"), mas pessoalmente, não gostei da abordagem depressiva e suicida desse Batman. Pra mim o escritor anda forçando a barra demais e transformando um personagem de respeito numa figura melancólica e incoerente. Fica à critério de quem quiser comprar. A arte é do competente David Finch.

Detective Comics - Trata-se também do famoso título americano chegando ao país. Além do Robin Vermelho, o morcego agora vai contar com a ajuda de várias figuras de Gotham para combater uma onda de crimes. Entre eles estão a Salteadora, a Batwoman, Cara-de-Barro e Cassandra Cain. Textos de James Tynion IV  e traço do ótimo desenhista brasileiro Eddy Barrows.

Liga da Justiça - Bryan Hitch no roteiro e desenho de Tony Daniel. O que sei desta sequência é que Bryan Hitch começou bem, sendo elogiado. Mas a qualidade dos textos cai bastante com o avanço da série. De qualquer modo é um título que tem potencial para melhorar com o novo rumo editorial da DC.

Lanterna Verde - Essa é a única que vai ter mais páginas, são 88 no total e reúnem as mensais de Green Lanterns e Green Lanterns Corp.

Mulher Maravilha - Como muita gente deve saber, à cerca de 30 anos a amazona não estrelava uma revista própria no Brasil. No roteiro temos Greg rucka, escritor talentoso, mas alinhado à tendência de abordar assuntos políticos-sociais nos heróis que escreveu. Isso já lhe rendeu brigas com diversos artistas (incluindo Frank Cho).

A DC nunca esteve em tão boa forma em bancas brasileiras!

Mas eu deixei o melhor da notícia para o final: cada uma destas edições apresentarão histórias SOMENTE de seus respectivos personagens! É isso mesmo! A Panini fez o que nem a Editora Abril fez em quase vinte anos de posse dos direitos dos heróis da Warner: acabou com o maldito formato Mix!

É claro que o formato de compilações de histórias variadas já existia décadas antes da Abril sequer sonhar em pôr as mãos na DC. Mas foi nela que o detestável padrão "Mix" ganhou berço para se desenvolver e se tornar o elefante branco que conhecemos. Esse não é só o pior, mas é também o mais antigo Tabu do mercado nacional de quadrinhos.

Sei que é cedo para comemorar, mas a Panini deu um passo importante. Afinal, até mesmo as séries que não tiverem revistas próprias sairão em encadernados. E não naqueles volumes toscos de 148 páginas e papel jornal.

Há essa hora deve ter um monte de leitores querendo bancar os "do contra" afirmando que: "o formato Mix foi extremamente importante para o mercado e ajudou a trazer materiais que nunca teriam chance em terras brasileiras" O cacete que foi! Não é nada mais do que um estorvo desgraçado! Sempre foi contra o princípio mais básico de escolha do consumidor! Ele não foi, como não é hoje, uma medida necessária das editoras. É a muleta mais usada por incompetentes para empurrar lixo goela abaixo dos leitores!

E se ainda houver algum masoquista querendo argumentar a favor do formato Mix exclamando: essa foi a maneira que tornou viável a publicação de super-heróis nesse mercado. Eu tenho uma verdade bem grande pra esfregar na cara desses dementes: o que sempre tornou viável a publicação de super-heróis no país foi a paixão incondicional dos leitores pelos quadrinhos suas antas!

A iniciativa da Panini merece elogios. Mais do que isso! Merece que você, que sempre quis ver esse dia chegar vá até as bancas e escolha pelo menos um título da DC para apoiar a editora. Eu já estou de olho nos meus.

 Parabéns à Panini! Não dá pra saber se esse padrão vai vingar. Mas, partindo deste ponto, teremos um futuro promissor para o UniversoDC (e quem sabe a Marvel?) daqui em diante. E se tudo se confirmar, só tenho uma coisa a dizer: adeus formato Mix! Um abraço e até nunca mais!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A editora Mythos volta a ameaçar o bolso dos leitores com o retorno de Zenith de Grant Morrison


Por: Hds.

Zenith é de uma fase "Alan Mooriana" de Morrison.

Zenith surgiu na edição nº 535 da revista britânica 2000 AD. Idealizado pelo roteirista e ocultista fake nas horas vagas Grant Morrison. 

Robert N. C. Macdowell  é um cantor e guitarrista pop hedonista que representa o único exemplar de super-humano restante na Inglaterra. Quando um grupo de místicos resolve trazer de volta entidades de outra dimensão para dominar a terra, Zenith é coagido por velhos heróis aposentados para combater a ameaça. 

Um médico geneticista que havia trabalhado no projeto para criação da primeira geração de super-seres nos anos 60 e um Yuppie multi-milionário planejam atacar Londres, e somente o nosso herói inspirado na personalidade narcisista do autor poderá nos salvar.

A capa da edição em que Zenith estreou na 2000 AD.

A Mythos, a editora preferida dos acionistas da bolsa de Nova York, vai finalmente trazer de volta o personagem ao Brasil. Zenith - volume 1 terá 208 páginas, formato 18,7x25,9cm e capa dura pela "multa/punição" de R$74,90.

O quadrinho foi publicado pela primeira vez pela extinta (ainda bem!) editora Pandora Books em Janeiro de 2000. Já faz um "tempinho" não é mesmo? Pois é. É do mercado nacional que estamos falando (Cof! Cof! DEZESSETE ANOS!).

Naquele época a Pandora achou interessante pôr um artista nacional pra refazer as capas. O resultado? Uma bosta!

Influenciada pela Editora Abril, no período dos anos 90 em que ela ariscou lançar sua linha Vertigo (tempos terríveis!), a Pandora trouxe a "fase um" da hq britânica em preto-e-branco, formato americano e 52 páginas. Engraçado notar que a revista foi editada como minissérie. Dividir um arco de histórias que não rendiam nem 100 páginas em duas edições era típico das trambicagens das editoras naqueles anos.

Falar dos preços de ingresso de show que a Mythos cobra está se tornando cada vez mais insustentável nos dias atuais. A Panini (e não a Mythos ou a Devir) estabeleceu sua linha de "encadernados para um público seleto" (entenda-se: otários que perderam a noção de valor do próprio orçamento) com preços ultrapassando os R$125,00.

Falando assim, R$74,90 no estado de Nirvana em que a dita "cultura nerd" se encontra hoje no Brasil não passam de meros trocados, perto da disposição hipnótica com a qual os chamados Geeks esvaziam suas carteiras com produtos cujo preço só avançam nos dígitos. Ao passo que tentam escapar da extorsão virando zumbis de mega-promoções em livrarias como a Amazon.

A Mythos esteve presente desde sempre, colocando seu tijolinho para construir o presente panorama dantesco em que o mercado de hq's se observa: elitizado ao extremo e deslocado da péssima realidade que atravessamos.

Fontes: UiversoHQ, Wikipédia e Guia dos Quadrinhos.



Império Secreto é mais uma saga furada da Marvel


Por: Hds.

Se você parar de comprar sagas em linha de montagem, com certeza, sagas em linha de montagem deixarão de existir.

Império Secreto
(Secret Empire) é o próximo evento da Marvel que promete envolver todo o universo da editora. Gerando todo aquele desconforto e sub-plots inúteis com os quais já estamos acostumados.

A saga é toda amparada na sequência de Capitain America - Steve Rogers. na qual o herói revela que "sempre fez parte da Hydra". Na trama, o Caveira Vermelha criou artificialmente  uma menina com poderes do Cubo Cósmico, visando manipular a mente de Steve Rogers. Eu sei, é um enredozinho bem besta.



Desde aquele arco, o Capitão atua como comandante da Hydra. A série principal será publicada em nove partes e mais diversas edições avulsas. Tendo começado em abril com Secret Empire #0.

O tal "Império Secreto" surgiu numa aventura feita pela famosa dupla Jack Kirby e Stan Lee em Tales to Astonish # 81, de julho de 1966, e funcionava como um dos "tentáculos" da Hydra.

Ou seja, O escritor Nick Spencer (o mesmo do título do Capitão), não está fazendo nada mais do que fuçar o baú de histórias antigas da Marvel em busca de um "fio de novelo" para puxar. Não chega a ser algo sem-noção como A saga do Clone dos anos 90. Mas parte de uma premissa imbecil e marqueteira. É uma pena que artistas do calibre de Steve Mcniven e Andrea Sorrentino emprestem seus talentos para um plot de saga tão babaca...

Preview e primeira edição da "polêmica" saga.

Os primeiros capítulos já saíram e detalham a ascensão de Rogers como diretor da Shield, tornando-se cada vez mais autoritário e condizente com os ditames da Hydra. O que fez com que alguns sites no Brasil se apressassem em estampar o rótulo de "Capitão Fascista" no personagem, exatamente como os papagaios do site Omelete fizeram. O Capitão América nunca foi nazista, fascista ou qualquer besteira desse tipo. A Marvel e o dublê de roteirista Nick Spencer (através de uma historinha fajuta de "implante de memórias") é que fizeram isso.

A subida ao poder do Capitão implica eventos mostrados na conclusão de Civil War 2. Logo na primeira edição vemos Steve promovendo uma caçada aos super-heróis.

Como de costume, as mudanças em sagas da editora são abruptas demais para ser consideradas verossímeis, mesmo nos quadrinhos. Em pouquíssimo tempo os EUA são rendidos pela Hydra sob comando do Capitão e se torna um estado totalitário.

O editor Axel Alonso declarou que Secret Empire evoca um estilo mais antigo de sagas da Marvel. Como a série ainda está em publicação, aposto que esse papo de "Old School" saiu da boca do Editor-Chefe por causa dos meses de queda nas vendas que a casa das ideias fracas vem amargando desde o ano passado. Será que a Marvel vai mesmo tentar colar essa de: "isto é pros fãs antigos"?

Alonso emenda falando que vê na trama a oportunidade de reunir o Universo Marvel, que andou bastante fragmentado de uns anos pra cá. Tipo: fragmentado pelas merdas que a própria Marvel andou fazendo?

Lição de ouro para leitores da Marvel: se uma história parte de uma premissa idiota, dificilmente vai acabar bem!

Quem frequenta o blog há muito tempo deve saber que não morro de amores por mega-sagas. Guerras Secretas 2015 foi inundada num maremoto de hype, e se mostrou uma pasmaceira belamente ilustrada por Esad Ribic. X-men vs Inumanos só existe para repetir a vigarice de Vingadores vs X-men. A Marvel vai tentar diminuir os prejuízos vendendo Secret Empire como um ponto de retorno ao universo coeso de épocas anteriores. Mas como é que alguém vai cair nessa? Você acredita que Marvel Generations vai endireitar essa zona toda?

Os leitores mais entusiasmados da Marvel conseguem perceber que a linha editorial dela continua seguindo uma trilha torta? Ou será que os fãs da editora são tão cegos que não notaram que a Marvel só vem reciclando a ideia de "heróis contra heróis" desde Guerra Civil de 2006?

Ao invés de seguir o velho roteiro de todo leitor de quadrinhos: babar em cima de um teaser ou imagem enigmática - conhecer o plot e desconfiar que se trata de um lixo - ler o anúncio oficial da história e confirmar que é mesmo um lixo! - e mesmo que tenha sido malhada lá fora, comprar uma edição quando chegar pela Panini "só pre ver se presta" - depois voltar ao início do ciclo quando a editora apresentar outra saga igualmente podre.

O melhor mesmo é começar a ter amor ao seu dinheiro.

Fontes: UniversoHq, Universo 616 e Wikipédia.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O novo Motoqueiro da Marvel é (previsivelmente) cancelado. E já vai tarde!


Por: Hds.

Pode ficar com raivinha e soltar fogo até pela bunda. Mas esse "Motorista Fantasma" vai direto pra lata do lixo!

Depois de somente cinco edições o novo Motoqueiro Fantasma recebeu um "sinal vermelho" da Marvel.

A série escrita por Felipe Smith e desenhada pelo terrível Tradd Moore está inclusa no pacote de títulos que irão pro saco a partir deste mês. O fator determinante para o fracasso foi a venda inexpressiva. Isso provocou a quebra nas solicitações dos lojistas e comic shops americanas. Além do Motoqueiro, mais oito revistas estariam na mira da tesoura das distribuidoras. Entre eles: Dead Pool & The Mercs for Money, Thunderbolts, Black Panther: The World of Wakanda, Silver Surfer e Great Lake Avengers. Sendo que destes apenas um escaparia: Thunderbolts, que retorna após a saga Império Secreto.

Não precisa nem ser um leitor velho da Marvel pra saber que esta versão do personagem saiu uma bela cagada! O protagonista. A origem. O visual (que conta muito, sim senhor!) e os desenhos "moderninhos" de Moore já davam uma pista do lixo que viria pela frente. Quanto aos roteiros de Smith não posso afirmar nada, porque não li o quadrinho. Mas na maioria das vezes em que uma revista é cancelada antes das dez primeiras edições é porque o negócio tá podre mesmo...

Você acreditou que esse Motoqueiro (que mais parece uma mistura do Cristiano Ronaldo com a Vampira dos X-men) daria certo?

As mudanças imbecis e infames feitas pela Marvel nos seus super-heróis estão cobrando um preço cada vez maior. Leitores mostrando o dedo do meio para a editora. Baixas vendas. A estratégia desesperada de relançar títulos o tempo todo a partir do número um, numa clara manobra para atrair novatos. A "casa das ideias manjadas" só vem metendo os pés pelas mãos.

O Motoqueiro Fantasma está furioso com a Marvel!

Não seria ótimo se um herói como o Espírito da Vingança recebesse a mesma atenção que fez com que o Homem-de-Ferro saísse da terceira linha de figuras da editora? Ele merece ter sua própria curva ascendente nas mãos de uma equipe competente. Há um bom tempo (entenda-se: fase do Garth Ennis...) o cara-de-caveira não tem um tratamento digno. Está na hora de chutar esse Motoqueiro Clubber merdinha com máscara de Daft Punk e trazer o terror de volta. De preferência ao som de muito Rock 'n Roll pesado!