domingo, 19 de novembro de 2017

HOKUTO NO KEN VAI SAIR PELA JBC! OMAE WA MOU SHINDEIRU!!!

Por: Hds.

"Você já está morto..."

Desde março deste ano  haviam rumores de que a editora traria o Mangá de Yoshiyuki Okamura e Tetsuo Hara, mas agora é pra valer. O anúncio foi feito no facebook da JBC e no evento Henshin+ no dia 12 de novembro. 

Hokuto no Ken (Fist of The North Star nos EUA) foi publicado de 1983 a 1988 na Weekly Shonen Jump da Shueisha. Durou ao todo 27 volumes e é considerada a série precursora do estilo shonen como conhecemos hoje.

Capa do volume n°1 original.

Kenshiro é um lutador que desde criança foi treinado junto com vários adversários a fim de se tornar o herdeiro do "estilo marcial perfeito" conhecido como Hokuto Shinken. O herói viaja pelo mundo destruído pós-guerra nuclear enfrentando criminosos em desertos e cidades quase abandonadas. Entre os principais inimigos de Kenshiro estão seus próprios colegas e discípulos de treinamento adotados pelo Mestre Kenryu, que usaram seus poderes para escravizar e saquear os sobreviventes do holocausto. O autor admite ter se inspirado em Mad Max (filme de ficção de 1979 do diretor George Miller com Mel Gibson como protagonista) que influenciou zilhões de produções e na figura de Bruce Lee.

Esta imagem das páginas do mangá mostram que Bruce Lee não foi a única referência.

O mangá rendeu inúmeros produtos, dos quais os mais famosos são a série anime apresentada pela Fuji Tv de 1984 a 1988 (teve o total de 152 episódios). E também a extensa lista de jogos de video game que começou no Famicon e atravessou variadas plataformas até a recente versão para PS4 que deve chegar em 2018.



O escritor Yoshiyuki Okamoto se tornou uma lenda entre os leitores japoneses pelo fato do quadrinho ser o pioneiro no estilo shonen com as características que tem atualmente. Não foi, é claro, o primeiro de ação e lutas. Mas fundamentou o que viria a ser o estilo predominante em TODOS os mangás posteriores! DragonBall, Saint SeiyaYu Yu Hakusho, One Piece, Berserk, NarutoBleach e os demais shonen famosos seguiram a tônica de Hokuto no Ken à risca. Por tanto agradeça a Okamoto em suas orações Otaku por isso! Afinal, foi o pai de Kenshiro que iniciou toda essa febre! O termo shonen deu nome ao estilo, mas foi só com Hokuto no Ken que ganhou essa "identidade" percebemos hoje.

Okamoto e Hara

O autor é creditado muitas vezes como "Sho Fumimura" e "Buronson". O Buronson não é nada mais que uma corruptela do sobrenome do ator de filmes policiais/western Charles Bronson. Ele teria ganho o apelido por alguém achá-lo parecido com o ator quando jovem por causa do bigode que usa. Uma curiosidade é que Okamoto chegou a trabalhar com Kentaro Miura, o mangaká celebridade criador de Berserker.

Tetsuo Hara, inclusive, tem um estilo bem detalhado. Típico do traço de mangás de ação como os de Miura. O desenhista fez alguns one-shots e prequels baseados em Hokuto no Ken após o final da série.

Kenshiro e seus maiores rivais.

Da época em que a editora Conrad, a JBC e depois a Panini entraram no mercado disputando títulos até agora, vários mangás que os fans apenas sonhavam em ter foram lançados. Fist of The North Star é um deles. Um divisor de águas que faltava na história dos quadrinhos japoneses no Brasil.

A história não é sofisticada. Tem falhas lógicas e até mesmo soluções fáceis que, por vezes tornam as histórias previsíveis e caricatas. Mas são repletas de qualidades que simplesmente desapareceram dos quadrinhos atuais!

Kenshiro impressiona justamente por não ser como os protagonistas tipicamente chorões e complexados que vemos no presente. Ele é carrancudo, fala pouco, tem um senso de justiça incorruptível e estraçalha sem piedade qualquer infeliz que ouse cometer crimes na sua frente, fazendo uso da técnica de pressão dos pontos vitais. Isso tudo no melhor estilo "exército de um homem só" tão comum nos filmes de ação dos anos 80. É por esse motivo que o personagem é FODA PRA CARALHO!!!

A JBC não deu nenhum detalhe da publicação, mas deve liberar algo em breve assim que as negociações de papel, capa e outras frescuras forem aprovadas no Japão. Isso me deixa com uma dúvida tão mortal quanto o Hokuto Hyakuretsu Ken: Qual vai ser o formato do mangá? Vão ser as 27 (alguns dizem ser 28) edições? Ou a JBC vai fazer como a Shogakukan fez e lançar em 14 volumes do formato "Big"? Apesar de encarecer, seria espetacular ver uma coleção menor e mais bonita de Hokuto no Ken. Nem preciso dizer que essa notícia é de lavar a alma de tão boa!!! O ano de 2017 está sendo fantástico e promete fechar com chave de Platina!

Aguardem mais notícias e fiquem com a saudosa abertura do anime. Um dos melhores temas de animes todos os tempos:



Fontes: Wikipedia, JBC Facebook e JBC site oficial.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

JACO - O PATRULHEIRO GALÁTICO PELA PANINI

Por: Hds.

Jaco ainda é pouco conhecido pelos fans de Toriyama no Brasil.

A Panini lançou neste mês de outubro o aguardado mangá Ginga Patrol Jako de Akira Toriyama. Desde junho a editora havia anunciado a hq que conta a história de Jaco, um alienígena da Patrulha Galática que veio à terra pra evitar um ataque. Após sofrer uma colisão conhece Omori, um velho cientista que secretamente trabalha numa máquina do tempo pra salvar sua esposa e amigo. Apesar de ser contra a lei galática interferir no tempo, Jaco ajuda o cientista até que sua nave seja consertada. A trama se passa dentro do mesmo mundo de Dragonball.

O mangá começou a ser publicado em outubro de 2013 na Weekly Shonen Jump e durou 11 capítulos. Dos quais um é dedicado aos pais de Goku do já mundialmente conhecido Dragonball. São 248 páginas, formato 13,7x20cm, papel jornal e preço de R$13,90 com um só volume.

Essa nave do patrulheiro lembra a Epoch do sucesso de Super Nintendo: Chrono Trigger.

Desde o fim de Dragonball, Toriyama produziu diversas séries curtas. Mas quando questionado se voltaria a fazer outro mangá de longa duração, o japa sempre respondeu que "não tinha a menor intensão". Alegando que não queria ficar preso ao trabalho duro novamente.

O design do artista continua muito característico. É impossível bater o olho numa ilustração dele e não reconhecer automaticamente. E com Jaco não é diferente, embora o traço tenha ficado mais "limpo" e "plástico", a meu ver, com as cores digitalizadas.

A estréia do herói na capa (sempre poluída) da Shonen Jump de aniversário de 45 anos.

A Panini já encerrou a saga de Goku e trouxe de volta Dr. Slamp. Mas também poderia republicar todos os mangás que a Conrad havia lançado. Como: Marusaku, Cowa!, Nekomajin, Sandland entre tantos outros que ainda não saíram no Brasil. Alguns destes também estão situados no mesmo universo de Dragonball. 

Apesar da vagarosidade da editora em trazer mais trabalhos do autor recluso para as bancas nacionais, o patrulheiro azul tem tudo pra se tornar mais popular daqui pra frente. Até por que não foram poucas as participações dele em outras séries, jogos de videogame e até no novo anime Dragonball Super. Como já aconteceu com Arale , a menina robô criada por Akira. O problema é que a Panini, segundo dados da loja Comix Book Shop, resolveu (novamente) estragar o edição com um maldito papel jornal vagabundo! Que droga Panini! Já que as séries pós DB são pequenas, por que não fazer um volume bonito com capa cartão e papel off-set? Jaco tem UMA SÓ edição!

Pois bem, o que importa é que os fans vão poder conferir a história. Agora fiquem com uma cena de DB Super. Onde Jaco tenta bancar o "engraçadinho" logo com a Bulma e se dá mal! Até mais!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BRIAN MICHAEL BENDIS SAI DA MARVEL, VIRA EXCLUSIVO DA DC E...QUEM SE IMPORTA?

Por: Hds.

Bendis é um bom roteirista, que se fosse esperto o bastante teria pulado fora da Marvel antes dela ficar toda zoada...

Este vai ser um dos textos mais fáceis que já escrevi para este blog. Mesmo por que o tema aparenta ser uma "bomba" dentro do mundinho maçante e estático da indústria de comics. Mas não passa de um fato corriqueiro.

Depois de quase 17 anos dentro da Marvel escrevendo a maioria do elenco de estrelas da editora, Brian Michael Bendis saiu da "Casa das Ideias". E não só fez isso como já assinou contrato de exclusividade com a DC, depois de uma nota burocraticamente escrita para definir o quanto sua passagem pela empresa foi importante. O quanto formou sua carreira profissional ou sobre o amor que tem pelos personagens com os quais trabalhou. Esse tipo de obviedades.

Comunicado oficial da DC confirmando que Bendis consta no time da editora agora.

Não estou bancando o machão "insensível" quando digo que não me espantei de maneira alguma com a notícia. É que eu não ligo mesmo! 

Você pode ter certeza de que nos EUA devem estar pegando fogo as redes sociais nerds e fóruns de discussões inúteis acerca da saída do escritor que por mais de uma década foi o símbolo da Marvel. Mas é claro que isso ia acontecer um dia! Pegue a biografia de qualquer profissional de hq's experiente e famoso, mesmo que a qualidade de seu trabalho seja duvidosa, e constará certamente diversas empresas por onde passou. A Marvel, inclusive, não foi a primeira onde o careca trabalhou. Só foi aquela onde construiu sua reputação!


Escrever o maior herói da Marvel explodindo nos cinemas por si só já faria a fama de qualquer escritor certo? Errado. Bendis se tornou aclamado pelos bons roteiros e volume de trabalho gigante.

Mas pros leitores borrarem as calças de excitação, ainda temos a virada "escalafobética" que foi o gordinho ir correndo assinar um contrato de EXCLUSIVIDADE com a DC. É muita "emoção" pro coraçãozinho dos fans...
Justo o roteirista que costumeiramente era visto em longos embates via internet, defendendo a editora como um verdadeiro fanboy apaixonado. Lembram do "vale-tudo" do Bendis com Grant Morrison e demais artistas?

Lembro que a primeira vez que ouvi falar do escritor foi na segunda encarnação da revista Wizard Brasil nº 11 (Panini). Nessa edição trouxeram uma matéria que enaltecia a carreira e os trabalhos do autor. Aliás, "enaltecer" não seria a palavra certa pra descrever a babação de ovo descarada dos redatores americanos com Bendis. Hábito esse que pode ser devidamente comprovado, caso se confira a entrevista com Rob Liefeld ainda na antiga versão pela editora Globo.

Na matéria da Wizard podem ser pescadas verdadeiras perolas da boca do próprio escritor:

Questionado sobre o personagem Batman, Bendis mandou na lata que provavelmente nunca escreveria nada do morcego pois: "não sinto pelo Batman o mesmo que sinto por outros personagens". Eu reconsideraria se fosse ele! Afinal de contas as coisas mudaram "um pouco" de figura e os DCmalas logo estarão cobrando que ele prepare algo pro cruzado de capa!

Outra impagável foi a resposta sobre como se enxergava no mercado de comics: "Não sou o sujeito mais poderoso. Esse posto é do cara que compra gibis, pois foi quem votou em mim". Que frase comovente do carequinha não? O curioso é que quando os leitores da Marvel soltaram fogo pelas ventas por causa das merdas que ele, sob o aval da editora, fez com diversos heróis. Ele cagou pros mesmos "caras que compram gibis" quando eles "votaram" por jogar toda as mudanças no lixo!

Invasão Secreta, A Era de Ultron e Guerra Civil 2 foram execradas pelos leitores mais severos.

Não me levem a mal. Eu considero Brian M. Bendis um escritor talentoso. Ele tem pontos muito positivos como saber escrever histórias bem amarradas. Ter sacadas interessantes sem apelar pra excessos de retcons. Escreve bons diálogos. Tem uma boa noção de como os personagens funcionam e conhece a cronologia básica de cada um deles. Além disso, mesmo sendo prolífico, mantém um bom nível de qualidade. Algo que falta na maioria dos roteiristas de hoje.

Mas em compensação, às vezes põe conversas demais e ação de menos. Tenta encaixar ideias forçadas que desvirtuam os heróis. Inicia sagas megalomaníacas que prometem algo bombástico e entregam tédio. E o pior de tudo: contribuiu para descaracterizar personagens sendo anti-profissional e acenando a cabeça para as aberrações propostas pela Marvel.

Nada pessoal gente! São só negócios...

É evidente que uma movimentação como essa dá uma agitada no panorama bucólico da indústria nos EUA. Que na maioria das vezes fica restrita aos eventos banais de sempre. Embora o "equilíbrio da balança" esteja pendendo mais pra DC no momento. Isso é certo! 

Deve haver uma legião de fanáticos das duas editoras se indagando neste exato segundo: "Meu Deus!!! Imagina o que ele vai fazer na DC?". Sei lá, talvez o mesmo feijão-com-arroz que vinha fazendo na Marvel? O que eu sei é que essa novidade vai beneficiar mais o próprio Bendis. Sendo que ela pode reacender o interesse dos fans que já andavam ressabiados pelas cagadas que o autor vem fazendo de uns anos pra cá.

Brian Michael Bendis teve um começo excelente na Marvel. Fez coisas muito boas e outras ruins, mas o problema é que foi se tornando cada vez mais desleixado e condescendente.

É possível que dessa reviravolta na carreira do escritor surja algo empolgante? Com certeza! Mas vou fazer aqui vai uma "premonição" para os leitores impressionáveis e inexperientes.Uma notícia vinda do futuro que vai abalar as estruturas da indústria de quadrinhos:


BOMBA, BOMBA, BOMBA!!! BRIAN M. BENDIS RETORNA À MARVEL!!!


Fontes: Comic Book Resoucers, Wizard Brasil e Wikipedia.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

THE WALKING DEAD RETORNA PELA PANINI

Por: Hds.

A Panini nunca perdeu tempo quando se trata de esfregar na cara o fracasso de outra editoras. Tanto que o 1° volume da série já está em pré-venda. Nem esperou o "cadáver" esfriar!

A Panini esteve no evento Zombie Walk São Paulo pra revelar que adquiriu os direitos de The Walking Dead,  aproveitando também o período propício do Helloween para fazer o anúncio.

A série, que teve o retorno apresentado num post do Facebook da editora, continuará de onde a editora HQM parou com volume 19. Mas também será iniciada do 1° volume: Dias Passados. O novo formato é o tradicional 17x26cm (os da HQM eram de 16,5x24cm), papel off-set, capa cartão, preto e branco e preço de R$36,00. O número de páginas não foi informado ainda, mas a hq sai com o título original. Os roteiros são de Robert Kirkman e os desenhos de Tony Moore e, posteriormente, Charles Adlard.

O encadernado de estreia chega em livrarias e lojas durante a CCXP - Comic Con Experience 2017, que acontecerá de 07 a 10 de dezembro no São Paulo Expo.

A capa da 1° edição da Panini é a mesma desta da HQM. 

A HQM iniciou TWD em maio de 2006 com o nome "Os Mortos Vivos" (péssima escolha de nome), teve 18 volumes. Com uma média de 148 páginas, capa cartão, papel off-set, em preto e branco e com preço que começaria em R$29,90 e chegaria à abusivos R$41,90. Sendo que o valor de estreia do primeiro encadernado já eram bastante caros naquela época. A coleção encerrou-se em setembro de 2015 tendo uma média de apenas dois volumes lançados por ano. Uma frequência baixíssima para uma saga tão longa.

A HQM errou em reiniciar a série.

Além da coleção de encadernados, a HQM quis aproveitar o hype da série de TV estreada em 2010 nos EUA e que gerou uma febre também no Brasil, para lançar uma série mensal. Com o nome original, papel lwc, 32 páginas, preto e branco e preço bastante aceitável de R$3,90. A HQM cometeu um erro supondo que seria uma boa reiniciar o quadrinho dessa maneira, com a série nos EUA passando do número 100. Levaria uma eternidade para concluí-la por aqui e o custo final seria bem maior que a coleção de livros. Mesmo assim, a revista durou 48 edições. Foi Publicada de outubro de 2012 até fevereiro deste ano. Em junho deste ano a editora divulgou uma nota decretando o fim dos dois formatos. A editora Panini não esclareceu se pretende continuar as mensais.

A coleção de The Walking Dead é um desafio pro bolso de qualquer leitor.

O site HQManiacs foi criado em 2001. A editora foi fundada no final de 2005 e publicou material americano que esteve fora das bancas nacionais desde a década de 90 como Spawn, e Concrete de Paul Chadwick. Trouxe revistas inéditas da famosa editora Valiant como X-O Manowar. Séries da Image Comics com InvencívelBone e Estranhos no Paraíso. Obras de autores daqui como Leão Negro e até mangás.

Apesar de se tratar de uma editora pequena, não podemos dizer que a HQM fez um trabalho ruim até aqui. O futuro da editora ainda não está claro, mas é provável que ela acabe se tornando uma das muitas "editoras zumbis" (sem trocadilho) assim como a Conrad e a Pixel Media, que após passarem por dificuldades sumiram e nunca mais voltaram a ser nem sombra do que foram um dia. O próprio site que deu origem à editora perece estagnado desde junho do ano passado e os responsáveis ficaram incomunicáveis num período que relatei num post de abril de 2016. Infelizmente, a situação não está nada boa pra editora e é difícil prever se ela vai se recuperar.


Apesar dos percalços a HQM chegou longe com TWD e fez, sim, um bom trabalho.

A equipe editorial teve a visão de perceber que The Walking Dead, seu maior sucesso, era um quadrinhos divisor de águas e catou a revista antes mesmo da série de tv estourar. E antes das outras editoras, inclusive a tapada da Panini, que nunca teve lá um tato apurado pra descobrir hq's. Vide os erros  na escolha de séries da Vertigo como Despertar e Coffin Hill. O quadrinho é constantemente citado como sendo melhor que o seriado. O que eu não duvido em nada que seja verdade, já que o ritmo dos episódios são lentos e atendem a mudanças provocadas pelas típicas "demandas" dos espectadores. É muito compreensível que uma empresa pequena sofra com a recente crise econômica ao ponto de anunciar ( como fez em julho deste ano) que encerraria sua série de maior sucesso e longevidade. E a queda da HQM faz um grande mal ao mercado de quadrinhos que anda cada vez mais limitado ao "dueto" Panini/Amazon.


A Panini por sua vez está acostumada a pegar títulos que morreram nas demais editoras e terminá-los. E não será diferente com TWD, que apesar de extremamente longa (atualmente está no n°173!) vai acabar sendo concluída daqui há alguns anos. Mesmo que os leitores tenham que adquirir os volumes um por um em lojas on-line por causa do alto preço de capa. 


Acredito que mesmo depois de tantos anos The Walking Dead continua sendo relevante e merece ser comprada. Nem sempre temos condições financeiras ou nem sempre uma hq que volta é trazida num formato adequado. O papel off-set da Panini, na minha opinião, foi uma escolha sofrível. Tendo em vista o tamanho da série, um lwc seria muito melhor, pois reduziria a gramatura deixando a coleção mais fácil de guardar. Mas é claro que ter TWD de volta, desde o começo e saindo por uma editora que já finalizou tramas intermináveis como Fábulas (22 volumes, fora os especiais!) é uma boa notícia. Fiquemos atentos para ver, na prática, qual vai ser o futuro do apocalipse zumbi mais famoso do mundo do entretenimento.

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Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos, site HQManiacs e Wikipédia.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PIADA PRONTA: GAIL SIMONE NO 1º CROSS-OVER DE CONAN E MULHER MARAVILHA



Por: Hds.
O cross-over dos personagens é inédito nos quadrinhos

Em setembro, a DC Comics em parceria com a Dark Horse vai lançar uma minissérie onde o bárbaro de Robert Ervin Howard e a amazona vão atuar juntos. A série terá seis edições, roteiro assinado por Gail Simone e desenhos de Aaron Lopresti.

Conan foi criado em 1932 (85 anos) e a M. Maravilha em 1941 (76 anos), e por incrível que pareça nunca foram publicados numa mesma história. Na trama, Diana e Conan vão ser escravizados pelo vilão Dellos e abrigados a lutar em arenas.

Aposto que você viu essa imagem e pensou: "vai ter um romance entre os dois?"

É justamente pelo fato desse encontro nunca ter acontecido que é uma verdadeira desgraça ter caído logo nas mãos de Gail Simone.

Simone é conhecida pelas ideias feministas e faz questão de trazê-las para seus quadrinhos. Costuma subir em palcos de convenções mundo afora palestrando sobre "empoderamento" das heroínas nas grandes editoras. Também costuma marcar presença nas redes sociais sempre debatendo sobre o papel das mulheres nas hq's. Esse tipo de leseira pra gente que não gosta de quadrinhos de verdade e só vê nesse meio uma forma viável de fazer militância.

Apesar de ter escrito uma fase da guerreira Red Sonja, isso não gabarita a escritora a  assumir um projeto desse calibre. Simone não tem obra alguma que se destaque, ou seja listada sequer entre os melhores da década passada.

Um encontro como esse poderia render uma história muito boa, mas não pelas mãos de Gail Simone.

Qualquer leitor que tenha experimentado ler sequer um arco de Conan do Dream Team: Roy Thomas, John Buscema, Barry Windsor-Smith, Alfredo Alcala, Esteban Maroto, Neal Adams, Gil Kane, Dick Giordano, Ernie Chan, Frank Brunner entre tantos talentos excepcionais, deve ter ficado abismado com a qualidade. E não esqueço de Joe Jusko com sua sequência inacreditável de capas para The Savage Sword of Conan. Sendo assim, como não pensar que a maior vítima dessa empreitada vai ser (novamente) o bárbaro?

Conan nesse nível aqui você não verá nem tão cedo...

E agora chegou a vez do personagem sofrer nos dedinhos roliços e engordurados de Gail Simone. A justiceira feminista (e por isso mesmo) totalmente avessa à visão clássica da criação de Howard. Com direito aos comentários favoráveis da turminha de pela-sacos do site Terra Zero, afirmando que Lopresti e Gail são: "duas das pessoas mais preparadas para contar uma história da M. Maravilha e do Conan". É de foder mesmo...

Esse é um daqueles casos em que nem se precisa cogitar o resultado. O máximo que teremos aqui, a despeito de qualquer otimismo caolho, é uma historinha besta, adequada às "correções" criativas broxantes feitas pela roteirista. Nem os desenhos de Aaron Lopresti parecem salvar o que aparenta ser um desastre anunciado, já que são bem leves e não possuem a atmosfera ideal para batalhas e sangue voando.

O que eu posso dizer sobre isso? Bem, eu tenho que ser curto e grosso: Fiquem bem longe dessa pilha de bosta!!!

Gail simone afia sua espada para castrar Conan.

Fontes: Comic Book Resources, Wikipedia e Guia dos quadrinhos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

AKIRA É FINALMENTE RELANÇADO PELA JBC

Por: Hds.

Akira passou por uma das negociações mais difíceis do mercado nacional.

Há pouco mais de dois anos, no dia 10 de Abril de 2015, Cassius Medauar anunciou como editor e porta-voz da JBC o vigésimo título comemorativo dos vinte anos da editora. Esse título era Akira.O vlog de número 31 destacou os dezenove mangás anunciados até aquele momento e lançou uma bomba no mundo dos leitores que foram pegos de surpresa. Desde a entrada de Cassius como Gerente de Conteúdo os leitores acostumaram-se a receber notícias de lançamento quase que semanalmente através do canal de YouTube Henshin OnLine. Canal esse que, como eu destaquei num post antigo, foi inaugurado bem antes do programa da Panini pela mesma plataforma. Mas tão logo foi apresentado o retorno do mangá, iniciou-se um processo de aprovações que levaria um tempo absurdo para os padrões ocidentais de licenciamento. Submetendo os leitores antigos e novatos curiosos a uma espera desgastante. Pois a expectativa acabou. No episódio nº 119 do canal, Cassius finalmente anunciou a chegada do primeiro volume do mangá.


Serão seis edições especiais em formato 17,8 x 25,6 cm, 350 páginas, capa dura com proteção e preço de R$69,90. O miolo sai em preto e branco com algumas páginas coloridas. O primeiro livro já está à  venda desde junho.


A misteriosa explosão de uma bomba nuclear negra é o marco zero de Akira.


Kaneda é um delinquente membro de uma gangue de motoqueiros. Vive num futuro resultante da 3° Grande Guerra Mundial que iniciou-se após uma explosão nuclear. Durante uma corrida, Tetsuo, um de seus colegas sofre um acidente provocado por uma estranha criança com uma numeração na palma da mão. Logo depois acorda numa base e descobre poderes mentais. Passado na Tokio de 2019, Akira vai mostrar conflitos político-sociais e consequências do abuso humano de poder.

O mangá de Katsuhiro Otomo estreou no Japão em dezembro de 1982 na Young Magazine e acabou em junho de 1990. No Brasil saiu pela  Editora Globo em dezembro 1990 e finalizou em março 1998. Sofreu com uma das descontinuações mais conhecidas do mercado nacional: a edição 33 saiu em 1993 e a 34 só veio às bancas em 1997! Publicada no sentido ocidental de leitura e em cores, teve 38 edições em formato americano. 

Além de diversos produtos, o filme (OVA) lançado em 1988, condensou a história do quadrinho e ajudou-a torná-lo absurdamente conhecido no ocidente. 

Pôster americano do filme de 1988.

Desde o final do mangá pela Globo, os leitores da época se perguntavam o porquê dele nunca ter sido republicado. Mesmo após anos do chamado "Boom dos Mangás" com a Editora Conrad. O motivo, apesar de peculiar, foi bastante claro e taxativo: Otomo não queria liberar os direitos de publicação. 

Somente depois de um longo processo de aprovação e remasterização acompanhadas pelo autor, o mangá ganhou a primeira versão atualizada lançada na França. Para os leitores de mangá, relatos bizarros de negociações com autores e editoras japonesas não são novidade. Mas quem conheceu Akira nos anos 90 com certeza estranhou o imbróglio absurdo que foi a aquisição dos direitos.



A animação ficou conhecida pela qualidade e ambientação perfeitas.

O público interessado esperou pacientemente o anúncio da editora. Alguns reclamaram do autor, chamando-o de cabeça-dura. Alguns tentaram esclarecer os obstáculos impostos para o retorno do quadrinho. E, é claro! Tivemos uma avalanche de comentários, vídeos e posts ironizando as notas de lamento da JBC por todo o "vai-que-não-vai" na aprovação do mangá. Mesmo que a editora não tivesse um centímetro de culpa em relação aos adiamentos. 

Um dos que aproveitaram pra fazer graça (pois se trata de um blog de humor que faz questão de estampar de cara os dizeres: "mas não leve muito à sério".) foi o Mais de Oito Mil

Eu já havia citado o blog em textos antigos do Quadrinhos e Comics. E apesar de discordar atualmente da opinião da Mara (que escreve os textos) que anda inclinando perigosamente pra um feminismo dos mais notórios, eu não posso dizer que fiquei surpreso com o nível de birra mostrado até por quem esperava ansioso. O que dizer então de uma blogueira que se pergunta: "por que há falta de mulheres protagonistas na Shonen Jump?", sendo que o nome "Shonen" pode ser traduzido como "garoto", e por isso mesmo a famosa revista é voltada para meninos fans de Dragon Ball e Naruto.

É, ideologia e razão nunca vão andar de mãos dadas mesmo...





Por sua linguagem universal, pela sugestão à reflexão e pela construção ambiental e narrativa convincentes, Akira merece ser republicada agora e sempre. É um quadrinho que reflete uma época de amadurecimento do meio e pode ser posta tranquilamente ao lado de outras obras importantes como: Watchmen, Sandman e Cavaleiro das Trevas. Um quadrinho dos anos 80, com a qualidade e características típicas daquela década.

O acabamento da edição chamada "especial" pela JBC é muito boa, apesar de sair em preto-e-branco. Isso não chega a incomodar, mesmo que a lembrança na mente dos leitores seja das cores da versão da Globo. Até por que o mangá foi originalmente feito sem cores, como é de costume no Japão. Não significa também que nunca vá ser editada em cores num futuro próximo. O leitor deve julgar se vale a pena adquiri-la neste momento ou exigir uma republicação colorida posteriormente. 

O preço de Akira, aliás, é o fator que mais influencia nessa decisão. Mesmo por que está muito alto para o padrão das hq's japonesas no Brasil. A JBC deveria ter considerado trazê-la num formato similar ao de Vagabond ou Berserk para acobertar um número maior de consumidores. Do jeito que está, os seis volumes (formato mais viável, que torna possível a conclusão da revista mais rápida, mas encarece) nos deixam limitados ao esquema de compras pela Amazon. Bom para o leitor, mas restritivo.

No mais, se você nunca leu Akira deve comprar com toda certeza. É uma história essencial de ficção. Moderna e carregada de uma atmosfera cyberpunk digna dos melhores contos de William Gibson.



Fontes: UniversoHQ, Guia dos Quadrinhos e Wikipédia.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O QUE ESPERAR DE... MULHER MARAVILHA


Por: Hds.

Essa é a primeira produção de peso da heroína mais famosa dos quadrinhos.

Falta muito pouco para a estréia de Mulher Maravilha nos cinemas. Desde a liberação de materiais promocionais do filme, tivemos uma campanha até que modesta. Sem o tradicional derrame de Spoilers típico de filmes da Marvel. 

Wonder Woman (título original) tem estreia marcada para 1 de junho de 2017 no Brasil. Com direção de Patty Jenkins, o elenco principal traz Gal Gadot (Mulher Maravilha). Chris Pine (Steve Trevor), Connie Nielsen (Hipólita), David Thewlis (Ares), Lucy Davis (Etta Candy), Elena Anaya (Doutora Veneno) e Danny Huston (General Ludendorff).

O terceiro trailer, que precede a data oficial de estréia, já saiu faz um bom tempo e é nele que vou me basear para expor minhas opiniões. Sem enrolação, vamos dar uma boa olhada:







No início do vídeo vemos Diana subindo uma escada que deve estar posicionada numa trincheira. Notei de cara que a bota da personagem tem um tipo de salto alto. Algo estranho para uma amazona acostumada com trajes de batalha. Por se tratar de uma calçado, digamos, "pouco prático".

O enquadramento destaca o escudo que, confesso, não consigo identificar nenhum tipo de simbologia nos ornamentos. A figura se assemelha a um sol, mas não reconheci nada ali que lembrasse mitologia grega. Seria algo relacionado ao deus Apolo? Isso explicaria as inscrições que se acendem como fogo dos trailers antigos.

Enquanto Hipólita passa conselhos à Diana ainda pequena, em época presente ela corre por campo e cidade enfrentando soldados e rebatendo tiros com seus braceletes. Quando rajadas de metralhadora são direcionadas a ela, finalmente faz uso do escudo.

A próxima sequência mostra, em plano aberto, Diana em pé num rochedo vendo a queda de um avião no mar. Como mostrado em outros vídeos, ela mergulha e salva a vida de Steve Trevor levando-o até uma caverna.

Trevor é trazido a um templo que nem de longe lembra a arquitetura típica grega. Ele está imobilizado pelo laço de uma das amazonas. Laço este que ficou graficamente bem representado. Trevor relata o que seria o início da primeira grande guerra mundial e pede auxílio para enfrentar certos agentes infiltrados no conflito.

Aqui vale destacar que muita gente criticou a reação da heroína ao ver um homem pela primeira vez. Sendo que Diana não se mostra acuada ou agressiva. Mas não faria sentido nada disso. Na história original, dentro da cultura das amazonas existem diversas representações em pinturas e esculturas da figura masculina. Sendo assim, a mesma figura não é de total desconhecimento das habitantes da ilha.

Steve Trevor é encontrado pela Princesa Diana.

Em seguida aparece um dos anunciados vilões do filme: A Doutora Veneno. A vilã usa uma máscara igual às usadas por soldados que sofreram algum tipo de deformação em combate durante a primeira guerra mundial. Ela atua ao lado do General Ludendorff atacando com bombas de gás.

Até a aparição da Doutora Veneno nos trailers eu nunca tinha ouvido falar da vilã.


Após receber aviso de Hipólita de que, caso deixasse a ilha jamais poderia retornar, Diana parte contra a vontade da mãe levando suas armas sem permissão. Detalhe: uma das armas, a espada, também tem inscrições. Mas nenhuma delas em alfabeto grego.

Agora temos o trecho feito pra mostrar que a DC "aprendeu" algo com a Marvel e incluiu cenas de alívio cômico no filme. Ao viajar ao mundo dos homens, Trevor e a amazona (partindo juntos da ilha, ou será que não?) vão à Inglaterra. Lá Diana vive momentos de "adaptação aos costumes" que geram as tais cenas engraçadas. Numa delas acaba conhecendo a personagem Etta Candy interpretada por Lucy Davis. Candy era um tipo de sidekick gordinha e desajeitada da mulher maravilha nos anos 40.

David Thewlis (o professor Remus Lupin de Harry Potter) é mostrado como um homem comum. O estranho é que foi confirmado em vários textos na mídia que ele faria o papel de Ares - O Deus da Guerra e da Violência. Então só posso supor que, se a transformação ocorrer, será da metade para o fim do filme. Dando o gancho para o antagonista do próximo filme.


Nos quadrinhos, Etta Candy era uma típica Sidekick incômoda e dispensável.


Intercaladas entre cenas de humor, temos várias sequências de ação. Lutas em ambientes internos da Mulher Maravilha. Um verdadeiro confronto armado no desembarque de tropas na costa da ilha das amazona e até combates aéreos. Mas o que realmente chama a atenção é o corte onde a princesa apara uma rajada de energia impressionante. Isso nos dá a clara ideia de que a real ameaça que Diana vai enfrentar está no patamar dos deuses. Talvez não se confirme, mas o mais óbvio é que se trate de Ares.

Na cena de batalha da praia dos trailers anteriores existe uma cena que me pareceu engraçada. Um soldado atira com um rifle e a bala segue entre a M. Maravilha e Steve Trevor, sem ter a menor chance de atingi-los! Enquanto isso, uma das amazonas que havia atirado uma flecha com corda vem se aproximando atrás dos dois. Possivelmente ela vai acabar sendo atingida para efeito dramático no filme. Mas o que vale a pena destacar aqui é: se o soldado pretendia acertar alguém por que diabo atirou entre os dois alvos? Das duas uma: ou o cara é uma besta quadrada ou é o melhor atirador daquele exército. Pois ele conseguiu antecipar que na trajetória da bala estaria uma das amazonas.


Várias cenas de ação e diálogos impactantes um atrás do outro e podemos ver o poder dos braceletes numa explosão. Outra imagem tão impressionante quanto esta é aquela em que Diana começa a planar, deixando evidente que naquele momento ela domina seus poderes de voo. E ainda neste ritmo veloz a personagem duela com o General (vivido pelo canastrão do Danny Huston) antes do trailer encerrar-se.

Elenco do filme incluindo a diretora.

Cabe neste momento falar um pouco sobre a escolha dos atores do filme.

Uma coisa bem óbvia, mas que precisa ser dita sobre Gal Gadot, é que ela definitivamente não tem o perfil ideal para a Mulher Maravilha. Mas é igualmente óbvio notar que quase nenhuma mulher o tem! O principal problema dos heróis da DC é que eles são ilustrados como deuses olímpicos. E no caso da princesa deThemyscera temos uma guerreira em perfeita forma física. Extremamente bonita, mas sem necessariamente apelar para sensualidade. De aparência ameaçadora. Mas com uma feição que inspira seriedade, sensatez e honra. Onde cargas d'água você encontra uma atriz que reúna tudo isso?

Também não considero a interpretação de Gadot nada que se possa dizer brilhante. Mas em algumas cenas ela consegue sobressair. A cinebiografia dela ainda é curta e não contava com papeis de peso até então. A exemplo de alguns tipos de Hollywood, a atriz israelense talvez evolua daqui pra frente.

Chris Pine  tem uma carreira relativamente longa. Atou em vários filmes menores e participou da série CSI Miami, mas ficou conhecido pelo papel do Capitão Kirk na nova saga de Star Trek. Não gostei do trabalho de Pine em Star Trek que tornou o personagem do capitão engraçadinho e prepotente demais. Mas a atuação como Steve Trevor parece bem concreta e moderada.

Atriz com uma carreira interessante e com filmes ótimos no currículo. Connie Nielsen tem um nível de atuação excelente e posso listar pelo menos dois filmes bons dos quais participou: Advogado do Diabo (ao lado de Al Pacino) e Gladiador (de Ridley Scott).

Ator experiente com uma verdadeira lista de participações em grandes produções. David Thewlis esteve em títulos como: Sete Anos no Tibet, A ilha do Doutor Moreau e na recente adaptação do livro O menino do Pijama Listrado. Mas foi o seu Professor Lupin da série Harry Potter que o tornou famoso no mundo inteiro para toda uma nova geração de espectadores.

Sobre os demais convocados para a produção podemos dizer que se encaixam bem em cada personagem. Resta avaliar o desempenho de cada separadamente. Tanto do elenco principal como dos papeis de Elena Anaya, Lucy Davis entre outros. Fica uma nota de desagrado pelo convite de Danny Huston para o General Ludendorff. Sua performance geralmente afetada, com certeza, corre o risco de transformar o militar numa caricatura. Se quiser tirar uma prova dê uma conferida no seu desempenho como o chefe dos vampiros no filme 30 Dias de Noite.




No que foi apresentado até agora as primeiras impressões que tenho de Mulher Maravilha é que o filme segue, naturalmente, a linha de mega-produções de quadrinhos. Sem nenhuma alteração na fórmula de marketing e apresentação até então. Os trailers seguem à risca a estética de videoclipe em câmera lenta de todos os filmes de orçamento similar. Desde a montagem do trailer passando pela escolha da trilha, M. Maravilha reza sobre os dez mandamentos dos Blockbusters de super-heróis que já vemos há muito tempo.

Se a estética vai vingar. Se os efeitos vão convencer. Se os atores escolhidos vão fazer jus aos nomes encarnados, isso, só saberemos depois de assistir o filme. Sabemos que ele faz parte do recente "universo compartilhado" da DC nos cinemas. Por isso mesmo fica a questão sobre os Easter Eggs que serão mostrados (ou não) na produção. Se eles serão gratuitos e aborrecerão pelo fan service, ou se trarão algo que complemente a trama.

As expectativas que tenho para Mulher Maravilha são boas. Acredito que desta vez a DC vai acertar em cheio na origem e desenvolvimento de um de seus heróis mais emblemáticos no cinema.

Fontes: Warner Bros Pictures Brasil e Wikipédia.

domingo, 23 de abril de 2017

A MARVEL NÃO DEVE ACOBERTAR ARDIAN SYAF OU QUALQUER OUTRO INTOLERANTE


Por: Hds.

Syaf encontrou na Marvel o terreno propício para cultivar o ódio.

O desenhista Ardian Syaf foi denunciado por leitores ao incluir mensagens antijudeus e anticristãs em páginas de um quadrinho da editora. O artista as escondeu na edição número um da revista X-men-Gold que saiu no início de abril.

Abaixo estão os detalhes em códigos:




- Referência: A personagem que aparece de costas no quadro é Kitty Pride, que é judia. E como pode ser visto, Syaf colocou a palavra "Jewelry" do lado esquerdo da cabeça dela. A pronúncia da palavra em inglês lembra "Jewry", termo pejorativo para designar judeus, ou bairros judeus.

2° - Referência: O número "212", que representa a data dos protestos em Jacarta (capital) contra o governo de Basuki Tjahaja Purnama, organizado pela maioria muçulmana no país. Basuki é cristão e foi acusado de blasfêmia pelo uso de trechos do Corão em campanhas políticas. Os número "2" e "12" são, respectivamente, o dia e o mês do ano passado quando os protestos aconteceram.




3° - Referência: É mostrada na camiseta de Colossus. Onde o "Q" significa Corão (Qu'ran) e o "S" Surah. O número 5:51 aparece no quadro de Kitty também e remetem ao capítulo 5, versículo 51 do mesmo livro. O artista tentou se explicar dizendo que eles estão lá porque ele havia participado da segunda manifestação no dia 21 de fevereiro (2017).

Através de uma mensagem no Facebook vários leitores (incluindo os da Indonésia) expuseram Syaf como um preconceituoso que esconde críticas ao judaísmo e cristianismo nos trabalhos que faz.


Ardian ainda postou as páginas de X-men Gold na sua página do FaceBook. 

A Marvel declarou que a "visão de Syaf sobre os temas inseridos, sem consentimento da redação, não reflete a política de inclusão vigente na editora. E nem a opinião de seus editores, escritores e artistas" e prometeu punir o desenhista. Ou seja: todo aquele papo burocrático típico de empresas que não querem ter o filme queimado. A editora ainda garante que as imagens serão removidas nas tiragens posteriores.


A escritora G. Willow Wilson aproveitou para chamar a atenção e afirmou que repudia a atitude de A. Syaf. Logo ela que não tem nenhuma moral para falar de intolerância. Já que há muito tempo trocou a liberdade da cultura Americana para se converter ao Islamismo, a religião que mais maltrata e executa mulheres no mundo. 


A verdade é que os quadrinhos já estão sendo usados para passar ideias intolerantes faz muito tempo. É só procurar no lugar certo...


É claro que assuntos religiosos aparecem nos quadrinhos desde a criação dos mesmos. Em inúmeras revistas podemos ver citações, passagens e histórias em que a própria religião aparece como tema principal. Um bom exemplo do uso de texto religioso é a espetacular série Kingdom Come, de Mark Waid e Alex Ross (leia!). Nela os versículos da Bíblia fazem um paralelo com a trama dos heróis de maneira angustiante e épica. 

Mas o problema no caso de Ardian Syaf, é que ele faz um uso vingativo e irracional da sua crença religiosa. Simplesmente motivado por ódio. 

Desde que a Marvel adotou a máxima de "quadrinhos inclusivos" abriu espaço para todos os tipos de discursos. Infelizmente alguns criadores tiram proveito desse suporte para transmitir ideias nocivas. Quem se lembre da personagem ""? O escritor Grant Morrison criou uma personagem islâmica e a incluiu no nos X-men pouco tempo depois dos Ataques às Torres Gêmeas. Uma provocação típica da falta de noção de autores "engajados" em debates políticos-sociais. 

A hipocrisia de Syaf está no fato de pertencer a uma religião que combate violentamente a cultura ocidental, e ganhar dinheiro trabalhando nela, para gerar o mesmo produto da cultura que sua religião condena! Faz uso do meio pelo qual se sustenta para atacar os judeus americanos. Historicamente aqueles que participaram de forma brilhante da criação da indústria de Comics. Afinal, o que seria dela sem judeus como Will Eisner, Jack Kirby ou Harvey Kurtzman?


A Marvel. apesar de se esquivar de qualquer acusação de preconceito com firmeza, tem uma boa parcela de culpa no atual panorama viciado de discussões político-sociais ou religiosas nos quadrinhos. Pois é certo que sua cruzada arrogante e intimidação através do politicamente-correto, forneceu condições para que intolerantes como Syaf se instalassem.

Fontes: UniversoHQ e Wikipédia.